Valete Fratres !

"Blog filo-americano, anti-comunista e defensor da economia de mercado"

SAFETY WARNING: BLOG PAPISTA


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Terça-feira, Abril 01, 2003
 
JOÃO PAULO II (Via The Corner)


"Yes, guaranteeing freedom is an essential part of working for peace".

João Paulo II,
02/02/1981






 
AVISO: OS FUNDOS ESTRUTURAIS FAZEM MAL À SAÚDE

O Economist publicita investigações de um economista português - Pedro Pita Barros. Só hoje tomei conhecimento disto através do artigo de Sarsfield Cabral no DN (aqui). Como é que eu deixei escapar isto ? A guerra é uma coisa terrível...

Tanto o Economist, como Pita Barros, e em menor medida Sarsfield Cabral concordam numa coisa: os fundos estruturais são prejudiciais para a economia portuguesa. Os fundos estruturais distorcem o padrão natural de investimento da economia; distorcem as prioridades de investimento dos governos; distorcem os incentivos dos empresários (subsidiodependência); promovem a corrupção. E, acrescento Eu, aumentam o poder discricionário de governos e burocratas e promovem o "ideal" europeu (na sua versão centralista bruxelense).

O Economist apresenta alguns dados empíricos em defesa desta tese e cita invesigações recentes que a corroboram.

Sarsfield Cabral defende uma ideia um pouco diferente. Este jornalista acha que os fundos tiveram efeitos globalmente positivos em Portugal. Neste momento, Sarsfield Cabral questiona-se sobre se os benefícios destes investimentos não começam a ser inferiores aos inconvenientes acima referidos

Pessoalmente, penso que enquanto os fundos financiaram projectos para os quais existia uma procura de mercado ou que, de alguma forma, teriam características de "bens públicos", então os fundos estruturais foram benéficos. Neste momento, já não existem muito mais pontes e estradas para construir. Sarsfield Cabral é um europeísta ex-funcionário da Comissão e não não chega ao limite de afirmar que os fundos neste momento fazem mal à saúde da economia portuguesa. Eu não sou funcionário da Comissão e por essa razão posso afirmá-lo.

De qualquer forma, lembra Sarsfield Cabral, independentemente das especulações dos economistas, a lógica do alargamento reduzirá os fundos estruturais destinados a Portugal. Um "mal" que vem por bem.


P.S. Há muito tempo que toda a gente dizia mal da subsidiodepêndencia. Mas foi necessário esperar até que um economista chegásse à mesma conclusão para se tornar uma opinião respeitável com direito a artigo no Economist e no DN.

P.S.2 O Intermitente conta alguns episódios da sua vida profissional num "organismo que fazia a gestão dos fundos comunitários". Leitura obrigatória.



 
O VATICANO E A GUERRA: POLÉMICA NA IMPRENSA PORTUGUESA

Frei Bento Rodrigues, que para além de defender argumentos próximos dos da extrema-esquerda, é também um bom católico, escreveu este artigo no passado Domingo (aqui).

Vasco Graça Moura responde no Público de hoje (aqui). Diz o companheiro Vasco:

"Que o Papa, no exercício do seu múnus evangélico, se manifeste contra toda e qualquer guerra é absolutamente natural. O contrário é que surpreenderia. O que não é natural é a actuação do Vaticano no presente contexto internacional."

Eu diria que o Papa não se deveria manifestar contra qualquer guerra visto que 1500 anos de doutrina da Igreja aceitam a exisitência de guerras justas. O Papa deveria antes manifestar-se contra as consequências da guerra (será que era isso que João César das Neves queria dizer no seu artigo de ontem ?- vd. post abaixo).


Nota: Ontem, António Ribeiro Ferreira no DN escreve também um editorial sobre esta questão. Creio que o argumento defendido não é totalmente válido pela simples razão que um erro não justifica outro erro.



 
DN NOTÍCIA AVANÇO ALIADO !!!!

A primeira página do DN de hoje anuncia em letras garrafais o AVANÇO ALIADO (aqui).

Parece que o DN não lê os jornais nem vê a TV ! Então não é claro que as tropas aliadas enfrentam um novo Vietnam ? Ouçam o ministro da informação Iraquiano, por favor !

Os tentáculos do Pentágono atravessam oceanos...cambada de ventríloquos.

P.S. Hmmm, será mentira de primeiro de Abril.



 
O INTERMITENTE: GUERRA EM DUAS FRENTES

Sugiro a leitura dos dois últimos posts d'O Intermitente.

O primeiro critica um artigo sobre anti-americanismo do JMS do Blog de Esquerda.

O segundo critica um artigo do Prof. Boaventura Sousa Santos.


O rei vai nu...



 
NOTA DA DIRECÇÃO

Uma combinação de stress de guerra com falta de stress profissional justificam as alterações que ocorrerão neste Blog durante os próximos dias. As alterações afectarão, sobretudo, a frequência e a quantidade dos posts. [OK, OK, é uma boa notícia...]





Segunda-feira, Março 31, 2003
 
Carta de Vasco Graça Moura ao ministro francês da Cultura sobre os tesouros e bens culturais do Iraque

"Acabo de ter conhecimento do seu apelo, pedindo que os tesouros e os bens culturais do Iraque, ameaçados no decorrer da ofensiva norte-americana e inglesa, sejam devidamente preservados e restituídos àquele país, que deles é proprietário legítimo. Tendo lido a carta que, a esse respeito, V. Exa endereçou a 24 de Março ao Sr. Director-Geral da UNESCO, só posso regozijar-me pelo bem fundado das suas injunções...

...Parece-me oportuno recordar-lhe neste ensejo que, na época da execrável dominação militar de uma parte muito grande da Europa por Monsieur Bonaparte, as tropas francesas, sob o comando do general Junot, a quando da sua partida de Portugal em 1808, após a batalha de Vimeiro, levaram consigo numerosas obras de arte e tesouros preciosos, em consequência de uma pilhagem sem escrúpulo e sem freio.

Esses tesouros, que nunca foram devolvidos ao meu país, embora se trate de peças muito importantes para o património cultural português, continuam a fazer parte de colecções, museus e arquivos do Estado francês."

...Parafraseio assim a sua carta ao Sr. Director-Geral da UNESCO para afirmar que "os tesouros culturais de Portugal, em toda a sua diversidade e riqueza, devem ser devolvidos aos Portugueses".


Hehehehe



 
CASSANDRAS

"Before, during and after war, it's always easy to find genuine experts who will assure you that what has happened, is happening or will soon happen is nothing less than a disaster.

These are people who know everything there is to know about the military - the capacities of every aircraft and ship, the capabilities of every division and battalion, and the strategies that won every important battle Homer's time until now.

Impressive as they are, these experts are often pretty lousy fortune tellers. Highly respected military historians and analysts confidently predicted 30,000 American casualties before the the 1991 Gulf War.

In the end, we lost a few dozen soldiers.

As American forces bombed Serbian positions in 1998 in order to force a cessation of hostilities in Kosovo, many of the world's finest military minds said the U.S. battle plan was insanely flawed because it relied exclusively on air power...The Serbs collapsed after 44 days of bombing. Ground forces were not needed until it was time to keep the peace.

When the United States invaded Afghanistan, the august R.W. Apple of the New York Times suggested we were getting ourselves into a Vietnam-like "quagmire." That argument fell by the wayside as the Taliban crumbled."



Pelos vistos não são só os especialistas portugueses...







 
Afinal o Cruzes Canhoto respondeu ao meu último post. Aqui está a minha réplica:

1. O Cruzes Canhoto afirma no seu poste que é um "Blog assssssumidamente de esquerda (qualquer uma)". Eu concluí a partir dessa afirmação que o Cruzes Canhoto era o Blog de todas as esquerdas, mas pelos vistos enganei-me. Peço muita desculpa por esta completa deturpação da natureza do Cruzes Canhoto...

2. O Cruzes Canhoto finalmente respondeu às questões simples que lhe tinham sido colocadas. Grande parte de meu apreço pelo Cruzes Canhoto desvaneceu-se. Apesar de continuar a torcer pela vitória das tropas da coligação, o Cruzes Canhoto afirma-se de acordo com as acções e os princípios do PCP e do BE, justifica a acção dos narco-terroristas das FARC, considera que o regime castrista permite um aumento de 'democraticidade' (!) e diz que Chávez só atacou a 'minoria' dos milionários (será que estes não teriam direito à vida ?). De qualquer forma, tendo em conta as manifestações ocorridas na Venezuela, é caso para dizer que é um país de milionários !

3. Parecem-me estas posições incompatíveis com a social-democracia escandinava pela qual o Cruzes Canhoto manifestou anteriormente grande admiração. O Cruzes Canhoto não é o Blog de todas as esquerdas; nem é o Blog da social-democracia escandinava. É o Blog da extrema-esquerda. Segue queixa para o Instituto do Consumidor.

4. Questão importante é a defesa que o Cruzes Canhoto faz do marxismo com base na história da Igreja. Diz o Cruzes Canhoto que o ideal Marxista nada tem a ver com o socialismo real, da mesma forma que o cristianismo nada tem a ver com os excessos feitos em seu nome.

Considero parcialmente acertada esta comparação porque de facto o comunismo é uma religião e os seus militantes necessitam de grande fé para continuar a acreditar nos amanhãs que cantam.

Mas parece-me que este argumento falha no essencial:

- por um lado, está teoricamente e na prática provada a relação entre comunismo e totalitarismo (vd. o meu post 'comunas'). No caso do Cristianismo, está doutrinalmente e na prática provada a compatibilidade entre cristianismo e democracia liberal (será preciso dar exempos?);

- por outro lado, os crimes do comunismo são uma consequência directa do carácter teleológico do regime (vd. o meu post 'comunas'). Os crimes cometidos em nome do cristianismo são uma perversão do Cristianismo. O Papa até já pediu desculpa pelos mesmos (Vd. meu post 'O Papa não é anti-semita').

5. Para mim a esquerda não é só a extrema-esquerda. Já escrevi alguns posts nesse sentido (aqui, por exemplo). Eu sei que os meus posts não são muito legíveis, mas se tivesse utilizado o search que eu disponibilizo no meu Blog, teria evitado mais esta imprecisão.

Quem quer equacionar esquerda=comunismo é a extrema-esquerda (os seus amigos do Bloco e do PC). Esta afirmação do Cruzes Canhoto é uma aplicação da velha táctica leninista: culpar os outros dos nossos defeitos.

6. Tomo como boas as informações que me envia sobre Israel (sobre lei de prisão administrativa e utilização de escudos humanos). E reconheço o meu erro em relação a estas questões. (Continuo a afirmar que as denúncias de massacres em Jenim são uma fabricação.)

No entanto, li nos textos que gentilmente me indicou as seguintes frases que me parecem muito significativas:

- "Administrative Detention ...Since the release of this report by the Human Rights Watch group, Israel has addresses many of the concerns brought forth in a positive manner...The Israeli Military command appointed a commission to review the cases of all detainees. Of the 2200 prisoners that have been detained as this report outlines, all but 298 have been released.While this does address some of the concerns outlined, HRW feels that it is loosely enforced."

Comentário: Qual é o país socialista e comunista que alterou as suas práticas em função das queixas do Human Rights Watch ? Face às críticas, os abusos da lei foram eliminados.

- "In response to a High Court of Justice petition by seven Israeli and Palestinian human rights groups, the Israeli army decided on May 9 to "immediately issue an unequivocal order" to its soldiers, stating that soldiers "are absolutely forbidden to use civilians of any kind as a means of 'living shield' against gunfire or attacks by the Palestinian side, or as 'hostages.'"

Comentário: Palestinianos e Israelitas recorreram para o supremo tribunal de Israel. O tribunal deu-lhes razão. O exército acatou a ordem do tribunal. Algum país Árabe responderia a uma queixa de um grupo de direitos humanos Israelita da mesma forma ? Algum país socialista o faria ?


P.S. Israel foi atacado pelos países Árabes no momento em que declarou independência. Está em guerra há 50 anos. Nestas circunstâncias, a probabilidade de ocorrerem este tipo de abusos aumenta. Esperemos que os planos do Presidente Bush e do Primeiro-ministro Blair alcancem os resultados desejados.

P.S.2 Noto um certo ressabiamento na sua mensagem. Não há necessidade...




 
ARTIGO DE JOÃO CÉSAR DAS NEVES


O meu comentário: Praise the Lord and pass the ammunition.



 
AGRESSÃO DO BLOG DE ESQUERDA AO DIMINUTO VALETE FRATRES !

O Cruzes Canhoto deixou de me ligar. Para compensar, o Blog de Esquerda, cansado de se meter com alguém do seu tamanho, resolveu lançar um ataque contra este miserável e diminuto Blog (aqui). Trata-se de um ataque unilateral, preventivo e não provocado, cujo objectivo só pode ser um: O Blog de Esquerda quer sacar-me o cartão GALP FROTA ! (o petróleo explica muita coisa...)

Lanço de seguida uma saraivada de Scuds cujo destino é serem abatidos pelas baterias de Patriots do Blog de Esquerda. Enfim, será o resultado da natural superioridade intelectual da esquerda.



Exmo Sr. José Mário Silva,

Acusa-me V.Exª de falta de clareza moral, truques retóricos e double-standard pelo facto de Eu utilizar os crimes do regime comunista (e em particular do estálinismo) para condenar o comunismo e, simultaneamente, esquecer os crimes cometidos contra os comunistas, em particular aqueles perpretrados pela Indonésia de Suharto.


Gostaria de esclarecer o seguinte quanto aos truques retóricos utilizados por V.Exª:

1. Comparar o Suharto ao Estáline, é o mesmo que comparar o presidente do Vitória (de Setúbal) ao Pinto da Costa. Eles simplesmente não fazem parte do mesmo campeonato (valerá a pena falar nas diferenças entre o Suharto e o Estáline ?).

2. O apoio Americano e Britânico ao regime de Suharto não é equivalente ao apoio dos comunistas (et al) ao Estáline e seus herdeiros. Esta posição escamoteia o facto de nem americanos, nem britânicos considerarem que o regime de Suharto é o ‘sol da terra’. Uma decisão tomada no contexto da guerra fria e no âmbito das relações internacionais não é comparável à advocacia e promoção activa de um determinado regime.

3. Comparar os mortos comunistas com as vítimas do comunismo - em geral (Vd. abaixo) -, também não me parece correcto. Muitas destas 'vítimas' lutavam 'de armas na mão' pela imposição da ditadura do proletariados. As vítimas do comunismo eram como ovelhas no matadouro.



Quanto à “vossa esquerda”, tenho alguma dificuldade em a identificar, visto que mantêm à distância (e fazem muito bem) o Bloco de Esquerda. Vou presumir que são trotsquistas (se não for verdade, corrijam-me). Sobre a "vossa esquerda" gostaria de dizer o seguinte:

1. A diferença entre a “vossa esquerda” e o comunismo estaliniano consistiu apenas numa desavença de comadres: construir o socialismo num só país ou fazer uma revolução mundial. É como se o abutre e a hiena discutissem a propósito da parte do corpo da vítima por onde deveriam iniciar o festim.

2. A partir do momento, em que a “vossa esquerda” defende a propriedade colectiva dos meios de produção (como eu, aliás, já o vi a si fazer), então, inevitavelmente, o regime político resultante será igual àquele que Estáline tão bem soube construir. Se não quer acreditar nos filósofos políticos e economistas que chegaram a esta conclusão, olhe pelo menos para a história do séc. XX.

3. A "vossa esquerda" não foi a primeira nem a principal vítima de Estáline; as principais vítimas de Estáline foram os milhões de cidadãos dos países subjugados pelo totalitarismo comunista.



Quanto a remorsos e a clareza moral, gostaria de dizer o seguinte:

1. Os EUA apoiaram Suharto. Eu manifestei publicamente o meu apoio à política externa americana seguida neste caso. Nas relações internacionais, ao contrário do cinema, as escolhas não são sempre entre o bem e o mal (com excepção do eixo do mal, é claro !!!). Escolhe-se entre o mau e o pior. Tendo em conta os restantes casos de comunismo asiático, parece-me que a escolha foi acertada.

2. Não sou um apoiante dos regimes à la Suharto. Por princípio, não acho que as pessoas devam ser presas sem culpa formada; acho que os acusados devem ter direito a julgamento; acho que todos os comunistas que foram mortos sem ser de armas na mão, foram assassinados e que os responsáveis por essas acções deveriam ser julgados e condenados; etc...Estas são algumas das razões pelas quais também não sou comunista.

3. Distribuo a minha compaixão por quem a merece de forma não discriminatória (independentemente de raça, credo, partido, ideologia, etc...) e igualitária. Por esta última razão, reservo a maior parte da minha compaixão para as vítimas do comunismo.

(Segue-se breve apontamente sobre a subida de Suharto ao poder).



INDONÉSIA: REVOLTA COMUNISTA E ASCENSÃO DE SUHARTO AO PODER (um pouco de história)

1. Durante a guerra fria os imperialistas comunistas pretenderam exportar pela força o seu modelo político e económico para o resto do globo. Eufemisticamente, o imperialismo comunista recebe o nome de internacionalismo.

2. Na Ásia, os efeitos desta estratégia foram particularmente nefastos para a vida, a liberdade e a prosperidades das populações (não valerá a pena referir aqui os exemplos das políticas seguidas pelos srs. Mao, Kim Il-Sung, Ho Chi Min ou Pol-Pot).

3. Na Indonésia, país asiático, registou-se uma tentativa de tomada do poder atavés de golpe de Estado. Foram assassinadas as principais chefias militares. Por detrás deste golpe de Estado encontrava-se o PKI – o partido comunista da Indonésia.

4. Suharto, um dos líderes das forças armadas, fez frente a este golpe de Estado.

5. Na sequência do golpe de Estado (nos finais de 1965), e numa altura em que Sukarno ainda ocupava o cargo de Presidente (só em 68 Suharto chegou formalmente à presidência), grupos de jovens muçulmanos (milícias?) e algumas unidades do exércitocomeçaram a massacrar membros do PKI, particularmente nas regiões rurais. Terão morrido entre 300.000 e 1 milhão de comunistas indonésios. O PKI foi banido em 1966. Muitos milhares de pessoas foram presas, acusadas de terem estado envolvidas no golpe de estado fracassado. Apenas 800 foram julgadas.

6. Suharto, mais tarde, conduziu o país de forma mais consentânea com os interesses do Mundo Livre; reverteu a opção terceiro-mundista de Sukarno e evitou o descalabro da tomada do poder pelos comunistas.

7. O regime autoritário de Suharto foi responsável por inúmeros crimes, como aliás os portugueses bem sabem.

8. Em menos de 35 anos, e após a queda do ditador, a Indonésia tornou-se num país com um regime político democrático. Do mesmo não se podem gabar os países asiáticos (e alguns da Europa e América Latina) que "escolheram" a via socialista. Apesar dos muitos erros de política económica que resultaram na célebre crise asiática de finais de 90, o nível de vida Indonésio é incomparavelmente superior ao dos países que "escolheram" a via socialista.





 
NOTÍCIAS FRESCAS

The Command Post
Yahoo! News
Sky News



 
A DURAÇÃO DA GUERRA

Ao contrário da maior parte dos especialistas, ninguém na Administração Americana anunciou publicamente uma guerra rápida.

O mais optimista foi o vice-Presidente Dick Chenney que referiu que a guerra duraria semanas e não meses.

Meses é plural de mês. Portanto, pelo menos 2 meses. 2 meses são mais ou menos 8 semanas.
Semanas é plural de semana. Portanto, pelo menos 2 semanas.

A guerra ainda não dura há 2 semanas.
Portanto, ainda é cedo para os amigos do outro lado embadeirarem em arco.

P.S. Não tenho muito jeito para previsões - é uma deformação profissional. No entanto, vou prever (ou profertizar ?) que durante esta semana as cidades iraquianas vão começar a render-se às forças da coligação.

Be advised: na minha última previsão, feita neste Blog 10 minutos antes do ínicio da tentativa de decapitação do regime, afirmei que os bombardeamentos não se iniciariam nesse dia. Portanto, não comecem já a comprar acções.



 
GEORGE W. BUSH

"In the last week, the world has also seen the nature of the young men and women who fight on our behalf. They are showing kindness and respect to the Iraqi people. They are going to extraordinary lengths to spare the lives of the innocent. Our forces are delivering food and water to grateful Iraqi citizens in Safwan and Umm Qasr. The contrast could not be greater between the honorable conduct of our liberating force and the criminal acts of the enemy.

...Against this enemy, we will accept no outcome but complete and final victory...

The people who serve in the military are giving their best to this country. We have the responsibility to give them our full support as they fight for the liberty of an oppressed people, for the security of the United States, and for the peace of the world."

Radio Address, 30/03/2003



 
Os ventríloquos do Pentágono (ou serão fantoches?)

O ex-comuna Vital Moreira escreveu na passada terça-feira uma artigo com o título "Ventríloquos do Pentágono" onde demonstra que muitos anos de militância comuna podem fazer mal à saúde. Em dado momento, Vital afirma:

"as nossas televisões [foram] tomadas de assalto por uma hoste de conhecidos ventríloquos do Pentágono" [estava a falar do Louça, do Rosas, do Freitas, do Soares, do General careca, do Bispo das forças armadas e doutros que tais].

Fui ao dicionário ver o que quer dizer ventríloquo e descobri o seguinte:

"ventríloquo: aquele indivíduo que modifica a voz natural, abafando-a ao sair da laringe, por forma que essa voz parece vir de longe".


Fiquei com a seguinte dúvida: Não deveria, neste caso, o Pentágono ser o ventríloquo e os seus assalariados portugueses os fantoches ? Ou será que o doutor Vital pretendeu pretendeu afirmar que são os comentadores portugueses que colocam palavras na boca de Donald Rumsfeld ? [está tudo explicado !]


P.S. Demorei quase uma semana para falar deste artigo porque, como os leitores habituais sabem, tenho grandes dificuldades em utilizar os dois hemisférios do cérebro, e só agora consegui terminar a leitura do referido artigo.

P.S.2 O Doutor Vital é um gigante entre os comunas. Foi logo no longínquo ano de 1987 que compreendeu a verdadeira natureza dos regimes do leste e o seguidismo fantoche (ou será ventríloquo?) do PC.



Domingo, Março 30, 2003
 
Índicios de armas químicas no Iraque

Esta notícia, pelo contrário, já não dá nenhuma vontade de rir.
Mas também coloca em causa algumas das verdades adquiridas da cobertura da guerra.




 
Yahoo! News - Iraqi civilians feed hungry US marines

Esta notícia tem o seu quê de divertido.
E põe em causa algumas verdades adquiridas da cobertura da guerra.



 
ATAQUE PREVENTIVO DAS FORÇAS DA COLIGAÇÃO CONTRA A RTP

A Libertação está próxima...



P.S. Há muito anos atrás, o meu instrutor de condução deu-me um conselho que eu nunca mais esqueci: "nunca se meta no meio de uma coluna militar". "Porquê?", perguntei Eu. E ele respondeu: "Experimente e fica logo a saber porquê !"



 
PELO MENOS 29% DOS PORTUGUESES NÃO SE MANIFESTAM CONTRA A GUERRA NO IRAQUE !!!!

Aqueles que confiam nas TV's para se manterem informados, sabem que cerca de 99% dos portuguses eram contra a guerra. Os belicistas portugueses eram um grupo constítuido por meia-dúzia de cronistas, alguns obcecados pelos filmes do John Wayne e outros assalariados do pentágono.

Pois bem, ontem o DN publicou os resultados de uma sondagem que omprova um extraordinário aumento do 'partido da guerra': pelo menos, 29% dos portugueses não se manifestam contra a guerra.

Trata-se de uma clara ilustração dos efeitos propagandísticos das opiniões expressas na blogosdfera portuguesa. Estamos a conseguir virar a opinião pública portuguesa !

Mas os efeitos da nossa luta são vísiveis a outros níveis.

Conseguimos introduzir a dúvida entre os 'partidários da paz'. Neste momento, 63% dos portugueses "consideram que Saddam Hussein é uma ameaça à estabilidade mundial"; 51% não se manifestam a favor das recentes moções de censura; 45% não se manifestam contra o apoio do governo português às forças da coligação.

Só faltou perguntar quem é que os portugueses gostariam que ganhasse a guerra. (e é pena que não tenha sido publicada a margem de erro desta sondagem).

P.S. Este foi um pequeno exercício de spinning.



Sábado, Março 29, 2003
 
GEORGE W. BUSH

"The contrast could not be greater between the honorable conduct of our forces and the criminal acts of the enemy. Every Iraqi atrocity has confirmed the justice and the urgency of our cause. Against this enemy we will accept no outcome except complete victory."

Presidente George W. Bush, 28/03/2003



 
ANTI-SEMITISMOI ? Nããããããão...





Estudante paquistanês durante manifestação anti-guerra realizada em Islambamad em 26/03/2002 (via Yahoo News).



Sexta-feira, Março 28, 2003
 
FRANÇA QUER QUE EUA GANHEM A GUERRA !!!

Na quarta-feira, um jornalista perguntou ao sr. Villepin: "who do you want to win this war?"

O sr. Villepin recusou-se a responder.

Hoje, o sr. Villepin mandou dizer através dos seus assessores que afinal gostaria que os EUA ganhassem esta guerra.


Quando confrontado com uma pergunta de resposta tão complexa como aquela que foi dirigida ao sr. Villepin, uma pessoa normal dormiria sobre o assunto e responderia no dia seguinte. O sr. Villepin levou dois dias a pensar na resposta para esta questão.

Pelo menos, é uma posição firme que resulta de uma longa poderação.


P.S. O Blog de Esquerda e o Cruzes Canhoto, honra lhes seja feita, chegaram à mesma conclusão muito mais rapidamente.





 
REUNIÃO DO CONSELHO DE SEGURANÇA: RESUMO DAS INTERVENÇÕES

Se esta guerra é ilegal, como alguns dos membros do conselho de segurança afirmam, porque razão não foi apresentada uma proposta de resolução condenando a "agressão" e os países responsáveis por ela ?




 
THE ECONOMIST: TIMOR

Aqueles que têm familiares ou conhecidos em Timor estão habituados às histórias de roubos, assassínios e violações que marcam o dia-a-dia do novo país. Os ocidentais habituam-se a dormir com os revólveres debaixo do travesseiro.

Mas não é só a falta de segurança que ameaça Timor. O Economist revela agora outros problemas que assolam o país.

…With the United Nations' support mission due to leave next year, there is a growing danger that this experiment in UN nation-building could end up an embarrassing mess… With much bad blood from the past, a weak economy and the militias over the border poised to make trouble, many people are wondering whether there could be a new civil war.

…Mr Gusmão is resented by hardliners in Fretilin for steering the party away from Marxist dogma. But he is formally commander-in-chief of the army and all the senior officers have personal ties of allegiance to him.



Agora as Nações Unidas querem administrar o Iraque.




 
THE ECONOMIST: SOBRE CAHORA BASSA

"The power project is ailing largely because Portugal signed a bad deal with South Africa in 1969. This was replaced in 1984, but the new agreement is still disadvantageous to Mozambique...

... “The situation is absurd,” complains Carlos Vega Angelos, the chairman of HCB, “South Africa is selling back to Mozambique electricity we supplied to them in the first place, but at ten times the price.”

[The] price..., amazingly, is fixed until 2030."



Quem terá sido o responsável português pela negocição deste Contrato ?




 
O MUNDO CONTRA A GUERRA

71% dos Americanos apoiam a posição do Presidente Bush sobre o Iraque.
56% dos Britânicos apoiam a posição do 1º Ministro Tony Blair sobre o Iraque.
A maioria dos Australianos apoiam a posição de John Howard sobre o Iraque.

Tropas e meios americanos, britânicos, australianos, holandeses, dinamarqueses, checos, eslovacos, polacos apoiam no terreno as operaçõs militares.
Cerca de 50 países apoiam o esforço de guerra da coligação.

Uma proposta de resolução condenando a actuação dos EUA e do Reino Unido foi apresentada na Assembleia Geral das Nações Unidas (pelos suspeitos do costume), tendo posteriormente sido retirada porque não conseguiu reunir apoio suficiente para ser aprovada. No Assembleia Geral da ONU estão representados mais de 160 países.

Uma proposta de discussão da situação humanitária e de direitos humanos no Iraque, apresentada por sólidos advogados dos direitos humanos como é o caso do Zimbabwe, foi rejeitada pela Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos (é aquela comissão que agora é liderada pela Síria !).

As manifestação pela 'paz', começam a perder adeptos, embora a cobertura mediática destes acontecimentos não tenha diminuído.

A propósito, se fosse efectuada uma sondagem entre os jornalistas sobre a questão do Iraque, qual seria o resultado ? Será que a percentagem de apoiantes seria superior ou inferior à registada em relação ao resto da população ?

Pensando bem, não é necessário fazer essa sondagem.





 
O PAPA NÃO É ANTI-SEMITA

A propósito da crónica do Pedro Mexia da Coluna Infame hoje publicada no semanário O Independente:

Os leitores habituais deste Blog – ou seja, o meu pai e a minha mãe -, sabem que tenho aqui criticado a posição do Vaticano sobre a guerra. Ultimamente até tenho criticado o pacifismo do Papa. E continuarei a fazê-lo enquanto não for excomungado ou fulminado por um raio (passei a usar solas de borracha e a olhar para o céu sempre que saio debaixo de telha).

Por outro lado, considero, igualmente, que algumas (mas não todas) posições do Vaticano sobre o conflito israelo-palestiniano nem sempre revelam a clareza moral de que se poderia esperar; são por vezes influenciadas por questões de natureza política. As posições políticas que a Igreja assume sobre questões contingentes não obrigam, é claro, todos os Católicos.

No entanto, é necessário afirmar que essas posições sobre a guerra ou sobre Israel não implicam de forma nenhuma que a Igreja ou o Papa sejam anti-semitas.

Não me parece que seja verdadeiro ou justo acusar o Papa ou a Igreja de anti-semitismo. E, tendo em conta as implicações de tal afirmação, não me parece que seja apropriado fazê-lo nem que seja apenas como figura de estilo.

A Igreja não pode ser anti-semita porque sabe que todos os Homens foram criados à semelhança de Deus. Tal atitude violaria, ainda, o mandamento único [ultimamente, tenho tido alguma dificuldade em lembrar-me destas verdades quando falo do sr. Chirac e o sr. Saddam].

Mais concretamente, é o próprio Catecismo que, na sequência do Concílio Vaticano II, afasta explicitamente a antiga condenação dos Judeus enquanto responsáveis pela morte de Cristo (aqui). O Catecismo explica, igualmente, a estreita ligação entre os fiéis das duas religiões (aqui).

Por outro lado, foi este Papa que, em Março de 2000, pediu perdãopela violência que alguns utilizaram ao serviço da verdade, e pelas atitudes de desconfiança e hostilidade assumidas em relação aos seguidores de outras religiões”. Na mesma ocasião, foi afirmado que os “cristãos reconhecem os pecados cometidos por não poucos dos seus irmãos contra os Judeus”.

Na visita que, na mesma altura, efectuou ao memorial “Yad Vashem” em Jerusálem, o Papa afirmoucomo Bispo de Roma e Sucessor do Apóstolo Pedro, garanto ao povo judeu que a Igreja católica, motivada pela lei evangélica da verdade e do amor e não por considerações políticas, sente-se profundamente entristecida pelo ódio, pelos actos de perseguição e pelas manifestações de anti-semitismo cometidas contra os judeus por cristãos em todos os tempos e lugares. A Igreja rejeita qualquer forma de racismo como uma negação da imagem do Criador inerente a todo o ser humano

A propósito do reconhecimento e pedido de perdão pelos erros e pecados da Igreja, a Comissão Teológica Internacional produziu um documento com o título Memória e Reconcialiação: A Igreja e as culpas do passado, no qual, a dado passo, se pode ler:

Um dos domínios que exige particular exame de consciência é a relação entre cristãos e judeus…"a história das relações entre judeus e cristãos é uma história tormentosa…o balanço destas relações durante os dois milénios tem sido predominantemente negativo". A hostilidade ou a desconfiança de inúmeros cristãos para com os hebreus ao longo dos tempos é um facto histórico doloroso e causa de profundo pesar para os cristãos conscientes do facto de "que Jesus era um descendente de David; que do povo hebraico nasceram a Virgem Maria e os Apóstolos; que a Igreja é sustentada pelas raízes daquela boa oliveira em que foram enxertados os ramos da oliveira brava dos gentios (cf. Rm 11,17-24); que os judeus são nossos caros e amados irmãos e que, em certo sentido, são verdadeiramente os "nossos irmãos mais velhos".

A Shoah foi certamente resultado de uma ideologia pagã, como era o nazismo, animada de um cruel anti-semitismo, a qual não só desprezava a fé mas também negava a própria dignidade humana do povo hebraico. Contudo, "deve-se perguntar se a perseguição do nazismo nos confrontos com os judeus não foi facilitada por preconceitos antijudaicos presentes nas mentes e corações de alguns cristãos …"a resistência espiritual e a acção concreta de outros cristãos não foi aquela que se poderia esperar de discípulos de Cristo". Este facto constitui um apelo à consciência de todos os cristãos, hoje, exigindo "um acto de arrependimento (teshuva)", e tornando-se um estímulo a que redobrem os seus esforços para serem "transformados, adquirindo uma nova mentalidade" (Rm 12,2) e para manterem uma "memória moral e religiosa" da ferida infligida aos judeus. Nesta área, o muito que já foi feito poderá ser consolidado e aprofundado.


Por estas razões, não me parece que seja apropriado acusar o Papa ou a Igreja de anti-semitismo, mesmo que seja apenas como figura de estilo.


P.S. Em resumo, só eu é que posso dizer mal do Papa...




Quinta-feira, Março 27, 2003
 
ALIADOS EM DEFESA DA LIBERDADE

"For nearly a century, the United States and Great Britain have been allies in the defense of liberty. We've opposed all the great threats to peace and security in the world. We shared in the costly and heroic struggle against Nazism. We shared the resolve and moral purpose of the Cold War. In every challenge, we've applied the combined power of our nations to the cause of justice, and we're doing the same today. Our alliance is strong, our resolve is firm, and our mission will be achieved."

Presidente George W. Bush, conferência de imprensa em 27/03/2003



 
THE ECONOMIST: CHIRAC BLOQUEIA NEGOCIAÇÕES COMERCIAIS E PREJUDICA PAÍSES POBRES


"Although the Doha agenda is broad...one issue lies at its heart: agriculture. Developing countries feel that they were short-changed in the previous Uruguay round, and are determined not to let it happen again. Their priority is farm-trade liberalisation. But rich countries are not ready to cut subsidies to farmers.

the real villain of the piece is the European Union, which has failed to produce any serious proposals to reform its disgraceful common agricultural policy (CAP) [PAC].

The European Commission, with support from such countries as Britain and the Netherlands, is doing its best. But last October the French president, Jacques Chirac, made a deal with the German chancellor, Gerhard Schröder, to keep CAP spending broadly unchanged until 2013. The French interpret this as putting off substantial CAP reform. France has resisted efforts to reopen the deal, even though the commission has suggested ways of redirecting CAP spending to less trade-distorting subsidies paid direct to farmers."

Esta posição do sr. Chirac não só prejudica os países pobres em nome dos interesses de 3% da população da UE, como coloca em risco todas as negociações no âmbito da 'Doha Round' e ameaça o desenvolvimento do comércio mundial.

Existe um Blog que se chama Merde in France cuja missão é registar e a denunciar a 'exception française'. Se não fosse o sr. Chirac, este Blog seria obrigado a mudar de nome.




 
Palestinian protestors urge Saddam to launch chemical attack on Israel

Curioso.
Pelos vistos, estes manifestantes palestinianos, não só não confiam nos inspectores da ONU, como acham que o Saddam mentiu quando afirmou publicamente que o Iraque já não possuia armas químicas. E o facto de Saddam ser mentiroso não afecta a admiração que estes manifestantes nutrem pelo carniceiro de Bagdad.

Por outro lado, parece-me claro que uma bomba química lançada sobre os israelitas afectaria também os palestinianos que vivem ali mesmo ao lado e que trabalham em Israel. Mas deixemos as questões técnicas para os técnicos.




 
!!! !!! !!! !!!

"Iraq's judicial system is based on the French system, with three types of lower courts - civil, religious and special."

Say again ?



 
:) SOBRE A CAPA DO DN DE HOJE: MAIS UMA PROVA DO RACISMO IMPERIALISTA AMERICANO :)

Na 1ª página do DN de hoje, uma foto mostra um soldado americano preto carregando às costas um soldado iraquiano acastanhado.

Já viram isto ?

Os sacanas dos americanos invadem o Iraque e obrigam os negros a fazer o trabalho pesado. Digamos que transferiram o White Men's Burden para as costas dos afro-americanos (apesar do soldado da fotografia ter ar de quem nunca esteve em África).

A propósito, o soldado iraquiano está descalço. Muitos dos soldados iraquianos que aparecem na TV estão descalços. Cá está uma prova de utilização de armas químicas (ou serão biológicas?) pelas tropas Saddamitas.



 
NOTÍCIAS FRESCAS

The Command Post [A "War Blog Collective - Making CNN look like the school newspaper"]
Yahoo! News [Acesso a notícias de 3 agências noticiosas e 3 outras publicações]
Sky News [A melhor cobertura televisiva, até agora]
Google! News [4.500 fontes de informação pesquisadas continuamente]
Bloomberg Special Report – Iraq



 
DECLARAÇÃO

Eu abaixo assinado declaro que não sou irmão do senhor referido nesta mensagem da Coluna Infame. Apenas partilhamos o último nome. Mais declaro que o meu irmão é uma pessoa de bem.

Tenho já vários comunas na família, alguns deles famosos. Este comuna terá de ser assumido por outra família.



 
GEORGE W. BUSH

"We pray that God will bless and receive each of the fallen, and we thank God that liberty found such brave defenders."

President George Bush, March 26, 2003













 
ARMAS PROIBIDAS: 1ª CONFIRMAÇÃO OFICIAL (II)

A propósito de um post anterior sobre esta matéria, apresento aqui a fonte original:

"Q David Lee Miller (sp), Fox News. General, during the past few days we have seen Patriot batteries strike a number of missiles, incoming missiles. Can you tell us what type of missiles the Iraqis are using and whether or not these were the weapons prohibited by the United Nations and the weapons they claimed they didn't have?

GEN. BROOKS: Yes. What we are seeing is a variance of the Ababil-100 and the Al Samoud missiles. That's generally what they are. In some cases we can't necessarily specify which it is, but we have had about 10 missiles fired at this point in time, all of which oriented towards Kuwait, a neighboring country. Those that have been threatening have all been shot down by Patriot missile systems.

What is interesting is that out of those missiles several of them have been well beyond 150 kilometers. One missile flew extremely long and went into the north Arabian Gulf, and went in the water at about 190 kilometers."

CENTCOM Press Briefing, 26/03/2003

P.S. Isto aparecerá em algum jornal ?




 
REDUZIDO A JOHN WAYNE

Um sr. de esquerda que aparece no programa Acontece (haverá algum de direita?), afirmou convictamente e por duas vezes que o pensamento político da direita está reduzido ao John Wayne.

Eu até gosto do John Wayne e acho que se pode aprender muitas coisas boas a ver os seus filmes, mas como mais de um terço dos meus rendimentos são utilizados pelo Estado para, entre outras coisas, pagar os srs. de esquerda do Acontece, gostava que, de vez em quando, aparecesse alguém no Acontece a dizer que o pensamento de esquerda está reduzido.

P.S. Não fiquem a pensar que eu vejo o Acontece, O.K. ? Estava só à espera do filme de Kung-Fu que ia dar a seguir. Aliás, eu nem percebo metade do que eles dizem. Será que eles só sabem falar francês ?



 
IMPERIALISMO NEO-COLONIALISTA: AS MULTINACIONAIS AMERICANAS NO IRAQUE

O Público noticia hoje as manobras das multinacionais americanas e dos seus lacaios sionistas que dominam o governo dos EUA.

Então não é que a agência governamental americana USAID – instituição que se dedica à cooperação e desenvolvimento -, está a utilizar dinheiro dos contribiuintes americanos para comprar bens e serviços a multinacionais americanas que serão depois utilizados para distribuir ajuda humanitária no Iraque ?

Estes Americanos são mesmo....comunas.

E os pobres dos iraquianos, "encantadas por alguém lhes trazer comida e água", serão obrigados a recebê-los de braços abertos...

Porcos fascistas...



 
1. Cada vez gosto mais do Cruzes Canhoto. Não só o Cruzes Canhoto se revelou um sólido aliado da coligação liderada pelos EUA, como agora se afirma um feroz adversário do regime comunista chinês e do socialismo árabe do sr. Khadafi. Por outro lado, é um defensor em potência da economia de mercado; sendo alguém que valoriza “melhorar as suas condições de vida, paz, prosperidade, liberdade e felicidade”, mais cedo ou mais tarde concluirá que o único sistema que conseguiu de forma sustentada aproximar-se desses objectivos foi o capitalismo. Notam-se ainda uns laivos de anti-americanismo, mas isso é o resultado da depedência de uns livros de um certo línguista com a mania das conspirações. Portanto, é só uma questão de tempo.

Apesar de todos estes sinais positivos, fiquei desapontado pelo facto do Cruzes Canhoto não ter respondido directamente às minhas questões. Não falou do PCP, nem do BE, nem da Coreia do Norte, nem de Cuba, nem da OLP, nem das FARC, nem do Coronel Chávez, e, acima de tudo, não esclareceu a sua posição sobre o totalitarismo comunista.

O que vou dizer de seguida é uma inferência a partir das suas palavras. Se eu estiver enganado o Cruzes Canhoto fará o favor de me corrigir (é natural que esteja enganado, visto que não tenho cérebro – algo que eu reconheci desde a primeira mensagem).

O Cruzes Canhoto aprecia a social-democracia escandinava que teve o seu apogeu nos anos 70 e que actualmente já nem na Suécia existe (ora aqui está mais um motivo para um post).

Como tal, concluo que o Cruzes Canhoto não pode de maneira nenhuma apoiar partidos de extrema-esquerda (como o PCP e o BE), regimes autoritários e totalitários (como a Coreia do Norte, Cuba, Venenzuela, Palestina...) ou movimentos terroristas como as FARC e os Zapatistas. Por outro lado, não terá dúvidas que o comunismo conduzirá invitavelmente ao totalitarismo (a social-democracia escandinava era uma 3ª via que pretendia evitar o Estado totalitário soviético).

A consequência disto é clara: O Cruzes Canhoto tem andado a fazer publicidade enganosa. O Cruzes Canhoto anuncia no seu poste que é o Blog de todas as esquerdas mas deveria dizer que é apenas o Blog da social-democracia escandinava. Segue queixa para o Instituto do Consumidor.

2. Responderei de seguida às magnas questões colocadas pelo Cruzes Canhoto, esperando que este esforço lhe sirva de exemplo: não existe mal nenhum em assumirmos as nossas convicções publicamente (ainda mais protegido por um pseudónimo. Eu no meu caso já revelei aqui o meu nome e tudo).

Nota prévia: Noto algum ressabiamente nesta resposta. Asseguro-lhe que as minhas questões tinham apenas como objectivo esclarecer as suas posições, e que foram feitas no espírito da caridade cristã. Repare, também, que as minhas questões são justificadas pelo facto de o seu Blog se declarar de todas as esquerdas.

E agora as minhas respostas:

a) O Católico responde:

Q: Inquisição?
A: Não. A Liberdade de Consciência é algo que é claramente defendida no Catecismo da Igreja Católica.

Q: excomunhão dos divorciados?
A: Concordo com a posição da Igreja sobre o casamento e o divórcio. Ninguém é obrigado a pertencer à Igreja ou a seguir a sua doutrina. Aqueles que querem ser Católicos, devem seguir a doutrina da Igreja. Esta decisão é livre e voluntária.

Q: proibição de uso de contraceptivos?
A: Concordo com a posição da Igreja sobre o planeamento familiar. Existem métodos de planeamento familiar que são compatíveis com a doutrina da Igreja. Ninguém é obrigado a pertencer à Igreja ou a seguir a sua doutrina. Aqueles que querem ser Católicos, devem seguir a doutrina da Igreja. Esta decisão é livre e voluntária.

Q: perseguição aos judeus?
A: Não (eu até sou sionista, lembras-te?). O Anti-Semitismo é condenado pela Igreja.

Q: silêncio de Pio XII durante a II Guerra Mundial?
A: Existe uma grande polémica sobre o comportamento de Pio XII durante a 2ª guerra mundial. Existe um livro muito crítico sobre o seu comportamento e pelo menos dois livros que defendem a sua posição. O Vaticano abriu os seus arquivos aos historiadores para que pudessem investigar livremente esta questão. Tenho a impressão que no final destes trabalhos, e quando confrontados com os factos, os críticos serão obrigados a confessar que estavam enganados.


b) O filo-americano responde:

Q: apoio à Indonésia de Suharto?
A: Concordei com o apoio à ditadura de Suharto contra os comunistas. Logo que qa ameaça comunista deixou de existir, deveria ter sido encorajada a reforma do regime.

Q: Com o lançamento de duas bombas atómicas sobre o Japão?
A: Não.

Q: com a venda de armas químicas ao Iraque?
A: Quais armas químicas ? A leitura dos livros de um determinado linguísta americano com a mania das conspirações podem fazer mal à saúde. Os Iraquianos compraram determinados elementos (biológicos?) a determinadas universidades americanas. As compras foram efectuados por universidades iraquianas e o motivo da compra seria a investigação. Enfim, foi um erro. Mas eles agora estão a tentar corrigir esse erro.

Q: com a operação Iran-Contras?
A: Concordei com o apoio aos Contras da Nicarágua na sua luta contra os comunas dos sandinistas.

Q: com o financiamento ao Savimbi?
A: Concordei com o apoio ao Savimbi contra os comunas do MPLA.

Q: com a venda livre de armas de fogo a maiores de 16 anos?
A: Sim. Mas o limite de idade mais corrente são os 21 anos.


Como sionista concordas:

Q: com o uso de escudos humanos civis pelos soldados israelitas?
A: Quais escudos humanos? Onde ? Quando ? Isso é outro mito como o do massacre de Jenin.

Q: com a lei de detenção administrativa que permite manter prisioneiros sem julgamento?
A: Não conheço essa lei. Poderei admiti-la em determinados casos de terrorismo; como medida de preempsão.

Q: estatuto secundário que é dado aos israelitas não-judeus?
A: Qual estatuto secundário ? O único país do médio oriente onde os Árabes podem votar, formar partidos livremente e apelar para os tribunais é Israel. Os países onde os Árabes são cidadãos de segunda são os países Árabes. Existe um cidadão de primeira – o Saddam lá do sítio -, os homens são cidadãos de segunda, as mulheres são cidadãos de terceira, os infiéis são cidadãos de quarta categoria e os Judeus não são cidadãos.
Creio que o único ‘privilégio’ que os Árabes Israelitas não ususfruem é serem recrutados para as gloriosas forças armadas de Israel.

Enjoy.



Quarta-feira, Março 26, 2003
 
ARMAS PROÍBIDAS: 1ª CONFIRMAÇÃO OFICIAL (Via The Command Post)

"Gen.Brooks confirmed that several Iraqi missiles breached a 150km limit, imposed on Iraq by UNSC, as some of them went into the north Arabian Gulf, which is 190km."



Esperemos que eles só utilizem estas armas proíbidas.



 
NOTÍCIAS FRESCAS


No site do United States Central Command (é o já famoso CENTCOM) podem ler-se os briefings diários do estado-maior americano sem a 'mediação' dos nossas televisões.



 
CONDOLEEZA RICE NO WALL STREET JOURNAL: O UNILATERALISMO E A MISSÃO DA COMUNIDADE INTERNACIONAL

"Nearly 50 nations are committed to ridding Saddam Hussein's regime of all its deadly, destructive and illegal weapons...These countries are from every continent on the globe, representing every major race, religion, and ethnicity in the world.

...all have the will to face the gravest threat of our time--the nexus between outlaw regimes, weapons of mass destruction, and terrorism. The world has seen what happens when countries that recognize emerging or present threats lack the will to meet them...Months ago, the prime minister of Estonia told President Bush that he did not need an explanation of the need to confront Iraq. Because the great democracies failed to act in 1930s, his people lived in slavery for 50 years.

The members of this coalition have not failed to act

...Other nations have the will to face terror, though not the means to participate in operations. Every instance of support, from every country--no matter how small or large--is helping to win this war, and every one is valued.

...The international community can rise to this challenge, as it has risen to similar challenges in the past. The coalition currently assembled to disarm Iraq shows the way.

Together, we are determined to do all we can to prevent Saddam Hussein, or terrorists with his weapons, from repeating September 11 on a vaster scale. By continuing to work together--and by working to enlist as many countries as possible--we can help prevent similar or worse disasters from arising from another source at another time."




 
CONFRONTO DE TITÃS: FRANÇA VAI CRIAR UMA AL-JAZEERA GAULESA

Assumindo o seu papel de líder no combate do Mundo contra os EUA, e verificando o sucesso da estratégia dos seus aliados árabes, o Governo Francês irá patrocinar o aparecimentos de uma Al-Jazeera Francesa.

O problema é que se a língua do canal for o Francês, ninguém, com excepção da esquerda caviar, vai prestar atenção às mensagens do Sadd...do Chirac.



 
A BLOGOSFERA PORTUGUESA NO PÚBLICO (NOVAMENTE)

O suplemento Computadores do Público trazia ontem um artigo sobre a blogosfera portuguesa (Lusosfera ?). Para além das referências aos já institucionais ;) Coluna Infame e Blog de Esquerda, desta vez o artigo mencionava também o Valete Fratres !, o Blog dos Marretas e o Palavrar (ver links na coluna ao lado).

É A FAMA, É A GLÓRIA...só falta o dinheiro...

Só é pena que o artigo não tenha feito referência aos endereços.

Mas, mesmo assim, ontem registei um aumento de cerca de 20% das visitas a este Blog.

Pensava eu que os internautas se tinham rendido, finalmente, à excelência dos meus textos, à fineza do meu humor, à agudeza das minhas análises, afinal...




 
LAND OF THE FREE

Os Founding Fathers americanos criaram uma infra-estrutura constitucional que permitiu que a chama da liberdade não se extinguisse na América e no coração dos americanos.



 
O MERCADO E O FORNECIMENTO DE ÁGUA

it is wrong to argue that there is no place for private finance or the marketplace in supplying water. It has been public utilities, not private companies, that have failed the poor. Too many are corrupt, inefficient and starved of investment. Half the water flowing through their decrepit pipes leaks. The subsidised water that gets through goes mainly to the better-off; the poorest often have to pay private water carriers ten times as much.

Privatising the provision of water need not mean higher charges—although charging provides money to improve supply and an incentive to use water wisely. The worst combination is a supplier that charges but fails to deliver reliably, as many public utilities do. Even when private companies charge full prices for water, that need not hurt the poor: they can be helped directly, eg, by vouchers…

…Abidjan has one of the few working municipal-water systems in Africa, provided for years by a private company. In Chile, private water suppliers have raised charges to cover full costs, but poor people get water stamps to pay their bills; now 95% of the population has clean water. In Argentina, a recent study concluded that, by raising quality and improving access, privatisation had reduced child mortality.
The doubters should remember that one rich country has depended on private water for centuries. It is not free-market America, but statist France. Indeed, the world's two biggest private water companies are French. Just as noteworthy is that those who hate water privatisation most come from rich countries. Many poor countries positively welcome it: they worry more about getting water through the taps than whether it is public or private. As Deng Xiaoping once said: it doesn't matter if a cat is black or white, so long as it catches mice.




Terça-feira, Março 25, 2003
 


NOTÍCIAS FRESCAS


The Command Post
Sky News
Bloomberg Special Report – Iraq
Reuters - Focus Iraq
Associated Press
Debka Files
[nem sempre fiável, mas sempre interessante]




 
SANTO AGOSTINHO

"The purpose of war is ultimately Peace", S. Agostinho



JOHN STUART MILL

"War is an ugly thing, but not the ugliest of things. The decayed and degraded state of moral and patriotic feeling which thinks that nothing is worth war is much worse. The person who has nothing for which he is willing to fight, nothing which is more important than his own personal safety, is a miserable creature, and has no chance of being free unless made or kept so by the exertions of better men than himself."






 
O Cruzes Canhoto fez a caridade de ler o post que eu lhe dirigi. Na sua resposta diz que eu fiquei ressabiado. Fui ver ao dicionário e descobri que ressabiado é um adjectivo que quer dizer desconfiado; melindrado; magoado. Ora, sendo eu de direita e, por essa razão, não tendo cérebro, não posso sentir o tipo de sentimentos que o cruzes canhoto me atribui (foi algo que eu aprendi a ler o cruzes canhoto).

But enough about me.

Depois de ler os posts de hoje, verfiquei com grande satisfação e com alguma comoção que o Cruzes Canhoto defende uma vitória rápida da coligação e uma derrota rápida do Saddam. Se me indicar o seu NIB, solicitarei aos meus patrões que se encontram baseados em Langley, na Vírginia, que lhe enviem o chequezito da ordem. Meu irmão...venha a meus braços (lágrima ao canto do olho).

Já agora uma perguntinha, só para fazer conversa: O cruzes canhoto diz-se um blog de todas as esquerdas. Inclui nestas esquerdas:

- O PCP ?
- O BE ?
- O regime Castrista ?
- O regime da Coreia do Norte ?
- O regime Chinês ?
- O regime do coronel Chavez ?
- As FARC ?
- Os Zapatistas ?
- A OLP ?
- ... (desde que perdi o cérebro a minha memória não anda muito boa, inclua aqui o regime, partido ou movimento da sua preferência).


Nós (plural majestático) por cá somos lacaios dos EUA e sionistas desde pequeninos.


E já agora: considera que o comunismo não resulta naturalmente num regime totalitário ? A sua resposta à minha anterior mensagem deixou-me na dúvida.




 
A INVASÃO DO IRAQUE E OS INTERESSES ECONÓMICOS

Já aqui me tenho pronunciado sobre o tipo de argumenos de raíz marxista - a infra-estrutura económica determina a super-estrutura -, que alguns utilizam para jusitifcar esta guerra.

Alguns consideram que os EUA, manipulados pela indústria do petróleo, pretendem explorar o petróleo Iraquiano. Escrevi recentemente um post sobtre esta questão (aqui).

Outros, como os grandes economistas Mário Soares e Gorbatchev, consideram que a guerra será uma forma de proporcionar um estímulo à economia americana.
Já escrevi um post sobre esta questão (aqui).

Outros, ainda, falam dos contratos que serão concedidos às empresas americanas depois do final da guerra (o Chiraczito anda muito preocupado com isto. COm isto e com a situação humanitária, é claro !). Escrevi já uma 'carta ao director' do DN desmascarando este tipo de argumentos. De acordo com os compromissos públicos do Presidente Bush, a administração do país será entregue às Nações Unidas. Foi recentemente adjudicado um contrato a uma empresa americana para extinguir os fogos nos poços de petróleo, mas este contrato será honrado pelo contribuinte americano.

Pois bem, ontem mesmo surgiu um novo argumento que não pode ser ignorado pelos defensores das teorias de conspiração. Ontem o Presidente Bush revelou o custo finaceiro da guerra e dos primeiros 6 meses de operação de paz: 75 biliões de dollars. Alguns estimam que o custo total da operação ultrapasse largamente os 200 biliões de dollars. Só como termo de comparação, refira-se que o PIB português ascende a cerca de 120 biliões de dollars. Muito petróleo teria de ser vendido e muito contrato teria de ser celebrado para justificar esta guerra do ponto de vista financeiro !

O dinheiro que vai ser gasto nesta guerra sairá dos bolsos dos cidadãos americanos e deixará de ser aplicado de acordo com as preferências destes, introduzindo assim distorções na afectação de recursos e alterando o padrão de desenvolvimento espontâneo da economia. Por outro lado, trata-se de dinheiro que irá aumentar o déficit público americano, contribuindo assim para desestabilizar a economia. Isto já para não falar dos efeitos do acréscimo da volatilidade do preço do petróleo e dos índices bolsistas e da diminuição da confiança de consumidores e empresas.

Muito petróleo teria de ser vendido e muito contrato teria de ser celebrado para justificar esta guerra do ponto de vista financeiro !



 
CRIME ECOLÓGICO

Saddam manda encendiar poços de petróleo no sul do Iraque e valas cheias de gasolina nos arredores de Bagdad. Os habitantes queixam-se de que a cidade está coberta de fuligem e que não conseguem ver o sol.

Até ao momento não tomei conhecimento de nenhum protesto [CONTRA O SADDAM É CLARO] por parte de grupos ecologistas. Terei estado com pouca atenção ?






 
THOMAS SOWELL: Who is pro-war?

"Those who do not understand what an on-going price has to be paid continuously to remain free are not only quick to balk at any costs that they have to pay or any restrictions they have to endure, they are also quick to attribute cheap motives to those who have the responsibility to make the hard decisions required to protect us from the dangers that the blind refuse to acknowledge.

Some of these who blindly lash out at America say that the real reason American troops are going into Iraq is to get control of that country's oil. Do they realize that we had control of Kuwait's oil during the previous Gulf war -- and gave it back to the Kuwaitis? Do facts matter at all to those who are on a binge of self-righteousness?

...the time is long overdue to understand that Israel did an enormous favor to the world when its bombers made a pre-emptive strike against Saddam Hussein's nuclear facility...

...in the real world as it exists, we are not worried because Britain or Israel have nuclear weapons. But anyone with a brain in his head should be worried that North Korea has them and that Saddam Hussein has been trying to get them."




 
O MINISTRO IRAQUIANO E A AJUDA HUMANITÁRIA (via The Command Post)

"he [ministro iraquiano] is claiming that the US military is stopping humanitarian aid from entering Iraq. He is asking the UN to punish the US for stopping the humanitarian aid.

Rather brilliantly at this very moment CNN is showing food aid being offloaded in Kuwait live as the Information Minister speaks."


Isto é o que se chama uma coincidência feliz. É claro que as rádios e os jornais portugueses relataram este discurso ipsis verbis e sem comentar. Afinal, o governo iraquiano é uma fonte credível...



 
PORQUÊ O SUCESSO DAS TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO: UMA APLICAÇÃO AO PETRÓLEO DO IRAQUE

Um estudo citado pelo Economist explica a crença de alguns nas teorias da conspiração:

- “Dr Leman's hypothesis that there is some underlying process in human psychology that assumes that the bigger the effect is, the bigger the cause must have been”;

- “people who like conspiracy theories tend to bat away any evidence that contradicts their point of view”.

Creio que estas descobertas, associadas ao anti-americanismo da esquerda e da extrema-direita, explicam o sucesso daqueles que defendem que pode detrás da Guerra do Iraque se encontra o petróleo Iraquiano.

Este tipo de teoria da conspiração é colocada em causa quer pelos compromissos públicos assumidos pelo Presidente Bush (aqui), quer pela análise económica do argumento (Vd. Artigo do prémio Nobel da Economia Gary Becker traduzido pelo Cláudio Téllez aqui).




 
THE ECONOMIST: ROAD PRICING - SUCESSO EM LONDRES

Em meados de Fevereiro escrevi 2 posts sobre o esquema de Road Pricing instítuido em Londres (aqui e aqui).

Milton Friedman sonhou com a possibilidade de regular o congestionamento de trânsito citadino através de mecanismos de mercado. O Mayor vermelho de Londres adoptou a sua ideia.

É agora tempo de fazer um primeiro balanço. Diz o Economist:

London's congestion charge is working better than even its advocates expected...it has been so successful in turning away traffic that it is raising less money than expected… traffic has been reduced by 20% and delays cut by nearly 30%. Speeds in the charged zone have increased from 9.5mph to 20mph. Delays to buses caused by congestion are down by half. As a result, bus passenger numbers are up by 14%...Just under 100,000 motorists a day are paying the charge, more and more of them on their mobile phones, by text message…According to a MORI poll, 50% of Londoners are in favour of the congestion charge compared with 36% against. Mr Livingstone's personal poll ratings are now higher than they were when he was elected three years ago.



 
A MINHA ESQUERDA FAVORITA

"Saddam will go, this regime will be replaced. The Iraqi people will be helped to a better future. The weapons of mass destruction - for which a peaceful Iraq has no use - will be eliminated. That we will encounter more difficulties and anxious moments in the days ahead is certain. But no less certain, indeed more so, is coalition victory."

Tony Blair, discurso nos Comuns em 24/03/2003

"...the courage that [the armed forces] are showing now is going to protect future generations from, not just evil dictators like Saddam, but also from what I think is the single biggest threat our world faces today which is the potential for these repressive, dictatorial states and international terrorist groups to come together and deliver catastrophe to our world. That is what we are trying to prevent happening."

Tony Blair, Entrevista em 24/03/2003






Segunda-feira, Março 24, 2003
 
O Cruzes Canhoto dedicou já a este miserável Blog 3 (três) posts ! Para além de alguns avulsos cumprimentos totalmente imerecidos. Eu, demonstrando grande falta de educação, ainda não respondi a nenhum dos posts.

Aqui vão uns esboços de resposta, que poderão ser considerados presunçosos, mas que não pretendem de forma nenhuma questionar a natural superioridade intelectual da esquerda nem o seu monopólio da verdade:

a) Quanto aos sites Objectivistas que fez o favor de me indicar, conhecia já a obra de Ayn Rand e dos seus seguidores, nomeadamente a sua posição sobre a religião. Publicito mesmo na coluna da esquerda (Bolas ! Vou ter que mudar o Template) duas publicações periódicas Objectivistas. Li também o Atlas Shrugged", a bíblia do objectivismo, e um livro de ensaios - "Capitalism the Unknown Ideal" -, no qual se descobre que Alan Greenspan, o actual presidente do Banco Central Americano, foi objectivista e partidário do padrão-ouro ! Rand viveu a Revolução Russa e imigrou posteriormente para os EUA, tendo desenvolvido todo um sistema filosófico que, em certa medida, é uma resposta aos acontecimentos que Rand testemunhara no início da sua vida. Simpatizo com alguns aspectos do seu pensamento embora existam outros que me cheiram a enxofre. É muito fácil encontrar na Internet sites dedicados a Rand e ao Objectivismo (este, p.ex.), pelo que me dispenso de escrever mais sobre o assunto (até porque não sou especialista). As críticas são também abundantes.

O post do Cruzes Canhoto levanta uma questão interessante que é a relação entre capitalismo e cristianismo. Já aflorei esta questão num post anterior, mas vou escrever um MonsterBlog sobre o assunto (só não sei é quando...). É bem feito ! Quem é que mandou puxar o assunto ?

b) Quanto ao funcionamento do meu cérebro, o Cruzes Canhoto está parcialmente correcto. Como sabe, a "direita portuguesa é a mais estúpida do mundo", e por essa razão eu não só não utilizo o meu hemisfério esquerdo, como também não utilizo o meu hemisfério direito. Sou um vegetal; um couch potatoe (ver aqui). É claro que mesmo alguém que utiliza o cérebro de forma limitada sabe que o comunismo, quer na sua versão bernardiana, quer na sua versão bloquista, conduzirá inevitavelmente ao totalitarimo.

c) Quanto aos meus apontamentos sobre as manifestações, eu de facto considero que para um caso de Saddamite aguda, o melhor remédio é uma injecção de B52's.

As aspirinas Blix deixaram de fazer efeito ao fim de 15 dias e nos 12 anos seguintes foram totalmente inócuas. Portanto, sim, para garantir uma paz justa o melhor remédio é, neste caso, uma guerra justa.

Best Regards.



 
1ª SONDAGEM APÓS NOTÍCIAS SOBRE BAIXAS, PRISIONEIROS DE GUERRA E MANIFESTAÇÕES

"More than seven in 10 Americans currently back the president's decision to go to war, unchanged from the start of the campaign. Seven in 10-71 percent-approve of the way he is handling the situation in Iraq, up six percentage points from three days ago and higher than at any time in the past seven months. And Bush's overall job approval rating was unchanged at 68 percent."



 
O TRATAMENTO DOS PRISIONEIROS PELO REGIME SADDAMITA

Dois relatos sobre:

- o tratamento dos prisioneiros americanos e britânicos em 1991 (bolinha no canto do écran) - aqui.

- o tratamento dos oposicionistas nas cadeias iraquianas - aqui.


Ao cuidado dos manifestantes pela Paz.




 
NOTÍCIAS FRESCAS: The Command Post - A Warblog Collective

Tenho estado a acompanhar os acontecimentos através deste Blog: The Command Post.

Desisti das agências noticiosas e dos sites dos canais por cabo que recomendei na 6ª feira.







 
ALGUNS APONTAMENTOS SOBRE AS MANIFESTAÇÕES PELA "PAZ"

- Ontem, as televisões e a Coluna Infame desmascararam o pacifismo dos manifestantes anti-guerra: ataques a Judeus, violência física, destruição de propriedade...

- Enquanto alguns se manfestavam contra a guerra em nome da solidariedade para com o povo iraquiano, os iraquianos manifestavam-se a favor de Bush.

- Em Lisboa, a primeira manifestação unitária da esquerda portguesa, com Mário Soares à frente, juntou no máximo 35.000 pessoas. As previsões apontavam para 100.000 manifestantes. [Terá sido por isso que as TV's nunca mostraram uma perspectiva de todos os manifestantes ? É uma técnica muito utilizada nas filamgens dos comícios do Bloco.]

Nos outros países, o número de manifestantes também diminuiu.

Será que os manifestantes 'pela paz' já se aperceberam que as tropas americanas estão quase a conseguir atingir o objectivo pelo qual eles, supostamente, se batem? A PAZ.

- Simultaneamente, a maioria dos americanos e dos britânicos apoiam Bush e Blair. É claro que quem confie nos media tradicionais não ficou a saber destes pormenorzitos.




 
SOBRE OS ÓSCARS

"For about the first two hours of the show, the Iraq war was hardly mentioned but then burly Michael Moore took to the podium as the winner for a best documentary feature, his anti-gun movie Bowling for Columbine".

He ripped into President Bush saying, "We live in a time where we have a man sending us to war for fictitious reasons. Whether it is the fiction of duct tape or the fiction of orange alerts, we are against this war, Mr. Bush. Shame on you, Mr. Bush!"

His statements set off a round of boos in the audience, which was met with some cheering, then more boos. The noise became so loud, Moore could not be heard finishing his speech."

Aqui está uma artigo expondo alguns erros factuais do documentário de Moore: "The Ugly Truth About Bowling for Columbine-The fact-free "documentary" is Leftist fantasy".




 
JOÃO CÉSAR DAS NEVES no Diario de Notícias

"Desta vez, a discussão da recessão trouxe um novo grau de insólito, com vários a dizerem, com cara séria, que a solução para a crise é repetir aquilo que nela nos introduziu. O desequilíbrio financeiro e endividamento nacional são, sem sombra de dúvida, as principais causas da nossa actual fragilidade conjuntural. Nesse desequilíbrio, o empolar do défice orçamental funcionou como causa e elemento central. Que se diga que a solução para a crise é subir o défice, renegociando o Pacto de Estabilidade, é o mesmo que recomendar golpes de machado para curar uma ferida. Nem a fidelidade à antiquada teoria keynesiana justifica a receita."


Ou como diz alguém da minha família - candidato a ministro das finanças do PS num próximo governo -, "para pagar [INTRODUZA-SE QUALQUER PROGRAMA SOCIAL PROPOSTO PELA ESQUERDA], aumenta-se o déficit. Não tivemos déficites durante tanto tempo ?"




 
HELENA MATOS: A República de Vatysui

Um amigo aconselhou a leitura deste artigo.
É um artigo que merece ser lido na totalidade.

Esta senhora - Helena Matos -, escreve todos os Sábados no Público.





 
JOSÉ MANUEL FERNANDES NO PÚBLICO

"A guerra, insisto, não é um jogo de vídeo: tem sangue, sangue verdadeiro. Mas quando a guerra é a única solução para evitar males maiores, apenas temos de saudar os que arriscam as suas vidas por todos nós e pela nossa forma de vida".


Saúdo os que arriscam a sua vida e a sua liberdade para que nós possamos viver e ser livres.
[Saúdo em particular aqueles que apareceram recentemente - mortos ou prisioneiros - nos écrans das nossas TV's.]




 
ESQUERDA SINISTRA

Milhares de anos de história humana condenam a esquerda.

For example, the left side of the Buddhist yin and yang symbol, yin, represents darkness, while the right represents light and life.

The left side gets distinctly bad treatment in the Bible, where, in one famous passage, sheep are at the right hand of Jesus and goats are on the left. While the sheep go to heaven, the goats are destined for eternal barbecue.




Domingo, Março 23, 2003
 
LUDWIG VON MISES

"...a free nation is continually threatened by the aggressive schemes of totalitarian autocracies. If it wants to preserve its freedom, it must be prepared to defend its independence...In a world full of unswerving aggressors and enslavers, integral unconditional pacifism is tantamount to unconditional surrender to the most ruthless oppressors. He who wants to remain free, must fight unto death those who are intent upon depriving him of his freedom...He who in our age opposes armaments and conscription is, perhaps unbeknown to himself, an abettor of those aiming at the enslavement of all."





 
O POVO APOIA BUSH (70%) E BLAIR (56%) !!!

Maioria dos Americanos apoiam Bush: "70 percent of Americans approved of Mr. Bush's handling of Iraq, an increase of 19 points in 10 days. The percentage of people who disapproved of Mr. Bush's Iraqi policy dropped 15 points, to 27 percent, during that same period".

Maioria dos britânicos apoiam Blair: "An ICM poll for the News of the World showed 56 percent believed Blair's handling of the crisis had been "about right".







 
PAUL JOHNSON SOBRE UMA NOVA ORDEM MUNDIAL

In one blow, Chirac shattered the U.N., NATO and the EU…

…America has to construct a vision of a safe world which can get by without NATO and with a marginalized U.N. It is high time that America began the "agonizing reappraisal" that the former U.S. secretary of state John Foster Dulles once threatened.

In it, America must think hard whether it can offer a viable alternative to European states that no longer wish to commit themselves to a European Union dominated by a selfish and irresponsible France. Today, in 2003, I see no reason why this reappraisal should be agonizing. On the contrary, it is welcome and overdue, and can be constructive and exhilarating.


Vou passar a dedicar mais tempo à questão desta nova ordem.



 
A ÚLTIMA POSIÇÃO DO PAPA SOBRE O IRAQUE E A EXPULSÃO DOS VENDILHÕES DO TEMPLO

Afirmou o Papa no Sábado:

Quando a guerra, como nestes dias no Iraque, ameaça a sorte da humanidade, é mais urgente do que nunca proclamar com voz forte e decidida que só a paz é o caminho para construir uma sociedade mais justa e solidária. Nunca a violência e as armas podem resolver os problemas dos homens”.

Parece-me que a história falsifica esta última afirmação. A força e a violência resolveram muitos problemas durante a história humana. Nalguns casos, esta violência até foi exercida de forma legítima. Lembram-se de um senhor chamado Hitler ? (é só um exemplozito).

Achei curioso que estas declarações tivessem sido proferidos na véspera do 3º Domingo da Quaresma. O Evangelho deste Domigo é S.João 2:13-25 – a narração do dia em que Jesus expulsou os vendilhões do Templo utilizando violência e armas:

"...Jesus subiu a Jerusálem. Encontrou no Templo os vendedores de bois, de ovelhas e de pombas e os cambistas abancados. Com umas cordas, fez um chicote e expulsou-os a todos do Templo, com as ovelhas e os bois. Deitou por terra o dinheiro dos banqueiros, derribou-lhes as mesas..."


Coincidência curiosa.



 
O PAPA E A GUERRA

Abordei a posição do Papa sobre a guerra, por exemplo, aqui e aqui.

No artigo do Público que citei no post anterior, o jornalista conclui a sua apresentação das sucessivas posições do Papa da seguinte forma: “o Papa prefere aprofundar a mesma linha das últimas décadas, prevendo uma aplicação do conceito cada vez mais estreita, quase fechando a possibilidade teórica da guerra”.

De acordo com o Catecismo, a Igreja não é pacifista. Mas este Papa, apesar de ter apoiado as mal sucedidas intevenções na Bósnia, transformou-se num pacifista.

Na sua mensagem de Natal, e citando a Encíclica Pace in Terris, o Papa afirma que a guerra e o terrorismo se resolvem tratando dos problemas “a montante deste[s]: fome, miséria, injusta repartição da riqueza mundial, subdesenvolvimento, fabrico e comércio de armas”. As crises como as que se verificaram no Iraque resolver-se-iam diplomaticamente.

Será que se não existisse fome, miséria, injusta (?) repartição de riqueza e subdesenvolvimento, Saddam Hussein não teria invadido o Kuwait em 1990 ?

E será que, se se verificassem as condições acima descritas e, simultaneamente, deixassem de se fabricar e vender armas, os terroristas da Al-Qaeda não teriam consegudo comprar os canivetes que utilizaram para desviar os aviões no dia 11/09/2001? E será que as motivações destes terroristas deixariam de existir ?

E será que Saddam ou Hitler se sentiriam vinculados por acordos diplomáticos sabendo que a utilização da força estaria sempre fora de questão ?

As respostas parecem-me óbvias.

Uma aspecto que ultrapassa a minha escassa cultura teológica é o seguinte: o Papa tem autoridade para abandonar a secular tradição da guerra justa em favor das suas preferências e ideias ? Acho que não, mas vou investigar.



 
OUTRA VEZ A DOUTRINA DA GUERRA JUSTA

Enviaram-me hoje três e-mails sobre este artigo do Público. O jornalista refere que a doutrina tem vindo a ser restringida pela Igreja e pelo Papa; que a guerra no Iraque não é uma guerra justa; que o Papa considera que terrorismo não justifica uma guerra e que a resolução dos problemas da guerra e do terrorismo, de acordo com a encíclica Pacem in Terris, implica a resolução dos problemas “a montante deste[s]: fome, miséria, injusta repartição da riqueza mundial, subdesenvolvimento, fabrico e comércio de armas”.

Tentarei responder às várias questões levantadas em posts sucessivos.

Em primeiro lugar, já tratei da questão da guerra justa aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Neste momento estou bastante seguro da minha posição. Esta é perfeitamente compatível com a tradição da guerra justa, com o Catecismo da Igreja Católica e com a Nota Doutrinal sobre a participação dos Católicos na Política. A minha posição pode ser lida aqui. Sugiro, também, uma visita ao site Catholic Just War.




Sábado, Março 22, 2003
 
CONTRA A CORRENTE

Graças aos Marretas, tomei conhecimento de mais um valioso aliado nesta 'coalition of the willing' que é o hemisfério ocidental da blogosfera portuguesa.

Trata-se do Contra a Corrente; mais um Blog conservador de inspiração Oakeshotiniana (quem diria que os Oakeshotianos se adaptariam tão bem a esta INOVAÇÃO que são os Blogs).

O autor deste Blog responde pelo nickname de MacGuffin.

No entanto, quem se lembre de recentes polémicas no Público sobre o 'liberalismo' de Eduardo PC, não deixará de reconhecer no autor deste Blog o 'leitor com opinião' que desmascarou a ignorância e as manipulações deste porta-voz daq esquerda. Para mais informações, leiam o 1º Post.

Desejo o maior sucesso para esta iniciativa e começo a pensar que o meu modesto contributo começa a ser desnecessário.



 
NOTÍCIAS FRESCAS



Sky News
[na 6ª feira bateu a concorrência em velocidade]

Bloomberg Special Report – Iraq

Reuters - Focus Iraq

Associated Press

Debka Files
[nem sempre fiável, mas sempre interessante]

Pentágono/DoD
[instruções do Patrão]

10 Downing Street




Sexta-feira, Março 21, 2003
 
REACÇÕES IRAQUIANAS À CHEGADA DOS AMERICANOS

O Instapundit apresenta alguns relatos de manifestações pró-americanas (!) no Iraque libertado: aqui e aqui.



 
WINSTON CHURCHILL



"As thunderclouds gather over the Middle East, America and Britain stand once again shoulder to shoulder preparing to draw the sword in defense of freedom, democracy and human rights. A line has been drawn in the sands of the Arabian desert."








 
TROPAS IRAQUIANAS

Tropas iraquianas executando na perfeição uma manobra militar aperfeiçoada durante séculos pelos gloriosos exércitos francesas ;).

Esta estratégia permitiu à França transformar-se em membro permanente do conselho de segurança. E ter direito de veto.







 
BLIX ESTÁ EM FRANCA RECUPERAÇÃO (do seu caso de Chiraquice aguda)

"Blix said yesterday that he didn't know if he could ever be sure that Iraq wasn't hiding the illegal missiles.

"I could not guarantee that we would come to clear conclusions even after some months more," he said."



 
CONCLUSÕES DO CONSELHO EUROPEU DE 20 e 21 de MARÇO DE 2003 (grande seca)

Achei interessante esta frase sobre a questão iraquiana:

"We want to effectively contribute to the conditions allowing all Iraqis to live in freedom, dignity and prosperity under a representative government that will be at peace
with its neighbours and an active member of the international community.
"

Pareceu-me que o Conselho de Ministro da UE apoia a mudança de regime no Iraque. Pelos vistos, a Alemanha e a França finalmente decidiram escolher um lado.



 
O INDEPENDENTE INFAME OU A COLUNA INDEPENDENTE

Hoje a Coluna Infame transferiu-se para O Independente.
O PM escreve sobre o anti-americanismo.
O JPC fala de Scruton, da tolerância e agradece a Saddam o facto de ter dividido as águas e posto um ponto final no pântano
Falta o PL (mas também ainda não li o jornal até ao fim).

A propósito, o comentário de JPC sobre Scruton termina da seguinte forma: "Esse...parece ser o principal perigo para o Ocidente...a absoluta incapacidade dos próprios ocidentais para preservarem a herança do que temos corrigindo os seus defeitos e protegendo as suas glórias. No fundo, corringindo o hedonismo crescente, o consumismo selvagem, o niilismo radical que tudo aceita e nada condena, em nome de um multiculturalismo vazio e demencial."

O meu humilde comentário: a influência moral da Igreja e o papel da 'minoria criativa' são duas formas tradicionais e compatíveis com uma sociedade livre de combater estes defeitos. Neste momento a influência da Igreja é diminuta. Quanto à 'minoria criativa', relembro um post anterior: "é atribuída aos líderes intelectuais e morais - a minoria criativa - a responsabilidade de manter o prestígio da tradição e da razão que permita sustentar a ordem intelectual e moral de que a sociedade necessita para sobreviver."

Portanto, continuem (e, se possível, tentem manter a média de posts sobre pornografia em 1 por semana !)



 
TONY BLAIR's Address to the Nation

"These tyrannical states do not care for the sanctity of human life. The terrorists delight in destroying it.

Some say if we act, we become a target. The truth is, all nations are targets. Bali was never in the front line of action against terrorism. America didn't attack Al Qaida. They attacked America...

...It is true Saddam is not the only threat. But it is true also - as we British know - that the best way to deal with future threats peacefully, is to deal with present threats with resolve.
"




 
OBSESSÃO ANTI-FRANCESA

1. Dados sobre o comércio Franco-Iraquiano (via Instapundit)

"As Tony Blair prepared to meet President Jacques Chirac at the European Union summit in Brussels last night, Downing Street drew attention to statistics that detail the value of EU sales to Saddam Hussein's regime.

The figures show that since 1997, France and Germany have exported goods worth more than £1.7 billion to Iraq, compared to British exports worth £193 million.

Government sources claimed France and Germany interpreted UN sanctions more liberally than Britain.
"

[artigo do Guardian]


2. William Safire no New York Times

William Safire: "Chirac's denials that he armed Iraq clash with the facts". O que vão os americanos encontrar quando chegarem a Bagdad ?

[post sobre a entrevista de Chirac a Christianne Ammanpour]



 
MANIFESTAÇÕES...de anti-americanismo

Ontem na TV, uma repórter entrevista um dos manifestantes que se concentraram frente à embaixada dos EUA. A repórter pergunta-lhe a um manifestante se este receia que a guerra tenha algum impacto em Portugal. O manifestante, de bandeira vermelha na mão, responde que está ali porque é militante de um grande partido, o partido comunista português. A repórter insiste, mas as instruções recebidas pelo manifestante não incluíam a resposta àquela difícil questão.

A propósito, não é difícil perceber qual é a opinião dos senhores da televisão sobre a questão do Iraque, pois não ? É claro que isso não coloca em causa a neutralidade dos noticiários...



 
...E O MUNDO (ou como a Esquerda tem um especial carinho por ditadores sanguinários)

Com o início da guerra, chegou a primavera. Os passarinhos cantam, os iraquianos desertam e a esquerda continua com o seu discurso para todas as estações.

Ontem, no debate parlamentar, o jovem Bernardino ficou muito incomodado por um deputado do PSD ter afirmado que a posição dos Comunistas face ao Nazismo foi dúbia. Esqueceu-se, é claro, do pacto Molotov-Ribentrop. (Existem muitos outros pontos de contacto entre os dois totalitarismos do séc. XX: Hayek em The Road to Serfdom e Revel em “A Grande Parada”, destroçam quaisquer dúvidas que possam existir.)

O incómodo de que o jovem Bernardino deu mostras, é uma manifestação d e um fenómeno mais vasto: a incompatibilidade entre o sonho dos amanhãs que cantam e a realidade do presente que grita de dor sempre que a esquerda, os seus protegidos ou aliados sobem ao poder.

Lembram-se das posições de alguns partidos de esquerda sobre as sucessivas invasões soviéticas ? Lembram-se da defesa do imperialismo chinês no Tibete ? E os crimes do Comandante Fidel ? E a acção do grande democrata Chavez na Venezuela (vd.Intermitente)? E o glorificar dos crimes das FARC na Colômbia (Vd. novamente o Intermitente) ?

Mas já que é o Iraque que está na ordem do dia, conviria aqui lembrar quem foi o modelo de Saddam.

Na passada semana o Independente publicou uma entrevista com Cândida Ventura, militante e dirigente do PC desde 1936. Esta entrevista não mereceu qualquer referência aqui na Blogosfera, mas é daqueles documentos que qualquer anti-comunista primário deve guardar...para mais tarde utilizar.

Diz esta senhora, sobre o Iraque:

...o Iraque é um bom exemplo. A partir de 1964, inicia-se a sedução [pelo PC da União Soviética] do partido Baas, então no poder; pouco a pouco, adopta a organização e os métodos de um partido leninista. Em 1978, é desmantelada a organização comunista (em dois anos foram executados cerca de uma centena de comunistas, são feitas numerosas prisões e reduzido o partido à clandestinidade), enquanto os soviéticos reafirmam o seu apoio ao regime de Saddam. Já em 1969, tive ocasião de vê-lo participar em reuniões da “Revista Internacional”, em Praga...Em Março de 1974, uma delegação do Baas assiste ao 25º congresso do PCUS, e em Dezembro de 1978 Saddam Hussein dirige uma delegação a Moscovo..ascende ao poder em 1979, iniciando uma feroz ditadura, espelho da época estalinista..”




 
A BLOGOSFERA...

Interrompi momentaneamente a monitorização da Blogosfera portuguesa, mas os meus amos que residem em Langley, na Virgínia, obrigaram-me a voltar ao trabalho.

Ao voltar, reparo que já nada é como dantes:

1. Depois de referenciados pelo JPP, a Coluna Infame, ajudada pelo Intermitente, entrou em crise de identidade.

Amigos, quanto à linha editorial, gostava de chamar a atenção para dois pormenores:

- A correlação entre o número de horas gastos no vosso Blog e o saldo da vossa conta bancária é nula (na melhor das hipóteses);

- Comparem as estatísticas de visitas dos nossos blogs com a circulação de qualquer publicação em formato “árvore morta” ou online.

Conclusão: Divirtam-se (mas com juízo). E Marretada neles (o plágio está na moda).


2. Descubro que o Animal dos Marretas, apesar de ser doutorado (porque será que há tantos ‘animais’ doutorados ?), é admirador da obra do Robert Heinlein, o que explica muita coisa.

Talvez outros doutorados, como por exemplo os Louçãs, Rosas e Freitas, devessem ter dedicado algum tempo ao “Starship Troopers“. Ou mesmo, numa perspectiva mais alargada, a “The Moon is a Harsh Mistress”. O Animal deve gostar, especialmente, do “Stranger ina Strange Land”, ou não ?


3. Surge um novo Blog no hemisfério oriental da Blogosfera portuguesa. Chama-se cruzes canhoto. É uma boa notícia para a ‘vast right wing conspiracy’. Os nossos esforços estão a dar resultado: quanto mais tempo eles estiverem na Internet, menos tempo passam a atrapalhar o trânsito, a sujar as paredes e a poluir a TV.

Não posso desejar boa sorte, mas recebam uma palmada nas costas do Valete Fratres !

A propósito, a esquerda é adepta das soluções centralizadas e não é nada dada á concorrência. Como será a relação entre os dois representantes da esquerda ?



Quinta-feira, Março 20, 2003
 
MARGARET THATCHER

"The threat to limited government did not end with the collapse of communism and the discrediting of socialism. It remains an issue in Western — particularly European — democracies. There is a constant tendency, in which pressure groups, vested interests and the media play a part, for government to expand.

One of Thatcher's laws — for which I owe something to Lord Acton — is that all government tends to expand, and Socialist government expands absolutely.
"

Jan 11, 1996







 
UNPATRIOTIC CONSERVATIVES

Nem todos os conservadores americanos merecem a nossa [plural majestático] admiração. No artigo da National Review acima linkado, David Frum expõe os erros, distorções e ingenuidades de uma pequena minoria de 'so-called' conservatives. Já tive, infelizmente, a oportunidade de me cruzar com um representante desta escola. Perdi muito tempo, mas aprendi uma coisa valiosa: não vale a pena perder tempo com eles. E já fiz demasiada publicidade a esta seita.

P.S. No The Corner (ver lista à esquerda), os articulistas da National Review continuam a bater nos ceguinhos.



 
POEMA CONTRA A BARBÁRIE !!!

O Eduardo Cintra Torres propôs que os frequentadores da Coluna Infame enviassem "poemas ou versos que encontrem a favor da guerra." (aqui).

Enviei o meu humilde contributo, mas este, infelizmente, não foi publicado. Foi o Blog de Esquerda que acabou por fazer referência a esta minha incursão pelo mundo das artes & letras [Muito agradecido, meus amigos. O facto de eu, ultimamente, vos chamar Comuna Infame é apenas mais uma tentativa frustrada de fazer humor, O.K.?]

Bom, mas aqui fica, novamente, o meu modesto contributo para o esforço de guerra (quem dá o que tem, a mais não é obrigado - vejam aqui):

[Dedicado a George W. Bush]

Todo começo é involuntário.
Deus é o agente.
O herói a si assiste, vário
E inconsciente.

À espada em tuas mãos achada
Teu olhar desce.
"Que farei eu com esta espada?"
Ergueste-a, e fez-se.

Fernando Pessoa in Mensagem



Disclaimer: Leia este post.






 
VÁ À MULTIÓPTICAS

E receba um desconto igual à sua idade.

Mas vá depressa...


P.S. Traga um par de lentes para os amigos Blix e Chirac.








 
PACHECO PEREIRA SOBRE A BLOGOSFERA PORTUGUESA

"Na blogosfera portuguesa discute-se a guerra no Iraque. Essas discussões não chegaram ainda à parte mais pública do debate político, mas representam uma tentativa de dar voz, opinião e informação a uma pequena minoria de portugueses, jovens na sua maioria, cultos e tecnologicamente literatos, que utilizam os instrumentos à sua disposição na Internet para construírem uma espécie de "diário" alternativo ao que se diz e escreve na televisão, rádio e imprensa. Situados uns mais à direita, outros à esquerda, os "blogs" traduzem as opiniões, as perplexidades dos seus autores, os seus gostos e desgostos.

O melhor deles A Coluna Infame ( http://colunainfame.blogspot.com ), de autoria de Pedro Mexia, Pedro Lombo e João Pereira Coutinho, é-o porque na tensão entre o seu liberalismo e o seu conservadorismo há um interstício dinâmico por onde se pensa.
"


Minoria jovem, culta e tecnologicamente literata ? Quem ? Onde ? E eu a pensar que esses tipos votavam todos (2.5%) no bloco...

Faltou dizer que é gente que tem tempo para estas brincadeiras...



 
AFINAL COMEÇOU

0. Três vagas de bombardeamentos a Bagdad marcaram hoje o início da guerra, mas Washington e Londres já advertiram que foi apenas uma "iniciativa limitada"; "não constituem o início da grande campanha" militar de forças britânicas e norte-americanas no Iraque. Os primeiros bombardeamentos norte-americanos e britânicos a Bagdad começaram por volta das 05:35 locais (02:35 em Lisboa). De acordo com responsáveis militares, citados pela televisão norte-americana NBC, as duas primeiras vagas de bombardeamentos a Bagdad - a segunda ocorreu por volta das 06:00 locais (03:00 em Lisboa) - visaram instalações que poderiam albergar dirigentes iraquianos.Uma terceira vaga de bombardeamentos a Bagdad ocorreu às 06:36 locais (03:36 em Lisboa) e atingiu o sudeste da capital iraquiana.

1. Discurso do Presidente Bush

"On my orders, coalition forces have begun striking selected targets of military importance to undermine Saddam Hussein's ability to wage war. These are opening stages of what will be a broad and concerted campaign. More than 35 countries are giving crucial support...Our nation enters this conflict reluctantly -- yet, our purpose is sure. The people of the United States and our friends and allies will not live at the mercy of an outlaw regime that threatens the peace with weapons of mass murder...this will not be a campaign of half measures, and we will accept no outcome but victory. My fellow citizens, the dangers to our country and the world will be overcome. We will pass through this time of peril and carry on the work of peace. We will defend our freedom. We will bring freedom to others and we will prevail. May God bless our country and all who defend her."

2. Mensagem de Durão Barroso



 
AINDA NÃO É HOJE (ou como qualquer um pode ser o Nuno Rogeiro)

Perto das duas da manhã, a RTP mostrou imagens dos bombardeiros americanos estacionados nas bases inglesas.
Apesar de estarem já carregados de bombas, estes aviões dificilmente iniciarão os bombardeamentos hoje. Estes bombardeiros demoram mais de 4 horas para chegar ao Iraque. Se saissem hoje, chegariam ao Iraque depois do nascer do sol, o que não dava muito jeito.

Amanhã é sexta-feira, dia santo para os Muçulmanos e os nossos 'especialistas' dizem que politicamente é muito delicado iniciar uma guerra nesse dia. (Apesar de no Afeganistão se ter combatido durante o Ramadão).

Também era suposto o Presidente Bush ter falado ao país às 9H da noite (2 da manhã em Portugal), o que não veio a acontecer.

Portanto, talvez no Sábado.




 
IRRELEVÂNCIAS E INSIGNIFICÂNCIAS

1. Entrevista de Chirac no Domingo (16/3)

CHIRAC: “…it is indeed thanks to the pressure of British and American troops that the Iraqi authorities and Saddam Hussein himself have changed, have shifted their position and have had to agree to cooperate with the inspectors…So indeed, I feel that the Americans have had a very important role to play, and we should acknowledge that and be thankful for exercising that effective pressure.

AMANPOUR: “…So why didn't you send troops to join that threat, and perhaps this would have been over much quicker?

CHIRAC: “…the Americans do not need any assistance.

CHIRAC: “really do think that, apart from the froth we can see for the moment, the Americans know that deep down…that the French have always been their friends…The French don't either forget what was done in both world wars by the Americans…I think that the relationship between the French and the Americans…is a relationship of friendship. Of love even…it isn't going to change because of the current events...

AMANPOUR: “If war starts, if diplomacy totally collapses, what will your posture be?...Will you wish British and U.S. troops speedy victory?

CHIRAC: “Of course. Of course. The speedier the victory, the smaller the damage is, both human damages and material damages. So of course we wish for speed of victory…

AMANPOUR: “What material support will France give to this war, if it happens, to the United States and Britain?

CHIRAC: “I can't tell yet. I don't know what Britain or the U.S. might ask of us. For the moment the U.S. have only asked for authorization to fly over the French territory. That is something that I have indeed granted, because we are friends and allies, as I have said.


2. Reunião do Conselho de Segurança - Press Release (19/3)

De Villepin: "In international relations, nothing lasting could be built without dialogue and respect for others, without exigency and abiding by principles, especially for the democracies that must set the example. To ignore that was to run the risk of creating misunderstanding, radicalization and spiralling violence."

[Será uma auto-crítica ?]


3. Comunicação ao país do PR

Os Marretas e o Intermitente já disseram tudo o que há para dizer.



Quarta-feira, Março 19, 2003
 
A guerra já começou ?

Citação de fonte obscura enviada por um leitor militarista: "Jovens desfrutem a guerra, pois a paz será terrível.".




 
COALITION OF THE WILLING

"President Bush invited the world to join America in disarming Saddam Hussein, prompting Poland to offer two hundred soldiers. It's all they dare risk. Poland is keeping most of its troops close to home until Germany decides which side it's on..."
Argus Hamilton

"The military announced this week they're planning to use trained sea lions and seals to guard our ships in the Persian Gulf. That's when you know you don't have any allies -- when you have to turn to other species for help."
Jay Leno



 
‘Alternatives to Global Capitalism’ is Really No Alternative At All

"Nearly every statistic measuring global poverty, including the U.N.’s own studies, indicates that poverty is on the decline, especially in those nations that have moved toward increased international trade and have adopted systems of the rule of law and private property protections...Nations that fail to offer such protections continue to experience degrading poverty. Nowhere is the failure of historic socialism more apparent than in places like Cuba and Iraq."



 
RONALD REAGAN

"When action is required to preserve our national security, we will act...
Above all, we must realize that no arsenal, or no weapon in the arsenals of the world,
is so formidable as the will and moral courage of free men and women. It is a weapon
our adversaries in today's world do not have. It is a weapon that we as Americans do
have. Let that be understood by those who practice terrorism and prey upon their
neighbors.
"




 
UM PUZZLE

O hemisfério oriental da blogosfera portuguesa apresentou um Puzzle em forma de poema.

Mas recusa-se a dar a solução.

Ora, isto é altamente discriminatório e não leva em conta as disparidades provocadas pelas estruturas sociais. Por um lado, toda a gente sabe que “a direita portuguesa é a direita mais estúpida do Mundo”. Isto era razão mais do qye suficiente para, pelo menos, terem feito um Puzzle com escolha múltipla. Por outro lado, eu já frequentei a escola no pós-25 A e por isso não estou habituado a este tipo de dificuldades. As respostas às questões dos exames devem obrigatoriamente ser apresentadas na aula de dúvidas que precede o exame.

De qualquer forma, apresento aqui uma tentativa de solução.

Sugiro que todos os membros da ‘vast right-wing conspiracy’ juntem solidariamente os neurónios (no último censo, eram quase 3.5 neurónios) com o objectivo de resolvermos esta magna questão.

Pista 1 - Pelos vistos, a solução do puzzle é uma pessoa.

[Logo, o Animal dos Marretas fica excluído à partida]


Pista 2 - Alguém que antes do 25 A era da extrema-esquerda.

[Ai, Ai, Ai..., esta pista não é muito útil, eles são tantos !]


Pista 3 - Depois do 25 A, essa pessoa viu que a longa marcha para o poder seria demasiado longa para as suas ambições e decidiu re-converter-se.

[Esta pista também não é muito útil. A maioria das pessoas que antes e durante o 25 A eram da extrema-esquerda tomaram banho, cortaram o cabelo e a barba e mantiveram as suas ambições. É claro que ficam excluídas aqueles que, passados algumas décadas, ainda continuam na mesma: Louçã, Rosas, Miguel Portas, e o restante eleitorado do BE. Todos os 2.5%. Ou então, não. Se calhar esta pista é uma referência à recauchutagem do PSR e da UDP.]


Pista 4 - A pessoa em questão dedicou-se à leitura dos clássicos do pensamento político e emergiu desta leitura um ‘paladino dos senhores’.

[Portanto, meteu o socialismo na gaveta e deitou fora a chave. Esta pista também não é muito útil. Normalmente os socialistas metem o socialismo na gaveta.]


Pista 5 - A longa marcha através dos livros não foi muito produtiva, visto que esta pessoa não conseguiu atingir o poder. Mais valia que ‘tivesse cortado a direito’, diz o autor deste puzzle.

[Um ex-extrema-esquerda que, apesar de ter abandonado as suas convicções, não conseguiu chegar ao poder. Esta pista é mais útil. Permite excluir muita gente. De facto, é espantosa a quantidade de ex-extremas-esquerdas que chegaram ao poder: Sampaio, Durão, Ferro, etc...]

Pista 6 - Essa pessoa transformou-se no máximo ideólogo.

[Ideólogo é uma palavra difícil e aqui é utilizada de forma depreciativa. Fui ler o dicionário e descobri que, em termos depreciativos, ‘Ideólogo’ é “aquele que se entrega a devaneios filosóficos e não encara nem atende ao lado prático da vida.”]


Ora, parece-me que esta é a verdadeira chave deste Puzzle. As únicas pessoas que se entregam a devaneios filosóficos e que não encaram nem atendem ao lado prático da vida são os bloquistas: Louçã, Rosas, Portas (Miguel), etc...A outra esquerda também não atende aos aspectos práticos da vida, mas não é dada a devaneios filosóficos.

E assim tudo se encaixa: estes bloquistas concluíram que, para ascenderem ao poder – a sua máxima ambição -, tinham de mudar de fato. Leram tudo o que havia para ler, tiraram uns mestrados e doutoramento e criaram então o Bloco. Chamaram-lhe bloco de esquerda só para confundir, e disseram que eram ‘a nova esquerda’ – renegando, assim, o seu passado (a velha extrema-esquerda já não conseguia enganar ninguém). Transformaram-se no partido dos senhores (doutores) e da pequena burguesia que se alimenta do orçamento de Estado, renegando assim os operários, camponeses e soldados. Se tivessem aderido ao PS ou ao PSD ('cortado a direito' ou 'cortado à direita' ?), já se tinham 'safado' à muito tempo, à semelhança dos seus ex-camaradas.


Ufa ! Isto de pensar é cansativo.



 
OLHA ! GENTE DA CULTURA CONTRA A BARBÁRIE !

No Público, António Caeiro e Pedro Paixão afirmam que "De nada vale pretender falar com crocodilos". Concluem estes escritores: "o Ocidente deve ser defendido com a razão e quando não resta outra alternativa com as armas.".

No DN, Vasco Graça Moura diverte-se (e diverte-nos).



 
ESTRANHO

Por esta altura estava à espera que alguém de entre as elites iraquianas viesse anunciar a 'substituição' de Saddam. Também é verdade que Saddam fez umas purgazitas para evitar esse tipo de situações.

A propósito, ultimamente não se tem visto nem ouvido o Tarik Aziz.




 
SALÁRIO IGUAL PARA TRABALHO IGUAL ? MARRETADA NELES !

O Animal dos Marretas considera injusta (aqui) a esmola que os nossos amos imperialistas me deixam na gamela todas as semanas (aqui).

Apresento aqui o meu mais veemente protesto contra esta violação do 10º Mandamento.

Por outro lado, se para trabalho igual salário igual, então para trabalho diferente salário diferente.
Nesto contexto, gostaria de chamar a vossa atenção para alguns aspectos que são sempre valorizados na altura da avaliação do desempenho:

- Em primeiro lugar, Eu não dou asilo neste Blog a determinados personagens cuja profusão capilar e a indumentária (aqui) são claros indicadores da sua proveniência ideológica;

- Em segundo lugar, não passo o tempo a confraternizar com determinado Blog que, para evitar fazer publicidade, vou designar por COMUNA INFAME. Vejam bem esta troca de mimos, nada próprios de distintos cavalheiros conservadores, e que mais parece um diálogo entre a Jane Fonda e os Vietcongs: aqui e aqui.




 
BLAIR CONVENCE COMUNS

"A motion backing the government's position was passed by 412 votes to 149."


P.S. Comentário da imprensa portuguesa: "Blair sobrevive a votação nos comuns" !



 
DISCURSO DE BLAIR NOS COMUNS

"Tell our allies that at the very moment of action, at the very moment when they need our determination that Britain faltered. I will not be party to such a course. This is not the time to falter. This is the time for this House, not just this government or indeed this Prime Minister, but for this House to give a lead, to show that we will stand up for what we know to be right, to show that we will confront the tyrannies and dictatorships and terrorists who put our way of life at risk, to show at the moment of decision that we have the courage to do the right thing. I beg to move the motion."



Terça-feira, Março 18, 2003


 
SANTA SÉ REAGE A ULTIMATO

"Os últimos desenvolvimentos da situação internacional provocaram uma reacção da Santa Sé, tornada pública na manhã de hoje, 18 de Março, em que se lembra a responsabilidade “perante Deus, a consciência pessoal e a história” dos que decidem avançar para a guerra".

Apoiado.
É claro que os que decidiram não avançar para a guerra são também responsáveis perante Deus, a consciência pessoal e a história.

Aliás, todos somos responsáveis pelas nossas decisões perante Deus e a consciência pessoal. Alguns estão em posição de serem responsáveis perante a história.

P.S. Tenho a certeza que as decisões do Papa são tomadas tendo em conta a sua responsabilidade perante Deus e a sua consciência. Tenho a certeza que as decisões do Presidente Bush são tomadas tendo em conta a sua responsabilidade perante Deus e a sua consciência. Tenho a certeza que as decisões de Blair são tomadas tendo em conta as suas responsabilidades perante a sua consciência e perante a história. Quanto aos restantes intervenientes, tenho dúvidas que não sacrifiquem a consciência em nome de outros valores.



 
ESPANTOSO

Acabei de sair de uma reunião.
Foi uma reunião produtiva.
Há muito tempo que isto não acontecia !
Bom, agora é melhor descansar um bocadinho, senão ainda me arrisco a aumentar a produtividade média cá da organização.



 
CONVERSA DA TRETA

Para aqueles que queriam continuar a conversar com Saddam, apresento de seguida uma lista de assuntos que, ao fim de 12 anos, ainda continuam actuais. A lista foi produzida pelo sr. Blix. Ontem.

-- Present any Scud missiles and associated biological and chemical warheads or explain what happened to them.

-- Provide information on SA-2 missile technology and related projects, and present any remaining Fahad missiles.

-- Present all materials related to missiles capable of going beyond the U.N. limit of 93 miles, and their components.

-- Present any remaining chemical and biological munitions, including aerial bombs, rockets or missile warheads, artillery shells, cluster munitions and production equipment, and provide "credible evidence" about these programs.

-- Provide details of any drones or equipment for them, and present any spray tanks or other devices that could be used for chemical or biological warfare.

-- Present any remaining VX nerve agent and provide "credible evidence" to support any quantities of VX that were produced, consumed, destroyed or spoiled.

-- Present any remaining mustard gas and similar credible evidence.

-- Present any remaining Sarin nerve agent and similar credible evidence.

-- Present any remaining stocks of anthrax or provide evidence for its destruction and provide information on any work to dry anthrax.

-- Present any remaining stocks of botulinum toxin, a biological warfare agent, and complete production records since 1989 as well as evidence on the numbers of weapons filled with the toxin.

-- Present any stocks of undeclared biological warfare agents, and all information on research or production of smallpox after 1972.

-- Present any banned chemical or biological agents, precursors, missiles, mobile and underground facilities for chemical and biological weapons that have been acquired since 1998 when U.N. inspectors left Iraq.



 
O FIM DA NEW WORLD ORDER

Algumas pessos dizem que a 2ª Guerra Mundial só acabou em 1989.
Outros dizem que a 1ª Guerra Mundial só terminou com o final da Federação Jugoslava (no mês passado ?).

A New World Order, anunciada no início da década de 90 pelo Presidente Bush - pai do actual presidente -, terminou ontem à noite com a declaração do óbito político do Conselho de Segurança.

Back to the drawing board.



 
GEORGE W. BUSH: TRANSCRIÇÃO DO DISCURSO À NAÇÃO

"...some permanent members of the Security Council have publicly announced they will veto any resolution that compels the disarmament of Iraq. These governments share our assessment of the danger, but not our resolve to meet it. Many nations, however, do have the resolve and fortitude to act against this threat to peace [hehehehehe], and a broad coalition is now gathering to enforce the just demands of the world. The United Nations Security Council has not lived up to its responsibilities, so we will rise to ours...

...Free nations have a duty to defend our people by uniting against the violent. And tonight, as we have done before, America and our allies accept that responsibility.
"



 
COLUNA INGRATA

A Coluna Infame acusa o Presidente Bush de ingratidão por não ter feito referência ao grande contributo para o esforço de guerra da própria Coluna e dos restantes Blogs vassalos do EUA.

Eu, por mim, demarco-me desta tentativa de fugir à canga opressora dos imperialistas americanos. Desde que eles continuem a enviar o chequezito todas as semanas, podem fazer o que muito bem entenderem.

A propósito, quando assinei o contrato, entregaram-me, juntamente com o comprimido vermelho a usar em caso de captura, os 12 volumes do regulamento do pessoal que eu li religiosamente. Lembro-me perfeitamente que o regulamento proibia críticas aos patrões. Mas nunca descobri quais são as sanções aplicadas em caso de incumprimento. O que é que será que eles nos fazem se nós nos portarmos ma[pop]___________________________________



 
CENSURA À OPOSIÇÃO

1. Dizem os socialistas: Uma guerra não sancionada pelo Conselho de Segurança da ONU viola o direito internacional.
2. Se o Governo português apoia essa guerra, então PS apresentará uma moção de censura.
3. Em 1998 o ataque da NATO à Sérvia não foi sujeito a prévia aprovação do Conselho de Segurança, logo violou o direito internacional.
4. O Governo do PS que na altura governava (?) o país, apoiou esse ataque.
5. Logo, nessa altura, o PS deveria ter apresentado uma moção de censura ao Governo PS.

Como diz o 'nosso povo', "faz o que eu digo, não faças o que eu faço".

P.S. Sobre a questão da base das lajes, a oposição está a ser mais francófila que os franceses; a França cedeu o seu espaço aéreo aos aviões americanos que vão atacar o Iraque...





 
O PAPA E A GUERRA NO GOLFO: 1991 e 2003

1. Em 15 de Janeiro de 1991, dias antes do início da Guerra do Golfo, o Papa escreveu ao Presidente Bush, pai do actual Presidente dos EUA. Eis o que o Papa disse ao entâo presidente dos EUA:

“estou seguro de que o senhor Presidente não poupará esforços para evitar decisões que sejam irreversíveis e que levariam consigo um enorme sofrimento a tantos povos do Médio Oriente”. Condenando a guerra, João Paulo II defendia uma solução “a favor do diálogo, que devolva a soberania ao povo do Kuwait e que restabeleça na área do Golfo e de todo o Médio Oriente a ordem internacional, a base para uma coexistência pacífica entre os povos”.

Passado 12 anos, verifica-se que a previsão do Papa falhou. O conflito no golfo foi curto e a libertação do Kuwait foi conseguida sem grandes sofrimentos para as populações árabes. Antes pelo contrário (Vd. o caso do Kuwait).

Mas não creio que seja o falhanço da previsão que se deva sublinhar. Creio que se deverá, antes, destacar duas questões que se inferem das palavras do Papa:

- O Papa demonstra grande aversão ao risco no que à guerra diz respeito. O Papa parece sobrevalorizar os riscos associados a uma guerra. Este é um aspecto positivo. Revela grande prudência. É uma posição saudavelmente conservadora;

- O Papa sobrevaloriza o poder das soluções baseadas no diálogo. Ora este tipo de soluções são perigosas, sobretudo quando aplicadas a tiranos homicidas que não reconhecem quaisquer limites, nomeadamente morais, para as suas acções.

Parafraseando os "Federalist Papers", se os homens fossem anjos então o diálogo racional seria suficiente para resolver qualquer conflito. Isto se for possível existirem conflitos entre anjos.

Acontece que Saddam não é um anjo. Um anjo não teria invadido o Kuwait; um anjo não teria atacado civis; um anjo não teria desenvolvido armas de destruição maciça e não as teria utilizado contra o seu próprio povo; um anjo não teria tiranizado o seu povo.

O que aconteceria numa determinada comunidade humana se esta, quando confrontada por um Saddam, decidisse sempre não utilizar a força e pretendesse sempre seguir a via do diálogo ?

Provavelmente, os anjos dessa comunidade teriam o mesmo destino que as vítimas dos Khmer Vermelhos (Vd. abaixo). E os Saddames proliferariam. O Mundo seria melhor e mais justo se tal acontecesse ?

Creio que a atitude de prudência do Papa se deveria estender, também, às soluções negociadas.

2. No Domingo, 16 de Março de 2003, o Papa recordou que “o uso da força representa o último recurso, depois ter exaurido qualquer solução pacífica”...“perante as terríveis consequências que uma operação militar internacional teria para as populações do Iraque e para o equilíbrio da inteira região do Médio Oriente, digo a todos: ainda há tempo para negociar; ainda há espaço para a paz”...“pertenço à geração que viveu e sobreviveu à II Guerra Mundial, por isso tenho o dever de recordar aos mais jovens, que não fizeram esta experiência: a guerra nunca mais!” (aqui).



 
JULGAMENTOS DOS KHMERS VERMELHOS

Parece que finalmente vão julgar os comunas dos Khmers vermelhos, que governaram entre 75 e 79. Um quarto de século depois do assassínio de 1 milhão e setecentos mil cambojanos, estes comunistas vão finalmente ser julgados. E ainda falam dos atrasos da justiça em Portugal...

A propósito, quando é que os restantes ditadores comunistas e seus capangas serão julgados pelo Tribunal Penal Internacional ? Ou pelos tribunais da Bélgica ? Ou pelos tribunais Espanhóis ?

É claro que estes tribunais tem andado muito ocupados com o Pinochet, com o Kissinger e com o Ariel Sharon, e se calhar por isso, não têm tido tempo de se dedicar a outros casos. Isto não quer dizer exista um qualquer enviesamento...

P.S. Houve um comuna que foi (mais ou menos) julgado e condenado. Foi o Ceacescu...



 
DOMINIQUE DE VILLEPIN EM 12 DE NOVEMBRO DE 2002

"Il y a une situation particulière en Iraq, compte tenu de l'attitude de Saddam Hussein au cours des dernières années qui laisse penser que les armes dont il pourrait disposer - chimiques, biologiques et je veux rappeler ici que dans le domaine nucléaire, il y a aussi le soupçon d'un embryon d'élément nucléaire -, mais il y a le sentiment qu'il pourrait les utiliser, compte tenu de l'expérience. Ce risque-là, nous ne pouvons pas le courir... Je crois que le choix de Saddam Hussein est simple. Soit il accepte l'ordre international et il accepte de rendre des armes qui ne sont pas acceptées par la communauté internationale, interdites pour lui comme pour tous les autres Etats, et à partir de là, il est en conformité et il évite une guerre. Soit il est décidé, pour toutes sortes de raisons, à éventuellement employer ces armes et alors, il chercherait à les cacher. Dans ce cas, il prend le risque sérieux, la certitude de voir déclencher l'usage de la force contre lui. La question est : que veut-il ? Quelles sont les intentions cachées de Saddam Hussein ? S'il veut la paix, s'il comprend le message de la communauté internationale, il accepte le message et se met en conformité."

O Secretário de Estado Americano, Colin Powell, não o diria melhor.


P.S. Li pela primeira vez estas declarações no programa Fox News Sunday. Procurei-as, longamente, e encontrei-as, finalmente, no site do Ministério dos Negócios Estrangeiros Francês ! O melhor sítio para esconder alguma coisa é à vista de todos...



Segunda-feira, Março 17, 2003
 
MÁRIO PINTO NO PÚBLICO

"A missão cristã é a missão de renovadamente sempre conduzir/reconduzir a Jesus. De sempre o fazer conhecer; de fazer conhecer o seu rosto humano/divino. A Igreja é o projecto de reunião de toda a humanidade num só corpo, de que Cristo é a cabeça e o Espírito Santo a alma e o operador.... Permitir-me-ei um comentário.

Em minha opinião de crente, direi que está aqui uma convocação para o que é essencial. Na minha opinião de cidadão, direi que nada disto entra em contradição com a laicidade. A laicidade, que a Igreja hoje não contesta, e antes respeita e defende como expressão da autonomia das realidades terrenas e como espaço de cidadania comum a todos os homens, crentes e não crentes, apresenta uma grave debilidade filosófica interna, se se limita numa racionalidade que abandonou a referência jusnaturalista e despreza a sobrenatural, acabando por se esgotar numa epistemologia relativista - que é no que vem a dar o pensamento pós-modernista, resvalando para um individualismo que desiste de procurar uma qualquer "Weltanschauung" de valor universal. Sem esta afirmação universal, não há valores comuns; sem valores comuns, não há cidadania; sem cidadania, não haverá nem paz, nem ordem, nem progresso, nem solidariedade.
"




 
AINDA FREI BENTO E A GUERRA

No passado Domingo, Frei Bento Domingues escreveu no Público:

Perante os notáveis e persistentes esforços de João Paulo II em favor de uma solução pacífica para a crise iraquiana…No domingo passado, notei a indignação dos dirigentes católicos da direita e seus acólitos

Preparava-me eu para dar a outra face quando me lembrei que, apesar de ser católico e de direita, não sou católico de direita.

Sou católico.

E lembrei-me de rever a minha posição sotbre a questão do Iraque. Aqui vai:

O número 6 da Nota Doutrinal sobre algumas questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política, ensina que “o Magistério da Igreja não pretende exercer um poder político nem eliminar a liberdade de opinião dos católicos em questões contingentes.

A questão da guerra é uma destas questões contigentes. O Catecismo refere explicitamente que “a avaliação das condições legitimidade moral [da guerra] pertencem ao julgamento prudencial daqueles que detém a responsabilidade pelo bem comum”. A Igreja não dispõe de toda a informação ‘local’ necessária para avaliar cada caso concreto, nem tem a obrigação de velar pela segurança dos cidadãos de um determinado país. E por estes motivos, a responsabilidade pela avaliação da moralidade da intervenção militar é deixada aos responsáveis politicos de cada país.

Por outro lado, sendo uma questão contigente, a Igreja não pretende eliminar a liberdade de opinião dos Católicos.

No caso concreto da questão do Iraque, é impossivel não levar em conta as opiniões e os conselhos da Igreja sobre o conflto. É claro, que a maior parte dos argumentos utilizados nada têm a ver com a doutrina da Guerra justa – tratam-se de argumentos de natureza política, e portanto não são relevantes para a avaliação moral deste conflito. No entanto, para além deste tipo declarações, a Igreja, tem argumentado que um ataque ‘preventivo’ contra o Iraque seria imoral; um ataque preventivo não cumpre a condição da causa justa (apesar do Papa ter apoiado uma intervenção preventiva na Bósnia). Mas esta argumentação não é nem poderia ser um condenação moral da Guerra. Não cabe à Igreja fazer esse tipo de avaliação, como se referiu acima.

Na formação da sua opinião, o Católico poderá, igualmente, levar em consideração as opiniões de teólogos católicos que consideram que um ataque ao Iraque é justificado. Os argumentos utilizados têm sido de dois tipos:

- A Guerra do golfo (à qual o Papa também se opôs) é uma Guerra justa. O ataque das forças aliadas foi suspenso visto que Saddam aceitou desarmar-se. No entanto, na prática, Saddam não cumpriu os seus compromissos. Logo, é legítimo a re-iniciação das hostilidades. Esta Guerra será justa porque a primeira Guerra do Iraque era justa;

- Outros defendem que o conceito de Guerra preventiva é integrável na doutrina da Guerra justa, levando em conta toda a tradição por detrás desta doutrina. O principal argumento defendido por estes autores é o seguinte: quando movimentos terroristas declaram guerra ao mundo livre, e quando estados-pária, aliados dos terroristas, são capazes de desenvolver armas de destruição maciça, uma guerra preventiva é a única forma de bloquear um mal maior, restaurar a paz, e estabelecer as condições mínimas de uma ordem mundial. Ou seja, nestas circunstâncias uma guerra preventiva é a única forma de restabelecer aquilo que S. Agostimho designava por “tranquilidade da ordem”.

É claro que estes teólogos poderão também estar errados. E é claro que a posição do Vaticano sobre este tema também poderá estar errada – já aconteceu anteriormente.

Portanto, escolher uma opção ou a outra envolve um risco moral. Mas este é consequência do nosso livre-arbítrio. No momento em que fazemos uma opção encontramo-nos sempre sós com as nossas consciências.



 
Saddam: Iraq Set to Fight US Anywhere in the World


"When the enemy opens the war on a large scale it should realize that the battle between us will be waged wherever there is sky, earth and water anywhere in the world," Saddam was quoted by state-run Iraqi media as telling a group of military officers."

[Com que armas é que o Saddam pretende levar a guerra a todo o Mundo?]

"Iraqi Foreign Minister Naji Sabri said Baghdad was ready for war within the hour and had trained tens of thousands of "martyrs" to fight Americans."

[Será isto uma ameaça terrorista ? Não, claro que não.]





 
NOTÍCIAS DA CAPITAL DO IMPÉRIO


1. Livro de jornalistas alemães revela as fraquezas da UE

"In a new 400-page book - The Brussels Spaceship - How Democracy Fails in Europe -), the two authors, Andreas Oldag, a former Brussels correspondent for the Süddeutsche Zeitung and Hans-Martin Tillack, Stern’s current correspondent in the EU capital, paint a damaging insider portrait of the European Union. The book explains in detail, and with numerous examples, how the European institutions function – or more precisely how they do not function.

...The book also tells of journalists in Brussels, who are not working entirely in the interest of their readers but also as heralds for the European idea.

It is not that the Brussels-based bureaucrats are any better or worse than their counterparts at home. The difference is that those in Brussels are not living under the constant pressure of having a political opposition or a critical press...Criticism and opposition may not be pleasant, but without it the European Union is at major risk.

Now, who is in charge of this huge system which has stripped national parliaments of much of their power and hidden them inside very complicated decision-making structures meaning that few understand what is really going on? According to the book, 50 per cent of all legislation originates in Brussels...In the Council, only 15-20% of decisions are taken by ministers, 80-85% of European legislation is agreed among civil servants.
"

2. EU blocks Taiwan leader visit

"European Union foreign ministers blocked a proposed visit to Brussels by Taiwan’s president Chen Shui-bian in order to avoid upsetting Beijing."

São homens de princípios.



 
CIMEIRA DOS AÇORES: DECLARAÇÃO FINAL SOBRE O IRAQUE

"We will work to prevent and repair damage by Saddam Hussein's regime to the natural resources of Iraq and pledge to protect them as a national asset of and for the Iraqi people. All Iraqis should share the wealth generated by their national economy...and support an international reconstruction program to help Iraq achieve real prosperity and reintegrate into the global community."

O quê ? Declarações ambientalistas ? As receitas do petróleo iraquiano são para os iraquianos ? E ainda querem pagar a reconstrução ? Mas que raio de Império é este ?


"...we plan to work in close partnership with international institutions, including the United Nations; our Allies and partners; and bilateral donors. If conflict occurs, we plan to seek the adoption, on an urgent basis, of new United Nations Security Council resolutions that would affirm Iraq's territorial integrity, ensure rapid delivery of humanitarian relief, and endorse an appropriate post-conflict administration for Iraq...Any military presence, should it be necessary, will be temporary and intended to promote security and elimination of weapons of mass destruction; the delivery of humanitarian aid; and the conditions for the reconstruction of Iraq. "

O quê ? Querem mandar as tropas para casa, dividir a 'exploração' do Iraque com o resto do Mundo e submeter a administração do Iraque do pós-guerra à ONU !?!?!

Já nem nos imperialistas americanos e nos seus lacaios se pode confiar...onde é que este mundo vai parar ?



Domingo, Março 16, 2003
 
STATEMENT OF THE ATLANTIC SUMMIT: COMMITMENT TO TRANS-ATLANTIC SOLIDARITY

"...At this difficult moment, we reaffirm our commitment to our core values and the trans-Atlantic Alliance that has embodied them for two generations. Our alliance rests on a common commitment to democracy, freedom, and the rule of law. We are bound by solemn commitment to defend one another. We will face and overcome together the twin threats of the 21st century: terrorism and the spread of weapons of mass destruction. All nations must unite to defeat these dangers. We will not allow differences of the moment to be exploited in ways that bring no solutions."


P.S. Não sei porquê, gostei da forma como começa este STATEMENT: "We, the leaders of four democracies with strong trans-Atlantic affiliation..."



 
GEORGE W. BUSH: "TOMORROW IS THE DAY"

Transcrição das intervenções de Durão, Bush, Aznar e Blair: "Monday "Moment of Truth" for World on Iraq".

É um ultimato ao Conselho de Segurança.



 
A CIMEIRA DO ATLÂNTICO: UMA PREVISÃO

A cimeira terá uma duração bastante curta. No máximo, os trabalhos durarão cerca de 4 horas. A declaração final deverá estar já a ser negociada entre os participantes.

Qual será o conteúdo desta Declaração ?

Disponibilizo, de seguida, algumas pistas:

- Na sexta-feira, o porta-voz da Casa Branca fez a seguinte declaração;

The President will travel to the Azores on Sunday to meet with Prime Minister Blair, Prime Minister Aznar, Prime Minister Barroso, to discuss how best to proceed to make it unequivocally clear to Saddam Hussein that there will be serious consequences if he fails to disarm. The President has said all along that he will exhaust every option. He is travelling to meet with leaders, to share his assessment of the threat to peace posed by Saddam Hussein's defiance. The leaders will discuss all final diplomatic options.

Q What signs does this administration have that there is any reason to believe that a second resolution can win approval at this point?

MR. FLEISCHER: Well, we shall see. This remains an important issue for the future, it's one of the purposes of the meeting. And we shall see, ultimately, what role the United Nations will play. We shall see.
"


- Por sua vez, no seu Radio Address semanal, o Presidente Bush afirnou o seguinte:

…The United States, Great Britain and Spain continue to work with fellow members of the U.N. Security Council to confront this common danger. We have seen far too many instances in the past decade -- from Bosnia, to Rwanda, to Kosovo -- where the failure of the Security Council to act decisively has led to tragedy. And we must recognize that some threats are so grave -- and their potential consequences so terrible -- that they must be removed, even if it requires military force.

As the Nobel laureate and Holocaust survivor, Elie Wiesel, said this week, "We have a moral obligation to intervene where evil is in control. Today, that place is Iraq."

We know from prior weapons inspections that Saddam has failed to account for vast quantities of biological and chemical agents, including mustard agent, botulinum toxin and sarin, capable of killing millions of people. We know the Iraqi regime finances and sponsors terror. And we know the regime has plans to place innocent people around military installations to act as human shields.

There is little reason to hope that Saddam Hussein will disarm. If force is required to disarm him, the American people can know that our armed forces have been given every tool and every resource to achieve victory….

Crucial days lie ahead for the free nations of the world. Governments are now showing whether their stated commitments to liberty and security are words alone -- or convictions they're prepared to act upon. And for the government of the United States and the coalition we lead, there is no doubt: we will confront a growing danger, to protect ourselves, to remove a patron and protector of terror, and to keep the peace of the world.



- Por último, o porta-voz de Tony Blair, declarou:

Asked whether Monday would be the last conceivable date for the UN to vote on the second Resolution and whether the possibility of not having a vote at all was being actively considered, the PMOS said that a judgement would have to be reached at some point as to whether and when the diplomatic process should end...said, we were clearly coming towards the end of the process...He pointed out that as soon as one period of time expired, there always seemed to be a call for additional time to be given. Resolution 1441 had presented Saddam with a final opportunity to comply. It had not stated that he was being given a last-but-one chance...the PMOS said that a judgement had to be made at some point as to when the discussions at the UN should end."



 
ADENDA

Ainda a propósito do papel de 'mestre de cerimónias' que Durão Barroso irá desempenhar nos Açores, apresento de seguida as Declarações do porta-voz da Casa Branca na manhã da passada 6ªfeira:

"MR. FLEISCHER: One final announcement. The President will travel to the Azores on Sunday to meet with Prime Minister Blair, Prime Minister Aznar, Prime Minister Barroso, to discuss how best to proceed to make it unequivocally clear to Saddam Hussein that there will be serious consequences if he fails to disarm. The President has said all along that he will exhaust every option. He is travelling to meet with leaders, to share his assessment of the threat to peace posed by Saddam Hussein's defiance. The leaders will discuss all final diplomatic options.
...
QUESTION: Ari, you speak of a summit of three leaders. But the Prime Minister of Portugal, Manuel Barroso, who is a host, is going to participate in the meeting with the other three leaders.

MR. FLEISCHER: We'll be publishing the exact schedule, but of course the Prime Minister of Portugal will be there. He is the host of this meeting. The three co-sponsors, the three members of the Security Council are the United States, Spain and the United Kingdom.



 
A CIMEIRA DO ATLÂNTICO E A EXTREMA-ESQUERDA

Uma senhora do bloco de extrema-esquerda escreveu no Público um artigo sobre a cimeira do Atlântico (aqui). O jornal destaca deste artigo o seguinte argumento:

O facto dos Açores serem território português foi, pura e simplesmente, omitido e por toda a imprensa internacional a participação de Durão Barroso era desconhecida - o primeiro-ministro português não chegou sequer a ser nomeado no cargo que efectivamente irá ocupar, o de mestre de cerimónias.

Curiosamente, a primeira notícia surgida sobre esta questão, um despacho da AP, refere, claramente, que a cimeira se realizará em território português (aqui).

E a partir das 11H da manhã (ET), pelo menos, as notícias (aqui) referiam que o primeiro-ministro português, José Manuel Durão Barroso serviria de anfitrião. A senhora do bloco chama-lhe mestre de cerimónias.

Mas, reparem, Durão estará presente durante as conversações e terá a oportunidade de apresentar a posição portuguesa. Quantos pequenos países sem qualquer peso geo-estratégico não estariam dispostos a fazer este papel ‘menor’? É uma vitória da diplomacia portuguesa e das posições de apoio aos aliados americano e inglês que o governo, muito corajosamente, decidiu assumir.

Entretanto, o bloco anda contentíssimo com a realização desta Cimeira Atlântica. É uma grande oportunidade para um micro-partido extremista publicitar a sua existência junto dos media internacionais (aqui), e derecolher os respectivos dividendos a nível nacional.

E se, tal como aconteceu junto da fronteira espanhola com a Guardia Civil, um dirigente bloquista for ‘brutalmente agredido’ pelos imperialistas americanos que guardam a base das lajes, então esse dirigente terá a possibilidade, não de ascender ao Olimpo da extrema-esquerda, onde se encontra o Comandante Che Guevara, não de se tornar um semi-Deus que caminha entre os mortais, como o sub-comandante Marcos, mas talvez de ganhar um lugar no panteão dos heróis, à semelhança do sr. Bové e do Coronel Chavez.

P.S. Quem será o Comandante a quem o sub-comandante Marcos presta contas ? Ah, é Comandante Fidel Castro.





Sábado, Março 15, 2003
 
FULGENCIO BATISTA E FIDEL CASTRO: A TALE OF TWO DICTATORS

"Batista bested Castro in virtually every broad socio-economic indicator, he paled in comparison when it came to controlling either the electoral process or the populace. Castro executed thousands of political opponents after he came to power, imprisoned tens of thousands and caused hundreds of thousands to flee to exile. Where Batista won a disputed election, a Castro election leaves no room for dispute: Castro allows no opponents, no opposing viewpoints to appear in the press...Castro managed a 90%-plus "yes" vote, not quite as impressive as Saddam Hussein's 100% but, among dictators, respectable enough."



 
THE ECONOMIST: WHY IS EUROPE GROWING SO SLOWLY

"...the idea that slower growth and a powerful welfare state are simply the result of a benign European consensus is too rosy. Many of the benefits of state welfare flow not to society as a whole but to entrenched interest groups—in particular to trade unions and recipients of tax-funded benefits... It is hard to see how the 11.3% of the German workforce who are out of work, measured by the latest unadjusted figures, benefit from trade-union opposition to the idea of more flexible working patterns and less rigid job protection. Moreover...not all of Europe's social choices are economically sustainable. In particular, “the current combination of birth rates, retirement ages and pension promises” threatens to boost taxes to unsustainable levels or to leave the elderly in poverty. But in countries like Italy, France and Greece, trade-union opposition to pension reform is so fervent that it can hamstring governments and even, on occasions, bring them down.

Even politicians pressing for pensions and economic reform in Europe take care to acknowledge a presumed need to preserve a “European social model” as the basis for the prosperity and social peace of the last 50 years. What they miss, however, is that this famed model has changed over the years, as the welfare state has grown ever more complex and the stress on security over growth ever more suffocating. The great designer of Germany's post-war “social-market economy” was Ludwig Erhard, a Christian Democrat. Yet even he argued that the state should never aspire to “grant a man complete security from the hour of birth” and that “the welfare state must finally spell poverty for all”. It is a measure of how much Europe has changed that statements like that—perfectly compatible with the idea of a social-market economy in the German boom of the 1950s—would now be viewed as impossibly controversial.
"

A santa aliança de políticos, burocratas e grupos de interesse impede a reforma do 'modelo social europeu'.

Mas a alternativa à reforma do sistema é, não a conservação do que existe, mas sim a falência do 'modelo social europeu'. E depois começaremos do zero (na melhor das hipóteses).

A solução inteligente seria reformar. Mas essa solução parece ser politicamente impossível.

Logo, o melhor é fazerem como a formiguinha...o inverno aproxima-se.





 
Jonah Goldberg: Primeiro era uma vingança pessoal, depois era o petróleo, depois foram as eleições presidenciais de 2004, agora são os Judeus

Os adversários do presidente Bush apresentam uma série de teorias da conspiração para justificar as posições da Administração Americana sobre o Iraque. Ao substituirem os factos e as verdades objectivas pela discussão das motivações, os autores destas teorias pretendem apenas desviar a atenção.

Ultimamente, alguns autores têm defendido a tese de que a Administração Americana foi capturada por uma minoria judaica que manipula a política externa americana a favor de Israel contra os interesses e a vontade da maioria dos Republicanos.

Goldberg, apresenta um pequeno facto que destrói esta teoria: 90% dos conservadores apoiam a política americana. James Taranto do WSJ e o Economist denunciam as contradições internas deste tipo de teorias (aqui).

tem sido acusada de estar a fazer o jogo de uma minoria judaica que pretende q




 
ARAB BABIES NAMED CHIRAC

"...babies in the Arab world were being named “Chirac”, in tribute to the “peace-warrior President”. In 1990, they were being called Saddam, and more recently Osama



 
OLAVO DE CARVALHO: MENTIRA TOTAL

"Ao longo de 37 anos de experiência com os comunistas, nunca topei com alguma denúncia anti-americana ou anticapitalista que, bem examinada, não se revelasse uma farsa completa e um primor de maquiavelismo."



Sexta-feira, Março 14, 2003
 
Bush, Blair, Aznar to Meet in the Azores About Iraq

A primeira vez que ouvi esta notícia, lembrei-me da cimeira de Teerão em 1943.



 
O MITO SALVADOR ALLENDE

O Blog de Esquerda criticou a Coluna por ter publicado um e-mail de Cláudio Tellez onde este criticava Salvador Allende. O Cláudio, cuja família é Chilena, não se acanhou e continuou a demolição do mito Allende. Vale a pena ler (sigam o link acima). O Cláudio fala com conhecimento de causa.



 
ALEXIS DE TOCQUEVILLE: SOBRE A RELIGIÃO

"I doubt whether man can ever support at the same time complete religious independence and entire political freedom. And I am inclined to think that if faith be wanting in him, he must be subject; and if he be free, he must believe...

...the Catholics of the United States are at the same time the most submissive believers and the most independent citizens.
"

Alexis de Tocqueville, "Democracy in America", 1835, 1840




 
THE ECONOMIST: SOBRE O CONSELHO DE SEGURANÇA

"Two myths have taken hold in the course of this debate. One is that by not ceding sovereignty to the Security Council America, Britain and other allies would thereby be destroying the multilateral system of an international rule of law that was set up in 1945. Another is that somehow the Security Council confers legitimacy on international decisions in the same way as a national parliament does for domestic ones.

Yet no such system has ever operated, thanks largely to the reflexive vetoing used by the Soviet Union during the cold war. The Security Council has authorised the use of force on just three occasions: Korea (1950), Iraq (1991) and Afghanistan (2001). All other wars and interventions have occurred, rightly or wrongly, outside the UN's purview. America is now accused of unilateralism by virtue of its threat to bypass the UN if necessary. Yet it is being supported by, among others, Britain, Spain, Italy, Australia, Japan, Kuwait and ten countries from central and eastern Europe.
"

[Nota: A intervenção na Coreia ocorreu porque a União Soviética se retirou temporariamente do Conselho. O 1º presidente Bush fez saber que a intevenção no Kuwait e no Iraque em 91 ocorreria independentemente da decisão do conselho de segurança. A resolução do Afeganistão foi tomada porque se encontrava na Casa Branca um cowboy, iletrado, ignorante, unilateralista, imperialista, da extrema-direita, que até acredita em Deus...]

"The Security Council, by contrast, may have the backing of the 1945 UN Charter, but it consists merely of 15 countries, among whom three—Britain, France and Russia—hold permanent, veto-wielding seats yet plainly are a lot less important in 2003 than they were in 1945."

[Nota: E já agora, a China invadiu o Tibete e ainda de lá não saiu. Em 89 enviou tanques contra manifestantes. Há dois anos disparou uns quantos mísseis para as águas territorias de Taiwan para tentar influenciar a eleição presidencial.

A Síria domina imperialmente o Líbano e apoia os terroristas do Hamas.

A Rússia tem cumprido a convenção de Genebra na Chéchénia.

Angola é um país democrático onde se respeitam os direitos civis e políticos. Os Camarões e a Guiné também devem ser democracias. O Paquistão idem. Dêem uma voltinha pelo site do Human Rights Watch.

A França e a Alemanha são tão livre-cambistas que se transformaram em grandes parceiros comerciais do Iraque. Ambos os países fizeram substituir o inspector Ralf Ekeus - que produziu resultados e que foi por isso expulso do Iraque -, pelo sr. Blix. Justificação: É uma pessoa mais do agrado do sr. Saddam. A França interviu unilateralmente na Costa do Marfim.

Para além do 'império' e dos seus vassalos sobram o Chile, o México e a Bulgária.]










 
ARTES & LETRAS

"Just because we're actors isn't any reason to give us a voice on these issues [guerra no Iraque] more than anyone else."

Bruce Willis



 
AINDA O VATICANO

Ontem à noite ouvi (ou li) na TV que o Vaticano tinha emitido uma declaração em que condenava as pressões exercidas sobre pequenos países membros da conselho de segurança. As pressões não devem ser maiores que a capacidade de resistência desses países, teria ensinado o Vaticano. Os jornalistas interpretaram esta informação como uma crítica aos EUA e ninguém os desmentiu. É triste que não tivesse sido emitido declaração semelhante contra a chantagem que Chirac tentou fazer com os países de leste; ou aquando do périplo africano do sr. De Villepin [mas porque é que não cortaram a cabeça a todos os nobres em 1789 ? ;) ) . Já para não falar da 'pressão' exercida pelo Iraque sobre o 'pequeno' Kuwait em 90.

Parece-me, também, que o conselho romano revela um entendimento idealizado do funcionamento do conselho de segurança. Caso os países do conselho de segurança votassem independentemente do seu interesse nacional, antes tendo em conta apenas os princípios da carta da ONU e a paz e segurança no Mundo, eu até poderia concordar que este tipo de pressões seriam ilegítimas. Mas não é isto que acontece, pois não ? A eleição de um pequeno país para o conselho de segurança é uma oportunidade para obter vantagens económicas, financeiras, militares e políticas. Neste contexto, eu diria que quanto mais pre$$ionado$, mais felizes se sentirão estes países.




 
O PAPA E A GUERRA DO GOLFO (a 1ª) (no Opinionjournal)

"In his otherwise positive biography of the pope, George Weigel notes that the pontiff struck an "almost apocalyptic" note in the run-up to the war provoked by Iraq's 1990 invasion of Kuwait. Today the Vatican argues that no war against Iraq can be just without the imprimatur of the Security Council and an overt act of aggression on Baghdad's part. But back in 1991 we had both--and the Vatican's opposition was equally impassioned."

[Nota: Parece a posição do bloco a que ontem fiz referência (aqui)]

"Certainly there exist legitimate concerns, from the consequences of war for Iraq's Christian minority to the church's reluctance to appear to be sprinkling holy water on what the Islamic militants incessantly refer to as latter-day "crusaders."

But as America's archbishop for military services, Edwin O'Brien, reminded his priests in a recent letter, the catechism says that "the evaluation of these conditions for moral legitimacy belongs to the prudential judgment of those who have responsibility for the common good"--that is, to lay authorities and not clerical leaders. Can anyone honestly say that the Vatican has communicated this crucial point with anywhere near the force or enthusiasm with which it has communicated its opposition?"

Over the course of a pontificate that helped bring down the Berlin Wall, Pope John Paul II has made his greatest impact with the blazing focus he has brought to moral truths and teachings. As long-time admirers of his, we are thus saddened to watch these principles, advertently or not, being clouded rather than clarified.
"


P.S. O Vaticano também afirmou que o Papa não é pacífista visto ter apoiado a intervenção na Bósnia para proteger as populações contra os genocidas de várias cores. Mas isto levanta-me uma dúvida: qual é a diferença entre a Bósnia e o Iraque ? Será que a ameaça de genocídio era mais clear and present ? Talvez...
A propósito, a intervenção na Bósnia também foi preventiva.



 
ARTIGO DE GARY BECKER SOBRE O PETRÓLEO E A GUERRA NO IRAQUE

Artigo do prémio Nobel da Economia Gary Becker, professor na Universidade de Chicago e mentor dos Chicago Boyz (Becker é o 4º a contar da esquerda (!)). Traduzido pelo Cláudio Tellez.



 
BREVE APONTAMENTO

Vou escrever mais um blogmonster sobre a Disposição Liberal, algo que já estava prometido aos meus milhares de leitores, e depois tiro uma folgazita. Sinto-me cansado...é difícil argumentar (?) com a Coluna infernal...vive l'empereur, vive l'empereur...um gajo ouve o grito de guerra, acanha-se, tem medo e começa a pensar na vida...Quando é que desembarcarão os exércitos ingleses ?





 
LIBERALISMO E CRISTIANISMO

Preparava-me eu para iniciar outra gloriosa sexta-feira, gozando por antecipação as delícias do fim-de-semana, quando deparo com a seguinte troca de e-mails entre o Cláudio Tellez e a Coluna Infame:

Perguntou o Cláudio: "É possível ser Liberal e Ateu ao mesmo tempo ?

Respode a conservadora e Oakeshotiana Coluna Infame: "Eu diria que para ser liberal até convém ser ateu, ou ao menos agnóstico". A Coluna discorre depois sobre este tema com o brilhantismo quasi-literário pelo qual é reconhecida aquém e além mar nas terras de Vera Cruz.

Ao ler esta troca de e-mails, vi os pilares sobre os quais se suportam as minhas convicções mais profundas desmoronarem-se no meio de um fragor apocalíptico. Tomado por uma depressão galopante, arrumei a secretária, desliguei o computador, escrevi uma mensagem de despedida em versos alexandrinos e carreguei sobre a janela do gabinete disposto a transpor a barreira entre a vida e a morte e a misturar os meus despojos mortais com as pedras da calçada, o BMW da admnistração e algum cócó de cão !

De repente - 'Damn it' -, as janelas estão soldadas às paredes ! Procuro ansiosamente uma alternativa, mas novamente a desilusão: é impossível enforcar-me num candeeiro porque os candeeiros estão encastrados no tecto. Depois de muita raiva e ranger de dentes - e arrependido por ter utilizado todo o meu stock de '605 Forte' no último jantar de Natal da organização -, finalmente descubro uma solução: Procurarei ingerir a maior quantidade possível de açúcar e gordura durante os poucos anos de vida que me restam; e não voltarei a fazer dieta e exercício !

Firme nesta minha decisão, sento-me de novo à secretária, abro o computador e assoou-me aos versos alexandrinos.

De repente, quase providencialmente, dou de caras com a History of Freedom, de Lord Acton (as paredes do gabinete estão cobertas com posters do Schumacher e do Agassi e com citações do Hayek e do Lord Acton). Lord Acton, que era Católico e Liberal Clássico, considerava que o fundamento das suas ideias políticas eram as suas convicções religiosas. Lord Acton considerava também que a Constituição Americana era 'o fim da história' (mais ou menos).

Confortado com a leitura da History of Freedom, reli a mensagem da Coluna Infame, apercebendo-me, então, que a definição do Liberalismo subjacente é essencialmente marcada pelo pensamento e a sistematização dos liberais 'modernos' (rawls e cª).

Mas esperem, descubro novo argumento: afinal é o catolicismo que é incompatível com o liberalismo. O Protestantismo, esse sim sim, é compatível. Começo a equacionar uma conversão, mas depois lembro-me da crítica histórica (e factual) de Hugh Trevor-Rope às teses de Weber. Afinal parece que não vou ter que me converter.

Volto a reler a mensagem da Coluna Infame e julgo detectar um leve preconceito contra a ciência económica. Aliás, este preconceito serve igualmente de argumento a favor da tese de divórcio entre catolicismo e liberalismo. De novo, começo a maldizer a soldadura das janelas, mas de repente lembro-me do "Espírito do Capitalismo Democrático" e da "Ética Católica e o Espírito do Capitalismo", ambos de Michael Novak (ver recensão aqui). E lembro-me dos artigos de George Weigel e do Frade Neuhaus sobre a liberdade económica. E lembro-me de todo o trabalho desenvolvido pelo Centre for Economic Personalism do Acton Institute. E lembro-em da encícilica Centesimus Annus, muito influienciada pelo pensamento de Novak e de...Hayek (ver artigo de Neuhaus aqui).

Por descargo de consciência, vou rever os escritos do Acton Institute onde descubro o artigo "Catholic and Classical Liberal or Why I am not a Modern Liberal, Conservative, or Libertarian".

That settles it...Posso estar enganado, mas pelo menos estou em boa companhia.


Mas lembro-me, de repente, de uma objecção 'histórica': então não foram os liberais franceses e portugueses que queriam enforcar o último cura nas entranhas do último nobre e que ostentavam com orgulho o cognome de 'mata-frades' ?

Sou salvo por mais uma citação colada na parede, desta vez de Hayek - que era agnóstico:

"The feature...which greatly distinguished the type of liberalism predominant on the Continent from the British one was from the beginning what is best described as its free-thinking aspect, which expressed itself in a strong anti-clerical, anti-religious and generally anti-traditionalist attitude. Not only in France, but also in the other Roman Catholic parts of Europe, the continuous conflict with the church of Rome became indeed so characteristic of liberalism that to many people it appeared as its primary characteristic."

Só para ter a certeza, vou ler a Catholic Encyclopedia, onde entre condenações de vários tipos de liberalismos se lê (aqui): "Liberalism may also mean a political system or tendency opposed to centralization and absolutism. In this sense Liberalism is not at variance with the spirit and teaching of the Catholic Church. "

EM CONCLUSÃO: O Liberalismo esteve historicamente ligado ao cristianismo. O cristianismo e o liberalismo não são incompatíveis. O mesmo se diga do catolicismo.

Como o liberalismo é teoria política tem essencialmente a ver com o exercício do poder político. Por essa razão, é possível chegar ao liberalismo vindo de várias proveniências: utilitarismo, ciência económica, jus-naturalismo e filosofias variadas e também partindo da religião, nomeadamente a religião católica.

Mas concordo com duas coisas que li nas mensagens acima referidas:

- "Os marxistas, pelo menos os de carteirinha, são ateus." É verdade. Afinal, a religião é o ópio do povo;
- "É mais difícil conceber um conservador ateu". Também concordo tendo em conta que a religião e a Igreja Católica são 'arranjos sociais' que têm resistido ao teste do tempo. E por isso essa história do conservadorismo pluralista tem que ser muito bem explicada...


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Já leram as minhas críticas ao conservadorismo da Coluna (aqui e aqui) e a o meu post sobre Política e Religião (aqui) ? Claro que não...é só para chatear.



 
EM CASA DE FERREIRO, ESPETO DE PAU OU MAIS UM DOUBLE-STANDARD (via Samizdata)

Os nossos amos da Comissão Europeia inspeccionam e criticam as contas nacionais dos Estados-Membro e querem impor às empresas comunitárias altos padrões contabilísiticos e de gestão.

No entanto, parece que tem tido alguma dificuldade em gerir o nosso dinheirinho de forma honesta e transparente:

The European Commission's handling of the EU's €96bn ($106m) budget has been the subject of a fierce attack by its own internal audit chief, raising new questions about whether the 2001 accounts will be signed off by members of the European parliament next week...Jules Muis lambasted the Commission's "rudimentary" accounting control systems and claimed the final accounts left it open to "a high level of reputational risk"”.

E conclui o Samizdata:

"corruption is hardly the sole preserve of corporations. And surely there are few more corrupt institutions that the European Commission...But whereas businessmen at Enron and elsehwere were swiftly brought before the courts, it seems that corruption in the bureacracy of the EU is proving much tougher to clean up."

Isto faz-me lembrar a célebre citação de Milton Friedman (aqui).

Ou como diz o EconLog, tentando resumir os ensinamentos da escola da ‘Public Choice’, “The [left wing] mantra is that the market fails. The free market mantra is that government fails worse. And I think the weight of empirical evidence is on our side.”.




Quinta-feira, Março 13, 2003
 
Caro Statler,

A minha mensagem sobre a esquerda democrática não pretendia de forma nenhuma responder a dúvidas dos marretas. Dúvidas, aliás, inexistentes, como a mensagem original deixa a entender. Foi só uma oportunidade para 'amandar' mais umas marretadas a quem delas necessita.

Um abraço e Valete Fratres !





 
POEMA CONTRA A BARBÁRIE !!!

O Eduardo Cintra Torres propôs que os frequentadores da Coluna Infame enviassem "poemas ou versos que encontrem a favor da guerra." (aqui).

Enviei o meu humilde contributo, mas este, infelizmente, não foi publicado. Foi o Blog de Esquerda que acabou por fazer referência a esta minha incursão pelo mundo das artes & letras [Muito agradecido, meus amigos. O facto de eu, ultimamente, vos chamar Comuna Infame, é apenas mais uma tentativa frustrada de fazer humor, O.K.?]

Bom, mas aqui vai, novamente, o meu modesto contributo para o esforço de guerra (quem dá o que tem, a mais não é obrigado - vejam aqui):

[Dedicado a George W. Bush]

Todo começo é involuntário.
Deus é o agente.
O herói a si assiste, vário
E inconsciente.

À espada em tuas mãos achada
Teu olhar desce.
"Que farei eu com esta espada?"
Ergueste-a, e fez-se.

Fernando Pessoa in Mensagem



Disclaimer: Leia este post.




 
A NOVA ORDEM MUNDIAL PÓS-GUERRA NO IRAQUE

"Either the EU, an essentially economic arrangement, will develop its own defense organization, as the European advocates of multipolarity argue; or NATO, a defense organization, will grow an economic counterpart in the form of NAFTA, as the Atlantic advocates of unipolarity advocate. In the former case, the West will divide — and the world will be a forum for diplomatic maneuvering between several major blocs espousing different economic and political philosophies; in the latter, a more or less united West will dominate world institutions — which will accordingly reflect its liberal philosophy of free trade, free markets, democratic institutions, and human rights."

Desde o início deste blog que defendo esta segunda solução. Hayek defendeu uma solução semelhante em 39. Thatcher também defende algo semelhante. A Heritage Foundation tem defendido ideias semelhantes.

De qualquer forma, parece-me que qualquer das opções é melhor que a actual realidade.

[Este post é uma manifestação do meu entusiasmo liberal por receitas liberais para os problemas que afligem o Mundo. Peço desde já desculpa aos amigos conservadores].






 
A ESPOSA DA VOZ QUER CORTAR-LHE O PIO

Manifesto a minha total solidariedade para com a Voz do Deserto e informo que também eu fui sujeito aos esforços insidiosos destas herdeiras de Eva para nos afastarem do Caminho.

Um conselho siciliano - faça-lhe uma oferta que ela não possa recusar:

- Um passeio bucólico ao fim-de-semana;
- Um passeio consumista por lojas de roupa (sapatarias também dão resultado);
- Umas férias num qualque areal branco à beira-mar para lá meridiano de Greenwitch;
- Jóias;
- O seu braço direio;

Caso nada disto resulte, conheço um talho que vende carne de cavalo onde lhe podem arranjar uma cabeça de cavalo em estado razoável.


P.S. O.K. A metáfora não saiu muito bem. Podia ter utilizado Salomé / Caminho ou Eva / Jardim. Como habitualmente, escolhi a pior solução.
P.S.2 Está bem, a referência ao talho e à carne de cavalo também não é muito elegante. E falar da Sícilia, terra dos mafiosos mas que são também bons Católicos (!), ao amigo Voz do deserto que é Calvinista, não revela grande tacto. Pensando bem, deveria ter ficado pelo primeiro período da primeira frase.





 
NO DIÁRIO DE NOTÍCIAS: A IMPARÁVEL LÓGICA DO BLOCO

"Durão Barroso, vindo de uma voltinha pela Europa, aterrou de madrugada em figo Maduro, e tinha à sua espera um amontoado de jovens do Bloco de Esquerda. Um deles, entusiasmado com o microfone, disse:«Já chegámos a este ponto, em que tudo vale. Nós somos contra a guerra seja qual for a decisão do conselho de segurança, mas achamos que é escandaloso [Durão] vir dizer uma coisa destas e [apoiar os EUA] contra o direito internacional.»

[Diz o jornalista do DN] Expliquem-me: se para o Bloco a opinião da ONU não conta, porque é que exigem que Durão a respeite?"
`

Lógicas que o anti-americanismo da extrema-esquerda tece.




 
O Blogue dos Marretas e a esquerda democrática

Os velhotes do camarote acordaram de repente e lembraram-se de perguntar se existiria uma esquerda democrática.

É claro que existe uma esquerda democrática. Olhem o Tony Blair, por exemplo.

Estas dúvidas são resultado da corrupção de linguagem introduzida pela extrema-esquerda que mudou de nome e passou a querer chamar-se simplesmente 'esquerda' (como p.ex. em Bloco de 'Esquerda').

É claro que as implicações disto são claras: se a extrema-esquerda passou a ser a esquerda, a esquerda passou a ser o centro, o centro passou a direita, a direita passou a ser a extrema-direita e a extrema-direita passou a ser...?!?!? Bom, não sei o que é que eles passaram a ser, mas a Coluna Infame informa que os comunicados da extrema-direita são estranhamente parecidos com os do Bloco 'de esquerda' (aqui). Os extremos tocam-se.


[PUBLICIDADE SUBLIMINAR ANTI-COMUNISTA PRIMÁRIA]
(Se calhar não é assim tão subliminar, mas a CIA deixou de me fornecer apoio audio-visual - questões de orçamento)

A propósito, já leram as citações do J.-F. Revel que eu a muito custo copiei para este blog (aqui) ? E o post sobre Estáline e o Comunismo (aqui) ?



 
CRISE DE VALORES

E chegou o dia 13 e nada de bombardeamentos (é por isso que eu nunca ganho o totoloto).

Já nem no complexo militar-industrial americano se pode confiar...

É o total descrédito das instituições, é o desmoronar dos pilares que sustentam a nossa civilização !!!





 
JEAN-FRANÇOIS REVEL E A EXTREMA-ESQUERDA

"...a esquerda vermelha ou a 'esquerda da esquerda' oferece o caso paradoxal de um elitismo que se poderá qualificar de populismo. Com efeito, os principais inspiradores desta corrente pertencem à alta intelligentzia e mesmo à alta nobreza universitária...Privilegiados, invulneráveis, são subsidiados vitaliciamente, em troca de muito pouco trabalho, pela sociedade que querem destruir...A ultra esquerda permanece com efeito limitada ao mundo intelectual...o populismo são as ideias sumárias, as afirmações gratuitas, os factos distorcidos ou grosseiramente caricaturados, a acusação contra todos os opositores, a arte de fazer o seu público seguidista pastar na noção de que está a ser vítima de uma conspiração dos 'senhores do Mundo'...

A extrema-esquerda, que é tanto mais vísivel quando mais isolada está, deixou de ser uma corrente mergulhada na esquerda do governo, pois esta professa ideias reformistas que eram de direita há 20 anos. A extrema-esquerda beneficia desse efeito óptico que faz aumentar as ilhas na maré baixa, quando o mar se retira...ela congregou os nostálgicos de um pensamento arcaico...é preciso fazer pagar os ricos, impedindo-os completamente de ganhar dinheiro, os jornalistas são sem excepção lacaios do grande capital e do poder político e o fracasso do comunismo internacional não provou que este era um mau sistema...Na falta de corpo eleitoral, a sua força de choque ou o que dela resta provém quase exclusivamente de uma fortaleza anichada no seio do meio intelectual e dos jornais que a defendem...Qual é a mensagem ? ...a mais antiga vulgata marxista...é preciso destruir o capitalismo; a imprensa e os outros meios de comiunicação estão vendidos ao 'pensamento único' neo-liberal; uma conspiração...amordaça a extrema-esquerda...restabelecer a crença segundo a qual o marxismo continua verdadeiro e que o comunismo não era mau...

A intolerância de um grúpusculo intelectuais...acaba por impregnar o baixo clero da intellingentzia...a pequena burguesia do Estado.
"

J.-F. Revel in "A Grande Parada - Porque sobrevive a utopia socialista", pp. 269-282



 
O 11 DE MARÇO e o...12 DE MARÇO

1. O Blog dos Marretas (aqui) e o Intermitente (aqui) lembraram o 11 de Março de 1975. A Coluna não chegou muito rapidamente, mas quando chegou foi em força (aqui).

2. As minhas memórias destes acontecimentos não são muito nítidas e misturam-se com memórias de outras datas célebres desses anos: lembro-me de alguns aviões de combate a sobrevoarem a escola (que ficava relativamente próxima de um quartel); lembro-me dos meus pais e dos meus tios nos irem buscar à escola mais cedo; lembro-me de uns senhores barbudos a falarem na televisão à hora dos desenhos animados; e lembro-me de a minha mãe armazenar comida nuns armários da cozinha. Alguns meses depois, essa comida teve que ser consumida. Lembro-me em particular de uns frascos de doce de laranja. Quem sabe se a culpa do meu excesso de peso não foi do 25 de Abril...

3. Bom, mas se vários blogs lembraram o 11 de Março, só este blog lembra o 12 de Março.

Foi no dia 12 de Março que se iniciou o processo de nacionalizações que quase transformou Portugal numa República Socialista Soviética.

De facto, existe grande semelhança entre os planos do governo da altura e a proposta de Marx e de Engels exposta no Manifesto do Partido Comunista (se não quiserem passar vergonhas, desliguem o som):

"O proletariado servir-se-á da sua supremacia política para arrancar pouco a pouco, todo o capital à burguesia, para centralizar todos os instrumentos de produção nas mãos do Estado, isto é, do proletariado organizado em classe dominante e para aumentar o mais depressa possível a quantidade das forças produtivas.

Isto só poderá fazer-se, naturalmente, ao princípio, com uma violação despótica do direito de propriedade e do regime burguês de produção, ou seja, com medidas que, economicamente, parecem insuficientes e insustentáveis, mas que, no decurso do movimento, se ultrapassam a si próprias e são indispensáveis como meio de transformar todo o modo de produção. ...poderão, geralmente, ser aplicadas as seguintes medidas:

1. Expropriação dos latifúndios e aplicação da renda fundiária nas despesas do Estado.
2. Imposto fortemente progressivo.
3. Abolição da herança.
4. Confiscação dos bens de todos os emigrados e rebeldes.
5. Centralização do crédito nas mãos do Estado, por meio de um banco nacional, cujo capital pertencerá ao Estado e que gozará de um monopólio exclusivo.
6. Centralização nas mãos do Estado de todos os meios de transporte.
7. Multiplicação das manufacturas nacionais e dos instrumentos de produção; arroteamento dos terrenos incultos e melhoramento das terras cultivadas, segundo um plano de conjunto.
8. Trabalho obrigatório para todos; organização de exércitos industriais, particularmente para a agricultura.
9. Combinação do trabalho agrícola e do trabalho industrial; medidas tendentes a fazer desaparecer gradualmente a distinção entre a cidade e o campo.
10. Educação pública e gratuita para todas as crianças. Abolição do trabalho das crianças nas fábricas tal como é praticado hoje em dia. Combinação da educação com a produção material, etc.
"

Conseguiram de facto destruir o 'sistema burguês de produção'. E as consequências desse 'feito' ainda hoje nós as sofremos.



Quarta-feira, Março 12, 2003
 
NOTÍCIAS DA FRENTE

1. Os EUA publicitam intensamente o teste de uma super-bomba capaz de destruir o mais bem protegido bunker subterrâneo. É um aviso claro a Saddam. Estarão os americanos a tentar que Saddam escolha o exílio ?

Enquanto isso, o Vaticano desmente a participação em manobras diplomáticas destinadas a exilar Saddam Hussein e assim evitar a guerra (aqui). É claro que as notícias sobre este tipo de manobras diplomáticas são sempre desmentida pelos envolvidos.

2. O Canal Fox News resume as recentes manobras do Vaticano contra a guerra (aqui). A mesma fonte, lembra a oposição do Papa à primeira guerra do Golfo.

Será o objectivo do Vaticano essencialmente político? A questão moral servirá apenas de arma de arremesso? Um artigo da agência Ecclesia não ajuda a afastar estas suspeitas (aqui). O que estará em causa será evitar uma 'guerra de civilizações'.

3. O opinionjournal revela um episódio passado entre o emissário do Papa e Saddam, revelador da personalidade e do estado de espírito do ladrão de Bagdad (aqui):

"When Saddam Hussein met with papal emissary Cardinal Roger Etchegaray in Baghdad a few weeks ago, the Iraqi dictator responded to questions about why he wasn't cooperating with United Nations weapons inspectors by drawing a long knife. Holding it for the cardinal to see, he ran his finger along the sharp edge of the blade--it was an obvious gesture at intimidation."

4. As dificuldades internas sentidas por Blair levam os americanos a afirmar que, se necessário, farão a guerra sem o apoio das tropas inglesas. Bush já terá feito saber a Blair que, mais importante do que o apoio na questão do Iraque, é a manutenção de Blair, aliado dos EUA, como 1º ministro do Reino Unido (aqui).

5. Quanto às manobras no conselho de segurança, às declarações de Sampaio e à suposta inconstitucionalidade do apoio do governo português aos EUA, argumentos já desmontado pela Coluna Infame e pelo Intermitiente (aqui e aqui),
parecem-me questões (e personagens) completamente irrelevantes. Não vale a pena perder tempo com elas.

6. Enquanto isso, o apoio da opinião pública americana às posições do Presidente Bush vai aumentando (aqui).



 
UM DOS MEUS FILÓSOFOS FAVORITOS SOBRE AS ARTES & LETRAS

Marge Simpson: It's not like you go to museums or read books or anything.

Homer Simpson: You think I don't want to? It's those TV networks, Marge: they won't let me. One quality show after another, each one fresher and more brilliant than the last. If they only stumbled once, just gave us thirty minutes to ourselves, but they won't! They won't let me live !




 
PRÉMIOS STALIN

Recebi várias mensagens sobre os prémios Stalin.

Um leitor recorda que entre os galardoados com os prémio Stalin da Paz se encontra Nelson Mandela. Parece que o prémio foi atribuido nos anos 50, mas que Mandela só recebeu o prémio na década de 90 na embaixada da Rússia na África do Sul. Esta informação surgiu aquando das muito publicitadas declarações de Mandela sobre a inteligência do Presidente Bush e a sua relação com a guerra no Iraque.

O Intermitente enviou-me a lista dos galardoados com os prémios Stalin da Música. Mas adverte: "Atenção que o facto de terem recebido prémios Stalin não implica que sejam artistas menores e muitos deles (os compositores soviéticos) eram coagidos a fazer música do agrado de Stalin (como é o caso de Shostakovitch)", e recomenda a leitura deste artigo.


Pelos vistos, esta minha incursão pelo mundo das artes não foi muito bem sucedida.

O melhor é ir almoçar.




 
PABLO NERUDA: UM POEMA (via The Corner)

Como a maior parte da Blogosfera portuguesa (pelo menos aquela que eu conheço), é muito dada às artes&letras, eu decidi juntar-me ao rebanho.

Apresento de seguida um poema do grande poeta Pablo Neruda. Este poema foi escrito por altura da morte de Estaline.

[Dedicado especialmente ao jovem Bernardino]

"To be men! That is the Stalinist law!
…We must learn from Stalin
his sincere intensity
his concrete clarity
…Stalin is the noon,
the maturity of man and the peoples.
Stalinists, Let us bear this title with pride.
…Stalinist workers, clerks, women
take care of this day!
The light has not vanished.
The fire has not disappeared,
There is only the growth of
Light, bread, fire and hope
In Stalin’s invincible time!
…In recent years the dove,
Peace, the wandering persecuted rose,
Found herself on his shoulders
And Stalin, the giant,
Carried at the heights of his forehead.
…A wave beats against the stones of the shore.
But Malenkov will continue his work."


P.S. A obra de Pablo Neruda foi galardoada internacionalmente. Entre outros prémios, recebeu um 'Prémio Estaline' (versão comuna dos Nobel. Apesar de os prémios Nobel...não vale a pena.)

P.S.2 A propósito, alguém sabe se existe na Internet uma listagem dos vencedores dos prémicos Estaline ? Suspeito que seria uma leitura interessante.




 
ROMANO PRODI: STATE OF THE UNION (?) SPEECH

"What Europe do we want? What project are we aiming for? I cannot be content with a "super-market", or some sort of large Single Market."

Porque não ?

" Do we want to build a true political area that allows us to affirm and defend our principles and our values on a world scale? "

Não.
Em particular porque, como a actual crise revela, não temos princípios e valores comuns. Nem temos uma escala mundial...

"We cannot go on with this "European schizophrenia" that consists in expecting the Union and the integration process to provide prosperity and development while relying on the United States to guarantee our security?"

A esquizofrenia consiste em reconhecer que a segurança da UE depende dos EUA e mesmo assim pretender construir um super-estado europeu anti-americano.






 
VASCO GRAÇA MOURA: Estaline e lumpenfolclore

"Por cá, o estalinismo mantém-se como atitude mental e já não apenas na velha guarda do PCP: a própria juventude se debate em dramas íntimos excruciantes, por ter dúvidas sobre se a Coreia do Norte não será uma democracia...É esta família, amargurada pelo descalabro da ditadura do proletariado e da luta de classes como motor da História, que assume agora virtuosamente o pacifismo anti-norte-americano. Dados os antecedentes genéticos e as fidelidades psicossomáticas, com ela não vale a pena perder-se o latim a discutir este ponto."

[Nota: De facto, já ninguém lhes presta muita atenção. Excepção feita aos deslizes bernardianos.]

"A extrema-esquerda é o lumpenfolclore dos drogados no ódio demencial à democracia e cultiva o piercing repugnante da violência sob as tatuagens farfalhudas do pacifismo."

[Nota: Uhau. Ainda estou a processar este parágrafo. But I like it.]

"A extrema-esquerda é fascista e totalitária: conta-se entre os melhores aliados dos terrorismos basco, palestiniano e islâmico. Explora as fragilidades da democracia para a destruir sem olhar a meios. Vive da vocação patológica para a perseguição inquisitorial e para a ignomínia. Não quer a liberdade, mas a sevícia implacavelmente infligida aos adversários. Não quer a justiça, mas a suspeição permanente e o justicialismo expeditivo. Não quer o desenvolvimento, mas o miserabilismo atroz e revoltado. "

[Nota: toda a gente sabe que a extrema-esquerda defende ideologias totalitárias; que apoia a violência e o terrorismo político; que quer substituir a democracia 'burguesa' pela democracia da 'rua'. Mas não é todos os dias que alguém grita que o Rei vai nu.]

"Os seus líderes têm a insolência febril e a vibração histérica na voz dos Torquemadas desclassificados."

[Nota: Hehehehehe]

"Com gente desta não se trata. É uma questão de higiene moral e de profilaxia política. Não espanta que haja umas baratas tontas dispostas a aparar-lhe o jogo. O que surpreende é que haja pessoas decentes e dignas que o façam."

[Nota: O que me leva a questionar a sua decência e dignidade].

[PUBLICIDADE E AUTO-PROMOÇÃO DESCARADAS]
A propósito, já leram o meu post sobre o Estáline e o comunismo (aqui) ?




Terça-feira, Março 11, 2003
 
IMPACTO DA IMIGRAÇÃO EM PORTUGAL NAS CONTAS DO ESTADO

"Apesar de muitas vezes se associar a presença das comunidades estrangeiras em Portugal, ou noutro qualquer país, prevalentemente a situações de parasitismo social, como se de um fardo se tratasse, há aparentemente um benefício líquido para as contas do Estado."

Estudos realizados noutros países - p.ex. nos EUA (aqui) -, chegam ao mesmo tipo de conclusões. Aliás, vão mais longe: a imigração tem um impacto positivo sobre a economia como um todo.





 
MILTON FRIEDMAN: Basic Rules of Human Nature

"When a man spends his own money to buy something for himself, he is very careful about how much he spends and how he spends it. When a man spends his own money to buy something for someone else, he is still very careful about how much he spends, but somewhat less what he spends in on. When a man spends someone else's money to buy something for himself, he is very careful about what he buys, but doesn't care at all how much he spends. And when a man spends someone else's money on someone else, he doesn't care how much he spends or what he spends it on. And that's government for you."

Milton Friedman






 
ALGUNS COMENTÁRIOS SOBRE AS RECENTES MENSAGENS DE JPC NA COLUNA

[As mensagens de JPC a que faço referência encontram-se aqui.]

1. DA minha leitura das mensagens de JPC, concluo que o objectivo do seu conservadorismo “impedir extremos de sofrimento e permitir que os indivíduos possam, em paz e segurança, prosseguir os seus próprios fins de vida pela manutenção dos arranjos sociais que sobreviveram ao teste do tempo”; “os arranjos que, sobrevivendo aos testes do tempo, se revelam úteis e bons”.

Portanto, existe no pensamento de JPC uma componente evolucionista que equaciona o útil e o bom com aquilo que sobrevive ao teste do tempo. Os arranjos sociais que sobrevivem ao teste do tempo são bons.

Por outro lado, JPC quer conservar estes arranjos.

Mas será que estes arranjos não continuarão a evoluir de acordo com as circunstâncias ? Parece-me que sim. E neste caso, parecer-me-ia mais adequado defender ou proteger o processo espontâneo de evolução dos arranjos sociais contra quaisquer engenharias sociais, e não esses arranjos específicos. Esta minha 'receita' parece-me mais compatível com uma ordem nomocrática.

Estou certo ou estou errado ?

Ainda a propósito, esta tentativa de conservar arranjos específicos levanta a questão de saber quem identifica os arranjos sociais que devem ser protegidos . E já agora, quando falamos de ‘tempo’ estamos a falar de que intervalo de tempo ? Será que 50 anos de Welfare State justificam a sua classificação como ‘arranjo social que sobreviveu ao teste do tempo’ ? E 70 anos de comunismo na Rússia ? E centenas de anos de escravatura ?


2. JPC refere, igualmente, que esses arranjos seriam protegidos da forma que as circunstâncias o exigissem. E por essa razão, os conservadores hierarquizam e combinam de forma diferente valores diversos consoante as circunstâncias. No séc. XIX valorizavam a tradição e a hierarquia, no séc. XX alguns valorizaram a Liberdade (e por essa razão a aliança com os Liberais Clássicos).

Mas isto leva-me a perguntar o seguinte: em alguma situação ou circunstância particular seria possível conceber que este conservadorismo defendesse valores políticos colectivistas ?


3. Outras questõezitas sobre o Liberalismo (comentário produzidos na óptica do conservadorismo Clássico).

a) Em certos momentos, o leitor poderá concluir que JPC considera que, para os Liberais, a Liberdade é o valor absoluto (não digo que JPC alguma vez tenha querido dizer isto).

Gostaria de afastar esta supeita. Para os Liberais a Liberdade é o valor político absoluto. Liberal não quer dizer libertino.Creio que os Liberais subscreveriam as seguintes palavras de Lord Acton:

Liberty in not a means to a higher political end. It is itself the highest political end. It is not for the sake of a good public administration that it is required, but for security in the pursuit of the highest objects of civil society, and of private life."

É claro que os Liberais defendem que é a Liberdade (negativa) o valor primeiro que deve orientar a utilização do poder coercivo do Estado. Numa sociedade em que o poder político se subordine a este princípio, existirá “uma abertura necessariamente plural para os diferentes valores” e encontrar-se-á protegido o processo evolutivo que determinará os arranjos sociais.

b) A certa altura, JPC diz:

Um liberal dirá, pelo contrário, que só a Liberdade possibilita uma vida feliz, ou seja, uma vida sem a presença do sofrimento - ou, se preferirem, sem a presença do Mal.”.

Creio que esta posição não será de forma nenhuma consensual entre os Liberais. Talvez a maioria defenda que a Liberdade é imprescindível para a 'procura da felicidade' (lembram-se da fórmula da Declaração da Independência ?).

E ao contrário do que JPC refere, todos os Liberais Clássicos defendem isto:

...ao aumentarmos a liberdade, estamos conceptualmente a aumentar a possibilidade do Mal ocorrer.

Aliás, é por isso que os Liberais atribuem ao Estado as funções de defesa da ordem pública.

O que os Liberais também reconhecem é que muito males são provocados por intervenções estatais que restringem a Liberdade individual. E portanto, ao eliminar essas intervenções, elimina-se a causa de alguns males.

c) JPC afirma: “No fundo, um conservador entende que não existem receitas a priori para os diferentes problemas que afectam as sociedades humanas. Cada problema exige uma resposta - e cada resposta pode não passar necessariamente pelo aumento da liberdade individual.

Um Liberal dirá: os problemas da segurança interna e externa que afectam as sociedade humanas são resolvidos atribuindo determinadas funções a uma entidade que se chama Estado. O Estado desempenhará o papel de guarda-nocturno e desempenhará mais meia-dúzia de funções que os cidadãos considerem úteis. A actuação do Estado não deve colocar em causa o seu objectivo último: a defesa da vida, da liberdade e da propriedade.

O Liberal dirá, ainda, que os restantes problemas que afectam as sociedades humanas serão tratados descentralizadamente e subsidiariamente e que qualquer receita estatal terá grande probabilidade de agravar o problema.



 
A POSIÇÃO DO VATICANO:

"...the Vatican has been careful to argue that the coming war is immoral, stopping short of "declaring" it so. That...distinction...recognizes that--as just-war theory spells out--it is President Bush who must bear the moral obligation of defending his nation. The Vatican doesn't carry that burden; its role is to offer advice."

[Nota: Este foi um dos pontos que procurei sublinhar nas minhas duas cartas ao director do Público.]

"That advice, at times, seems to be free flowing...Vatican officials have condemned the war saying it might inflame a billion Muslims against the West. But these objections are political, not moral, arguments. The Vatican has no special standing in making political arguments."

[Nota: A Nota doutrinal sobre a participação dos católicos na pólítica é clara sobre isto. A Igreja não faz política. Ou não devia fazer...Deve ser difícil ser diplomata no Vaticano e não poder exercer o ofício...]

"There is, of course, another moral component that the church is compelled to weigh in judging the justness of this war. Toppling Saddam Hussein's murderous regime would free the Iraq people from systematic oppression, torture and indescribable hardships. "That isn't why [the U.S.] is doing this, of course," religious scholar Michael Novak, who favors liberating Iraq,...there is no denying that would be a side benefit.

When I met up with him, Mr. Novak had recently returned from Rome where he'd debated that this is a just war in front of Vatican officials...He told me that Vatican officials may be staunchly against war, but...they also are taking great care not to declare categorically that the coming war is immoral.

That is about as far as President Bush should want the Vatican to go. Not having the church in favor of invading Iraq helps clarify that this is not a war of religious domination. And a call for all nations to adhere to moral principles can't hurt in the broader effort against terrorism.
"



 
DURÃO BARROSO

"O primeiro-ministro garantiu ontem, preto no branco, que Portugal está preparado para apoiar uma acção militar americana no Iraque, mesmo sem o apoio das Nações Unidas."

Às vezes sinto-me contente por ter votado no Durão.






 
PORTUGAL CITADO NO DRUDGE REPORT

"Portugal is siding with the United States on Iraq because Washington was "Portugal's best way to ensure national security," a Portuguese Cabinet minister said Monday.

Foreign Minister Antonio Martins da Cruz told state radio that if Portugal were attacked, "it would be unlikely France and Germany would come to our rescue.
"

O artigo original está aqui.






 
CONSERVADORES E LIBERAIS: Religião, Moralidade e Política

[A Coluna Infame criticou o puritanismo dos artigos de João César das Neves. Eu respondi (aqui). E a coluna voltou a responder. Os posts de JPC também referem esta questão. Procuro de seguida justificar a minha posição ‘puritana’ mas liberal (!)]

1. Aquilo que não defendo

Sou um partidário dos regimes nomocráticos. Como tal, não defendo a teocracia – que é um regime teleocrático.

Da mesma forma, defendo a separação entre Igreja e Estado correctamente entendida – ou seja como forma de evitar uma teocracia ou o domínio do Estado sobre a Igreja ('Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus'). Não considero que a separação entre a Igreja e o estado implique a expulsão da Religião da ‘public square’, nem considero que a separação entre Igreja e Estado seja a união entre o Estado e o ateísmo ou o agnosticismo.

Justificarei estas posições numa próxima mensagem sobre a ‘disposição liberal (clássica)’ [espero não provocar indisposições aos meus amigos liberais].

Considero, igualmente, que qualquer tentativa de impor pela força - nomeadamente, através do poder coercivo do Estado – determinados valores morais viola a natureza e a dignidade humanas, resultado esta acção num simulacro de virtude. (justificado de seguida, espero).


2. Aquilo que defendo

As minhas ideias sobre esta matéria foram muito influenciadas pela leitura de um livro: “Freedom and Virtue: The Conservative-Libertarian Debate” (ed. George W. Carey). O referido livro reúne um conjunto de artigos e papers que discutem a proposta de fusão entre as duas correntes da direita americana – Libertários e Conservadores. Durante a guerra fria, estas duas correntes aliaram-se e alguns autores propuseram a sua fusão, sendo o principal pomo de discórdia a relação entre Liberdade e Virtude.

Os Libertários, defendiam a completa separação entre Estado e promoção da virtude, na linha de John Stuart Mill em ‘On Liberty’: “the sole end for which mankind are warranted, individually or collectively, in interfering with the liberty of action of any of their number is self-protection. (…) Over himself, over is own body and mind, the individual is sovereign”. Os conservadores, defendiam a posição oposta [Estes conservadores não são Oakeshotianos, é claro]. A sua posição era uma reacção contra os excessos dos anos 60.

O principal advogado do ‘Fusionismo’ – Frank S.Meyer -, formulava a sua proposta de fusão desta duas correntes nos seguintes termos:

a) O Homem vive num universo centrado em Deus e portanto ordenado, sendo o seu objectivo moldar a sua vida de acordo com os preceitos divinos, ou seja, viver uma vida virtuosa. Desta forma, o “Fusionismo” parte do ponto de vista tradicionalista segundo o qual a vida tem um objectivo transcendental.

b) Mas, nesta demanda, o Homem pode apenas socorrer-se de um intelecto falível e de uma vontade fraca (o que L. Brent Bozell designa por pecado original). A sua natureza e apetites são um obstáculo à concretização daqueles objectivo. Uma vida virtuosa exige assim a restrição dos apetites.

c) Esta busca da virtude e a restrição dos apetites só será válida se não for fisicamente coagida por um Estado ilimitado (ênfase libertário), visto que o simulacro de actos virtuosos resultantes da coerção não é virtude. A virtude implica a escolha livre do bem sobre o mal;

d) Por esta razão, a limitação do poder político torna-se o objectivo político fundamental.Desta forma, o Estado existe apenas para evitar as ameaças internas e externas à liberdade dos cidadãos. Esta conclusão é reforçada por um segundo argumento: o reino do apetite é mais destrutivo e os incentivos e oportunidades para o exercer mais abundantes quando é atribuído um poder ilimitado ao homem falível;

[d') E agora o meu contributozito: até agora conclui-se que uma vida virtuosa implica a existência da liberdade (política) no sentido negativo do termo e um estado limitado e nomocrático.

No entanto, gostaria de chamar a atenção para o facto de o contrário também ser verdadeiro: A sobrevivência desse regime nomocrático exige um determinado substracto moral; exige que os cidadãos sejam virtuosos. Essas normas morais mantêm, justificam e defendem as normas do regime nomocrático. No caso concreto das sociedades ocidentais, os valores e a moral tradicional judaico-cristã foram e são um obstáculo ao avanço colectivista e socializante. Este facto foi desde muito cedo reconhecido pelos adversários do Mundo Livre.

Por exemplo, António Gramci, comunista italiano, questionando-se sobre as razões do não cumprimento das profecias marxistas - levantamento violento do proletariado contra a ordem burguesa da Europa -, conclui que o falhanço do comunismo seria inevitável enquanto o povo estivesse debaixo da influência sufocante de 2000 anos de cristianismo. Tornava-se pois necessário cortar as raízes judaico-cristãs das sociedades ocidentais; os principais alvos dos revolucionários passaram a ser os valores tradicionais. O proletariado devia trocar o ópio do povo pelo ópio dos intelectuais. Gramsci, considerando que o tipo de revolução cultural que pretendia impor nunca poderia ser implementada à força, e concluiu que seria necessária uma longa marcha através das instituições da sociedade; um ocupação de espaços, de forma a que os valores cristãos fossem minados e que as pessoas fossem lentamente educadas nos valores da revolução. Pretendia-se ‘revolucionar o senso comum’ e impor uma nova hegemonia cultural.

Grasmsci não viveu o suficiente para ver os frutos da sua estratégia. Foram os seus discípulos alemães da escola de Frankfurt que continuaram a obra. Os neo-Marxistas da Escola de Frankfurt - Max Horkheimer; Theodore Adorno, Herbert Marcuse – desenvolveram a sua teoria crítica, atacando o pensamento lógico (!) e a ciência (!) - considerados como peias totalitárias que impedem o agente de abandonar os padrões fixos da realidade. Em substituição do pensamento lógico e da razão, estes autores propõem o pensamento dialéctico que pelos vistos permite fugir à escravatura da realidade...Como bons marxistras, estes autores sabiam que o pensamento e a ciência tinha os seus alicerces na infra-estrutura da civilização ocidental. Desta forma. Tornava-se necessário seguir o conselho de Gramci e destruir essa infra-estrutura. Para o efeito, a mesma foi atacada e apelidada de racista, sexista, xenófoba, homófoba, anti-semita, fascista e nazi (na altura o adjectivo Liberal não tinha ainda atingido o estatuto do nazismo e do fascismo...) Em particular, as famílias tradicionais, conceito profundamente capitalista e cristão, comandada por um pai autoritário e que, inevitavelmente, produz crianças fascistas e racistas, deveria ser destruída. A família tradicional torna-se assim o inimigo a abater.

Também o regime Nazi pretendeu destruir a moralidade tradicional - leis sobre abort, p.ex. - e promover a destruição do cristianismo substituindo-o por uma 'religiosidade' civil de supostas raízes nórdicas.]

e) [Voltando à formulação original de Frank Meyer] Numa sociedade governada por estes princípios [Estado limitado que não impõe comportamentos morais], é atribuída aos líderes intelectuais e morais - a minoria criativa - a responsabilidade de manter o prestígio da tradição e da razão que permita sustentar a ordem intelectual e moral de que a sociedade necessita para sobreviver.

É por esta razão que considero os artigos de João César das Neves importantes. É necessário que alguém contunue a 'bramar no deserto', dando voz à tradição moral que sustenta o Mundo Livre, e que faça frente aos herdeiros de Gramci, dos neo-marxistas dos relativistas.

Serão estas intervenções intolerantes ? São intolerantes com aquilo que viola a moralidade tradicional. São julgamentos morais. Mas não são intolerantes para com as pessoas concretas: 'condena o pecado, mas ama o pecador'. E, em último caso, o Estado limitado aí está para defender a vida, a liberdade e a propriedade de todos contra quaiquer actividades ilegítimas.

Serão estes artigos intervenções intoleráveis na esfera íntima de cada um ? Normalmente são afirmações gerais sobre questões que de facto têm a ver com a esfera íntima. No entanto, a partir do momento em que é feita uma advocacia pública de determinados estilos de vida ou práticas alternativas ['gay pride parade', associações gay com intervenção pública, movimentos que defendem a liberalização do aborto, uma pop culture que glorifica estilos de vida e práticas 'alternativos'], então parece-me que este tipo de intervenções são justificadas. Intolerância seria permitir e aceitar sem protesto as manifestações acima referidas e pretender que outros ponto de vista se mantivessem em silêncio.


3. Respondendo a uma possível objecção

No contexto de uma sociedade nomocrática, os valores e as normas evoluem, transformam-se ou são substítuidos por valores novos e nalguns casos contraditórios. A teoria de evoução cultural apresentada por Hayek em "The Fatal Conceit", pdoerá aqui servir de ponto de referência [imaginem um 'mercado' de ideias no qual aquelas ideias que permitem às comunidades que as adoptam prosperar, crescer e atrair os vizinhos ganham maior 'quota de mercado'.]

Gertrude Himmelfarb documenta o carácter cíclico da substituiçãos dos valores tradicionais por 'novos valores': a um período de des-moralização segue-se um período de re-moralização da sociedade.

Fukuyama, no seu livro “The Great Disruption”, transforma esta 'coincidência' histórica em lei e inventaria os mecanismos através dos quais se processa essa re-moralização: mecanismos biológicos – laços familiares, reciprocidade -, mecanismos espontâneos não biológicos - o interesse próprio -, elementos hierárquicos – estado e religião. Fukuyama conclui que nas sociedades desenvolvidas, os elementos hierárquicos já existem a um nível óptimo, e que portanto os movimentos de re-moralização da sociedade serão espontâneos e baseados nos elementos biológicos e não-biológicos. Em “The Future and its Enemies”, Virginia Postrel parece concordar com Fukuyama sobre este aspecto.

As causas destes movimentos são económicas, demográficas, tecnológicas, etc...

Portanto, poder-se-ia dizer que não seria necessário preocuparmo-nos com a questão da virtude, nem escrever artigos advogando os valores tradicionais, visto que espontaneamente estes voltariam a surgir quando as consequências negativas da adopção de valores alterantivos se tornassem evidentes.

Contra esta possível objecção aos arguimentos acima expressos, bastará referir que estes processos de des-moralização e de re-moralização sociais não são automáticos, nem pré-deteminados. Não existem aqui determinismos de qualquer espécie.

A acção humana é essencial. E é essencial de duas formas:

- Este processo cíclico está dependente da manutenção, nos períodos de des-moralização da sociedade, de um stock de ideias que poderá ser utilizado em momentos posteriores. Uma espécie de arca de noé que garanta a re-população moral da terra após o dilúvio da 'des-moralização' da sociedade. A contrapartida seria recomeçar a partir da ‘unshakble rock of ignorance’;

- No 'mercado das ideias', acima referido, a quota de mercado de uma deteminada ideia depende não só das suas consequências sobre a comunidade que a adopta, mas também do 'marketing' que dela é feito. O tipo de intervenções 'à la César das Neves' fazem parte deste marketing.

Por tudo isto, na fase em qua actualmente vivemos, não deveremos agradecer àquelas vozes ‘puritanas’ – como a de João César das Neves -, que bradam no deserto e que procuram que no mercado das ideias e dos valores os valores tradicionis e cristão ganhem ‘quota de mercado’ ?


P.S. A formulação apresentada por Frank s. Meyer exclui do consenso “Fusionista” os Libertários racionalistas, utilitaristas e emotivistas, que atribuem à liberdade o estatuto de fim absoluto, e os Conservadores autoritários que procuram impor a sua visão do Mundo através do poder coercivo do Estado.




 
VOLUNTÁRIOS PARA O IRAQUE

O Animal do Blogue dos Marretas não quer ir combater os Saddamitas e propõem que os abnegados defensores da liberdade vão libertar o Iraque em vez dele(aqui).

Eu por mim ia como voluntário, mas acho que eles não têm nenhuma farda que me sirva.

Em contrapartida, poderia candidatar-me a bomba e ser largado de uma avião sobre um dos palácios presidenciais. Garanto que impacto provocaria uma destruição maciça. Não garanto é que não provocasse danos colaterais. Já para não falar da gripe que ia pegar aos iraquianos. Digamos que seria uma bomba com carga biológica.


Pensando melhor, acho que o meu QI não me permite ser classificado como bomba inteligente.
De qualquer forma, já tenho a agenda cheia até ao final do mês.



Segunda-feira, Março 10, 2003
 
NAÇÕES UNIDAS: EUA AUTO-SUSPENDEM-SE E FECHAM CORDÕES À BOLSA ?

"Well-connected advisers tell me that if, as now seems likely, the UN refuses to back action against terror, Mr Bush will announce a "temporary" suspension of America's membership, to be accompanied by an offer: if the UN gets its act together and carries out long-overdue reforms, America (and its money) will return. But if there is no reform, the temporary withdrawal will, de facto, become permanent."




 
FUI CAVAQUISTA

Fui cavaquista desde pequenino. Até colei cartazes em 85 (nessa altura não morava em Almada !).
E fui cavaquista até ao fim. Participei no último comício da campanha presidencial de 96 (foi algo muito contra-natura: levantei-me do sofá, desliguei a TV, saí de casa e passei umas horas no meio de uma multidão ! E estava um frio do caraças !).

Concordo com o que o Pedro Lomba escreveu na Coluna: parece-me que a eleição de Cavaco não poderá ser um resuscitar do cavaquismo. O cavaquismo teve a sua época. Agora seria como comer ao pequeno almoço a pizza fria do jantar da noite anterior (é claro que um gajo às vezes tem de se desenrascar). E também me parece que a imagem de Cavaco não se coaduna com a 'magistratura de influência' que é suposto o PR exercer.

E também me parece que um economista de formação keynesiana não é, provavelmente, 'de direita'. Aliás, o Prof. Cavaco afirmou uma vez que o 'seu' PSD era um partido de centro-esquerda. Nessa altura, as pessoas riram-se destas palavras: 'lá está o contabilista a meter os pés pelas mãos'. Mas, olhando de forma crítica para os 10 anos de governo de Cavaco - existe um livrinho que resume as principais reformas cavaquistas -, talvez hoje sejamos levados a concordar com ele. O facto de o governo de Cavaco ser considerado de direita, só prova o quão para a esquerda o país andou depois de 74.

Mas também me parece que a imagem de Cavaco não corresponderá ao Cavaco de 2006. Nessa altura Cavaco terá 67 anos. E passou 10 anos como 1º Ministro. Esses anos deverão contar por 4. Portanto, em 2006, a idade real de Cavaco será 97 anos. Logo, Cavaco não só gostará de visitar asilos como provavelmente viverá num asilo. E o seu discurso entaramelado só poderá ser interpretado como metafórico.

Em conclusão:

Em 2006, o Prof. Cavaco estaria numa idade em que provavelmente não interferiria muito com o governo da altura (até para não dizerem que ele se comportava com o dr. Soares durante o seu 2º mandato). Faria umas visitas de Estado aos Açores (as Seychelles ficam um bocado caras) e a Maria organizaria umas sessões literárias. Só se isto desse para torto é que o Prof. Cavaco exerceria as suas competências constitucionais. Ele é daqueles que cumprem o seu dever.

E ser PR seria uma bela recompensa para alguém que conseguiu transformar Portugal num país normal; tão mau como os outros.

E a esquerda ia aos arames.



 
Inspectors Find Banned Iraqi Bombs

"International weapons inspectors have stumbled upon a new kind of bomb in Iraq that could be used to strew smaller bombs filled with chemical or biological agents over populated areas, Fox News has confirmed.

Baghdad also may have in its possession a drone aircraft capable of spraying harmful agents over its enemies.

Armed with this new information, U.S. officials are expected to press chief weapons inspector Hans Blix to admit he has found a "smoking gun" -- the irrefutable evidence many countries have been looking for before they agree to wage war against Baghdad -- in a closed-door session of the U.N. Security Council on Monday.
"



 
TEORIA DA CONSPIRAÇÃO: MAIS UM INGREDIENTE

Mais um ingrediente para a minha teoria da conspiração (anteriormente apresentada aqui).

E aqui podem ler-se as cenas dos próximos capítulos.




 
CÉSAR DAS NEVES E O IMPERIALISMO AMERICANO

O Prof. João César das Neves (JCN) escreveu hoje um artigo sobre o 'Império Americano'. Apesar de não renegar a sua já anteriormente manifestada oposição à política externa americana e as suas acusações de imperialismo, estes pontos de vista são agora tão qualificados que se resumem, no final do artigo, a um aviso quanto à potencial deriva imperialista. Este aviso é mais jusitifcado pela prudência do que pelos factos ou pela história.

Primeiro os pontos positivos:

Em primeiro lugar, JCN reconhece que o intervencionismo externo americano tem sido globalmente positivo e que não poderá até ao momento ser caracterizado como imperial no sentido anteriormente utilizado:

Os americanos acreditam mesmo que a sua presença no mundo pretende defender a liberdade, o progresso e a democracia. E, em grande medida, isso é verdade. Apesar da sua evidente arrogância, temos de dizer que presidiram a um longo período de diálogo e vigência da lei internacional. Promoveram a ONU e outras organizações, criaram o mundo em crescente globalização e integração. O chamado «império americano» é boa prova disto. Todos os povos que sofreram o seu «domínio» de livre comércio e abertura cultural prosperaram. Alemanha, Itália e Japão nos anos 40, e depois Coreia do Sul, Arábia, Koweit, América Latina. Os que o desprezaram ficaram na miséria, como URSS, Coreia do Norte, Vietname, Cuba, Irão, Iraque e, de novo, América Latina. O seu domínio é baseado na economia. Apesar do supino desprezo dos nossos intelectuais, isso é muito mais benigno e menos injusto que as alternativas. A economia baseia-se no benefício mútuo, onde os dois lados - comprador e vendedor, trabalhador e patrão, aforrador e investidor - ganham com a relação e ficariam pior se a não tivessem. Por isso, esta é a primeira época diplomática onde a conquista e o colonialismo foram substituídas pela cooperação e investimento, muito mais agradáveis para os «súbditos»".
".

Em segundo lugar, JCN reconhece que os principaisl adversários desta política externa americana são um conjunto de pensadores marcados pelos dogmas marxistas (JCN cita mesmo o 'Manifesto do Partido Comunista' em auxílio desta posição).

Mas depois, ressalvando posições anteriores, conclui:

A fúria está a levar os EUA a abandonarem a sua lógica e a enveredarem por actos imperiais do velho estilo, esse sim «aberto, cínico, directo e brutal». Isso é muito mau. Podemos estar a assistir, no Afeganistão e Iraque, ao início do verdadeiro império americano. É bom que ele não se esqueça do que Atenas, a Roma republicana e Londres aprenderam dolorosamente. É muito difícil gerir um império tradicional em democracia.".

Mas que motivos terá JCN para tirar esta conclusão?

Não serão concerteza os planos anunciados pelo Presidente Bush quanto ao futuro do Iraque. No discurso proferido no AEI (ver aqui), Bush apresentou os anteriores sucessos celebrados por JCN no seu artigo como modelo a seguir no futuro.

Quanto às habituais críticas de 'arrogância', ‘unilateralismo’ e de desrespeito pelo papel das Nações Unidas, são os EUA que procuram que o Conselho de Segurança assuma os compromissos resultantes da 1441. E é Chirac quem se julga Napoleão I.

Por outro lado, JCN esquece os limites impostos pela constituição dos EUA e pelo funcionamente da democracia americana, cuja eficácia é muito superior à da carta das nações unidas.


A propósito, o Libertarian Samizdata, apoiante de Bush nesta questão, tem uma opinião curiosa sobre a visão que se encontra por detrás da actual política externa americana (vejam aqui).



 
FUI COLUNADO DE NOVO

Desta vez a propósito da carta publicada no Público.

Agradeço os elogios e o acréscimo do número de visitas.
Quanto ao valer por 10, deve ser uma referência ao meu peso.




 
CIA has 2 sons of the 9/11 architect

Isto não está certo.



Domingo, Março 09, 2003
 
CARTA NO PÚBLICO: Poderá um católico apoiar a política externa do Presidente Bush?

A minha segunda carta ao Director sobre os católicos e a guerra no Iraque foi publicada no Público. (Obrigado sr. Director).

Aguardo o hate mail.

P.S. A posição contrária é defendida por Frei Bento Domingues na mesma edição do Público (aqui). No entanto, regista-se alguma evolução em relação ao seu artigo de 9 de Fevereiro: "alguns políticos...apelaram para uma evidência: aquilo que o Papa diz nestas matérias não é um dogma de fé. Nada mais certo....". Não me parece que isto fosse assim tão evidente há algumas semanas atrás.




 
LOOKS LIKE FRANCE HAS BEEN GIVING IRAQ MILITARY TRAINING AS WELL AS AIRCRAFT PARTS :)

Uma manifestação bem humorada da obsessão anti-francesa.



 
FREITAS NO DN : A DIREITA PORTUGUESA É SALAZARISTA

Pelo menos, nenhum actual dirigente da direita portuguesa foi 'procurador à Câmara Corporativa' no tempo do regime Salazar-Caetano.

Ao contrário de Freitas...É claro que isto não quer dizer qure ele fosse salazarista. Já nessa altura ele era 'não alinhado'.

Curiosamente, esta faceta da vida política do Prof. não consta do CV disponível no site da Faculdade de Direito da UNL.



 
MUSEUM OF COMMUNISM

Uma referência interessante que ficou enterrada na minha última mensagem sobre Estáline e o Comunismo.

No FAQ vejam "To what extent did Communist totalitarianism derive from Lenin's political and philosophical theories? From Marx's political and philosophical theories? From the broader socialist tradition? "




 
DR. BLIX'S OBJECTIVITY

"A REPORT declassified by the United Nations yesterday contained a hidden bombshell with the revelation that inspectors have recently discovered an undeclared Iraqi drone with a wingspan of 7.45m, suggesting an illegal range that could threaten Iraq’s neighbours with chemical and biological weapons.
US officials were outraged that Hans Blix, the chief UN weapons inspector, did not inform the Security Council about the drone, or remotely piloted vehicle, in his oral presentation to Foreign Ministers and tried to bury it in a 173-page single-spaced report distributed later in the day. The omission raised serious questions about Dr Blix’s objectivity.
"

Mas alguém tinha dúvidas ?



 
CONSERVADORES E LIBERAIS: NOVA TENTATIVA

O Intermitente fez uma listagem dos logs anteriormente publicados sobre o tema Conservadores e Liberais (aqui). Entretanto PL voltou a referir explicitamente uma minha mensagem anterior (aqui). Vou voltar a expor a minha posição sobre o assunto de forma tão clara e curta quanto possível:

1. Considero que os Liberais Clássicos e os Conservadores Oakeshotianos não são inimigos pela simples razão que tanto uns como outros defendem um regime político NOMOCRÁTICO (trata-se do regime político apresentado por JPC no seu texto e também do regime político defendido por Hayek, por exemplo, em Liberalism).

2. Aceito que a disposição Liberal Clássica seja diferente da disposição conservadora nos termos do texto do PM (aqui). Mas, desde que essas diferentes disposições não coloquem em causa o compromisso de ambos os grupos com a nomocracia, não me parece que essas diferenças sejam motivo suficiente para justificar uma cisma entre os dois grupos.

3. No entanto, gostaria que os Conservadores Oakeshotianos me explicassem o seghuinte:

a) Numa ordem nomocrática, florescerá uma economia de mercado. O normal funcionamento do mercado origina um processo de ‘destruição criativa’ que colocará em causa muito daquilo que os conservadores oakeshotianos valorizam acima de tudo (o presente, o próximo, ...).

Ou seja, o tipo de sociedade que resulta das opções políticas dos Oakeshotianos será uma sociedade em que se verificarão muitas indisposições conservadoras. Tendo em conta a forma como foi apresentada a questão – a disposição conservadora é o fundamento filosófico -, então só vejo três possibilidades: (1) ou abandonam a sua opção por uma ordem nomocrática (transformar-se-ão os conservadores oakeshotianos em ‘communitarians’?); (2) ou alteram o conteúdo específico da sua disposição conservadora (trocam o pub pelo Mcdonalds, so to speak); (3) ou então da disposição conservadora faz parte uma elevada dose de estoicismo (ou masoquismo).

b) Se numa sociedade específica se verifica uma afastamento da ordem nomocrática – uma lenta e democrática transformação de uma civil association numa enterprise association -, não deveriam os Oakeshotianos abandonar a sua disposição conservadora e adoptar o zelo reformador e o entusiasmo ‘revolucionário’ que supostamente os liberais clássicos exibem ? (A última mensagem do PL - "Agora Eu" - poderá eventualmente responder a esta pergunta. Mas será que a coluna subscreve esta mensagem ?)

c) A minha terceira questão tem a ver com a relação entre Moralidade e política (embora tenha pouco a ver com o livro de Oakeshot com este mesmo título).Vou dedicar uma mensagem especificamente a este tema.





Sábado, Março 08, 2003
 
CARO PEDRO LOMBA

Paz.
Já li a sua mensagem, mas neste momento a minha mulher exige que eu saia de casa. Parece que se celebra o Dia da Mulher ou algo assim...
Sem prejuízo de uma resposta mais elaborada, gostaria de dizer que de facto o meu post não está lá muito claro (já para não falar das minhas ideias): não considere o nº1, o nº2 nem os últimos dois parágrafos que são apenas uma tentativa (frustrada) de fazer humor. Quanto ao resto, terei oportunidade de me explicar melhor.

A criança era eu, é claro.



 
ESTÁLINE E O COMUNISMO: PARA ACABAR DE VEZ COM AS DISCUSSÕES

Na passada semana, vários representantes do hemisfério ocidental da blogosfera portuguesa fizeram referência ao 50º ‘aniversário’ da morte de Estáline (vejam aqui, aqui, aqui e aqui).

A discussão rapidamente se centrou na seguinte questão: serão os 25 anos de ditadura de Estáline são uma consequência natural e directa do ideal comunista, ou trata-se de um desvio da responsabilidade de um psicopata? (ver aqui na Coluna Infame).

Procura-se, de seguida, resumir e sistematizar os argumentos apresentados nos vários blogs, e acrescentar algumas informações. PARA ACABAR DE VEZ COM A DISCUSSÃO (deixo o melhor – ou pior, consoante a perspectiva, para o fim, é claro):

1. Creio que neste momento, até o jovem Bernardino admitirá e reconhecerá os crimes de Estáline. Estes foram denunciados pelos próprios soviéticos através do célebre relatório ‘secreto’ apresentado por Nikita Krushev ao Congresso do PCUS. O “Livro Negro do Comunismo” descreve os referidos crimes em pormenor.

2. A primeira linha de defesa dos comunistas contra a tentativa de associação dos crimes estalinianos ao ideal comunista, consiste em afirmar que Estáline foi um acidente de percurso na construção do socialismo. No fundo, a culpa foi de Estáline e não do Comunismo.

Contra este argumento, bastará citar Robert Pipes (ver aqui), e referir que todos os intrumentos do estado totalitário utilizado por Estáline tinham sido criados e utilizados por Lénine.

3. Mas os comunistas poderão argumentar que os referidos instrumentos eram necessárias naquela fase específica do processo de construção do socialismo; uma fase em que inimigos externos e internos pretendiam derrubar pela força a pátria do socialismo. Os referidos instrumentos nas mãos de um líder ‘normal’ não teriam sido utilizados de forma tão indiscriminada. A ‘prova’ é que os resultados da repressão sob a liderança de Lénine foram muito menos graves do que sob a liderança de Estáline.

Mas Estáline não foi uma excepção. Bastará ler Hayek (ver aqui) ou Martin Amis e o seu “Koba the Dread” (ver aqui na Coluna Infame), para compreender a estreita relação entre comunismo e os seus criminosos dirigentes . Hayek explica porque razão nos regimes colectivistas como a União Soviética ‘The Worst Get on Top’:

The principle that the end justifies the means, which in individualist ethics is regarded as the denial of all morals, in collectivist ethics becomes necessarily the supreme rule.[Nota: Brejnev afirmava que ‘Na nossa sociedade é moral tudo o que serve os interesses do comunismoi] There is literally nothing which the consistent collectivist must not be prepared to do if it serves ‘the good of the whole’, because that is to him the only criterion of what ought to be done. Once you admit that the individual is merely a means to serve the ends of the higher entity called society or the nation, most of those features of totalitarianism which horrify us follow of necessity. From the collectivist standpoint intolerance and brutal suppression of dissent, deception and spying, the complete disregard of the life and happiness of the individual are essential and unavoidable. Acts which revolt all our feelings, such as the shooting of hostages or the killing of the old or sick, are treated as mere matters of expediency; the compulsory uprooting and transportation of hundreds of thousands becomes an instrument of policy approved by almost everybody except the victims. To be a useful assistant in the running of a totalitarian state, therefore, a man must be prepared to break every moral rule he has ever known if this seems necessary to achieve the end set for him. In the totalitarian machine there will be special opportunities for the ruthless and unscrupulous.

Para quem ainda não esteja convencido, recorde-se o ‘communist hall of fame’: Estáline, Mao, Pol-Pot, Kim-il-sung, Ceaucesco, Milosevic, Mengistu, Fidel...(Para mais informações, consultar o ‘Livro Negro do Comunismo’).

O comunismo atrai e incentiva o aparecimento deste tipo de chefes máximos. Estáline não foi um acidente de percurso.

4. E chegámos à última linha de defesa (antes da cegueira cerebral bernardiniana).

Após o período 89-91, muitos comunistas e socialistas criticam o chamado ‘socialismo real’ afirmando que este não era o verdadeiro comunismo. Como diz J.-F. Revel, “Desembaraçados da inoportuna realidade, à qual negaram qualquer autoridade probatória, os fiéis reencontram a sua intransigência...livres para para sacralizar de novo e sem reservas um socialismo reconduzido à sua condição primeira: a utopia. A utopia...é por definição inacessível a qualquer objecção. A combatitividade dos seus guardiões pôde então voltar a ser ilimitada, dado que o seu modelo nunca e em parte alguma havia sido posto em prática”.

Este tipo de argumentos, que esquecem 100 anos de história do comunismo e que procuram fundamentar-se nas obras dos ‘founding fathers’ do comunismo, têm duas grandes vantagens: em primeiro lugar, ninguém leu as referidas obras; em segundo lugar, as referidas obras são vagas e pouco claras quanto ao que é o ‘comunismo real’.

Em “A Grande Parada: Porque sobrevive a utopia socialista” (Notícias Editorial, 2000), Jean-François Revel desmonta este tipo de argumentação recorrendo aos clássicos marxistas, socialistas e comunistas. Relendo as referidas obras, Revel descobre que:

[todas as referências dizem respeito ao livro de Revel]

- Em 1843, em ”A Questão Judaica”, Marx fulmina os direitos do homem (p. 114). Escreve o autor: “Nenhum dos pretensos direitos do homem vai além do homem egoísta, do homem tal como ele é membro da sociedade burguesa, o que significa um indíviduo separado da comunidade, unicamente preocupado com o seu interesse pessoal e obedecendo ao seu arbítrio privado”;

- Lénine leva esta opinião às suas últimas consequências em “A Revolução Proletária e o Legado de Kautski” (pp. 115-116): “”A ditadura revolucionária do proletariado é um poder conquistado e mantido pela violência, que o proletariado exerce sobre a burguesia, e que não está sujeito a nenhuma lei”. E ainda, “O Estado está nas mãos da classe dominante, uma máquina destinada a esmagar os seus inimigos de classe. Quanto a esta questão, a ditadura do proletariado em nada se distingue, quanto ao fundo, da ditadura de qualquer outra classe”;

- O genocídio é uma teoria própria do socialismo (pp. 104-105). Para Engels a raça “é um um dado económico” e as “condições económicas determinam todos os fenómenos históricos”. Por essa razão, em 1849 Engels aconselha a que se faça desaparecer Húngaros, Sérvios e outros povos eslavos, Bascos, Bretões e Escoceses, “pois faltam [a estas nações] as bases históricas, geográficas, políticas e industriais que são necessárias à independência e à capacidade de existir”. O próprio Marx interrogava-se como seria possível desembaraçar-nos “dessas populaças morimbundas, os Boémios, os Caríntios, os Dálmatas, etc...”;

A defesa dos massacres em massa estendeu-se também às classes inimigas da Revolução (pp. 105-106). H. G. Wells e Bernard Shaw, reinvindicavam para o socialismo o direito de liquidar física e maciçamente as classes sociais que se opussessem à revolução ou que a atrasassem. Em 33, Shaw propôs mesmo que, para o efeito, se desenvolvesse um gás humanitário que provocasse uma morte instântanea e indolor.


Dito isto, restará aos comunistas cantar: “This is the end, my only friend, the end...” ou então promover a candidatura do Bernardino a Secretário-Geral.
Fim da História.


VISITE O MUSEUM OF COMMUNISM, e em particular o FAQ no qual a questão do totalitarismo comunista é tratada de forma mais aprofundada.



 
RONALD REAGAN: July 17, 1980
"We are not a warlike people. Quite the opposite. We always seek to live in peace. We resort to force infrequently and with great reluctance--and only after we have determined that it is absolutely necessary. We are awed--and rightly so--by the forces of destruction at loose in the world in this nuclear era. But neither can we be naive or foolish...We know only too well that war comes not when the forces of freedom are strong, but when they are weak. It is then that tyrants are tempted...We simply cannot learn these lessons the hard way again without risking our destruction. Of all the objectives we seek, first and foremost is the establishment of lasting world peace. We must always stand ready to negotiate in good faith, ready to pursue any reasonable avenue that holds forth the promise of lessening tensions and furthering the prospects of peace. But let our friends and those who may wish us ill take note: the United States has an obligation to its citizens and to the people of the world never to let those who would destroy freedom dictate the future course of human life on this planet."






 
CATO INSTITUTE: Europe's New Constitution: Philadelphia It Is Not

"... the EU constitution does vow to protect "social justice," "full employment," "solidarity," "equal opportunity," "cultural diversity," and "equality between the sexes." It claims to desire "sustainable development," "mutual respect between peoples," and the eradication of poverty. Of course, such abstract concepts are notoriously difficult to define...In different hands, social justice can mean anything from full-scale income redistribution to the complete absence of taxation...a lack of clarity may be the drafters' goal. In practice, constant confusion will enable the EU bureaucracy to increase its powers inexorably...Underlying the whole debate about the division of powers is the most elastic and misleading of EU-favored terms - "loyalty." According to the EU constitution, the member states are subject to a principle of "loyal cooperation." Translated from the Euro-speak, member states will be required to tow the Brussels line on just about anything"


Enquanto nos EUA a Declaração de Independência precedeu a Constituição, na Europa creio que se irá verificar o contrário: primeiro teremos uma Constituição e depois uma Declaração de Independência:

"When in the Course of human events, it becomes necessary for one people to dissolve the political bands which have connected them with another, and to assume among the powers of the earth, the separate and equal station to which the Laws of Nature and of Nature's God entitle them..."






 
OECD ECONOMIC SURVEY: PORTUGAL

Leitura essencial para quem queira perceber a actual situação económica em Portugal: Causas (e culpas), consequências, restrições impostas à política orçamental, necessidade das famigeradas reformas estruturais e previsões. Não acrescenta nada de novo mas é um excelente resumo de 9 curtas páginas (pdf).

E quanto ao futuro próximo:

"...it is unlikely that GDP growth in 2003 or 2004 will return to anything like the rates of the late 1990s...GDP may expand by only 1.5 per cent in 2003 and 2.5 per cent in 2004...There are several risks to the projections, mostly on the downside...Wage bargains need to reflect the poor short-term outlook and deteriorated international competitiveness otherwise an external demand led recovery will become problematical. It is especially important that public sector wage increases be considerably lower than in recent years""

Quando é que são as próximas eleições legislativas ?




Sexta-feira, Março 07, 2003
 
UMA RESPOSTA (?) DA COLUNA INFAME

Diz o PL da Coluna Infame sobre (suponho) a minha resposta ao post do JPC (Vd. abaixo):

"...O retrato não ficaria completo sem a posição do João Noronha, do blog Valete Fratres. Disse o João Noronha que, no fundo, como Hayek é um conservador, conservadores e liberais («clássicos») se aproximam, desde que – acrescenta – a disposição conservadora signifique (e cito) «participação activa na vida política»."

Eu nunca disse isto ! Ou disse ? Confesso que estou um pouco confuso...

Bom, vou ler o post sobre o Nitrofurano n'O Intermitente para ver se isto passa.

Moral da história: não se metam na conversa das pessoas crescidas...




 
UMA RESPOSTA (?) DA COLUNA INFAME

Diz o PL da Coluna Infame sobre (suponho) a minha resposta ao post do JPC (Vd. abaixo):

"...O retrato não ficaria completo sem a posição do João Noronha, do blog Valete Fratres. Disse o João Noronha que, no fundo, como Hayek é um conservador, conservadores e liberais («clássicos») se aproximam, desde que – acrescenta – a disposição conservadora signifique (e cito) «participação activa na vida política»."

Eu nunca disse isto ! Ou disse ? Confesso que estou um pouco confuso...

Bom, vou ler o post sobre o Nitrofurano n'



 
O VATICANO, A GUERRA NO IRAQUE E AS VIOLAÇÕES DE CRIANÇAS

Este artigo entristeceu este meu fim de tarde.

P.S.a única consolação é que o autor apresenta um argumento que eu tenho repetido em todas as ocasiões que posso: "Catholics are not obliged to agree with the pope on this issue [guerra no Iraque]...Even just-war teaching recognizes that, in the words of the catechism, "the evaluation of these conditions for moral legitimacy belongs to the prudential judgment of those who have responsibility for the common good." The 50% of America's Catholics who stand by their president, and not their pope, in this matter do not thereby diminish their standing as Catholics."



 
SE O CLINTON E O DOLE PODEM, PORQUE É QUE O SOARES E O FREITAS NÃO PODEM ?

Bill Clinton e Bob Dole, candidatos presidenciais em 1996, aceitaram o convite da NBC e vão participar, durante 10 semanas, em mini-debates no programa '60 Minutes'. (Senha de presença: 1 milhão de dollars).

Em Portugal, poder-se-ia também organizar um programa deste tipo com Freitas do Amaral e Mário Soares !

O problema é que não existiria grande motivo para debate.

Aliás, tendo em conta a forma afinada como cantam em coro, seria mais fácil criar uma (old) boys band e fazê-los participar na Academia de Famosos.



 
CAMPANHA 'UM RÁDIO PARA O BERNARDINO'

Junto-me à campanha promovida pelo Blog dos Marretas. (Será isto uma 'vast right wing conspiracy'?).

Aqui vai:

Segundo o jornal Público, grupos de direitos humanos pretendem introduzir na Coreia do Norte pequenos rádios descartáveis. Para ouvir futebol? Não. Para os coreanos poderem ouvir a Rádio Free Ásia ou a Voice of America. É verdade, o regime acerca do qual Bernardino Soares tem dúvidas se é ou não uma democracia, impede os seus cidadãos de ter qualquer contacto com mundo exterior. Os receptores dos coreanos, quando os podem ter, são zelosamente soldados e selados pela polícia local para que não possam sintonizar outra rádio que não a do regime.

Apelamos ao padre Douglas Shin, mentor da ideia, que nos faça um favorzinho: mande lá um rádio desses para o líder parlamentar do PCP. Pode ser que acabe com as dúvidas do rapaz!




 
CONSERVADORES E LIBERAIS: UMA RESPOSTA A JPC (1)

1. Diz JPC na Coluna Infame que os Liberais e os Conservadores são inimigos.

Eu estou disposto a concordar desde que me deixem definir o que quer dizer conservador e o que quer dizer liberal (juro que não decidi, de repente, adoptar os métodos do Eduardo Prado coelho).

Por exemplo, se adoptarmos as definições de conservador e liberal que Hayek utiliza em Why I am Not a Conservative, então claramente as duas famílias políticas são adversárias. Recorrendo à minha fraca memória, no referido texto Hayek considera que um Liberal é o herdeiro dos ‘Old Whig’ ingleses e dos founding Fathers americanos (a propósito, Burke era um Whig). Os conservadores, seriam os herdeiros dos antigos Tories ingleses e dos partidários do Ancien Régime, defensores intransigentes do status quo, das estruturas de poder e autoridade vigentes e dos privilégios a ele associados. Os herdeiros modernos destes conservadores seriam aqueles partidos conservadores – sem princípios políticos - que, basicamente, adoptam a agenda da esquerda social-democrata embora a procurem implementar a um ritmo mais lento.

Noutro contexto, considerando o significado das duas palavras correntemente utilizado pelos media Americanos, conservadores e liberais são também adversários. Sem querer ser exaustivo e correndo o risco de alguma imprecisão, o conservador americano contemporâneo é um defensor da constituição, do federalismo, da redução do papel do Estado na economia e na sociedade, partidário do mercado e da sociedade civil e normalmente religioso. Os liberais americanos são seguidores das correntes liberais modernas que têm o seu expoente máximo em Rawls, mas que são também influenciados pelo pensamentos neo-marxista e pelas suas agendas promotoras do relativismo, do multiculturalismo, etc... Estes liberais são partidários da intervenção do Estado na economia e na sociedade. Estas intervenções teriam como objectivo reduzir a desigualdade material, promover a igualdade entre os vários grupos étnico ou outros (homossexuais, p.ex.), ou evitar os efeitos nefastos das depressões. Desta forma, subscrevem políticas de tax and spend e de discriminação positiva e são anti-clericais e adversários da religião (um pouco à semelhança dos ‘liberais’ portugueses e franceses do sec. XVIII-XIX).

2. No entanto, noutros contextos, as palavras conservador e liberal tornaram-se complementares se não mesmo substitutas.

Em termos da linguagem corrente, nos países europeus, as palavras conservador e liberal tornaram-se complementares no campo da acção política e da política partidária. Por exemplo, a conservadora Margaret Thatcher, líder do partido conservador Inglês, iniciou na Europa uma revolução liberal.

Aliás, o regime político que JPC advoga seria (e é) apoiado sem hesitações por qualquer liberal europeu. Pelos Liberais clássicos, é claro. Pelos Liberais Hayekianos.

3. Mas para ser honesto, JPC defende um determinado entendimento - Oakeshotiano - do Conservadorismo, e defende que o conflito entre Liberais e (este) Conservadorismo resulta de diferentes posições filosóficas. A disposição conservadora (oakeshotiana) valoriza o presente, o que é familiar, o que é próximo, o necessário, etc...

E é verdade que muitos Liberais Clássicos são mais ‘entusiasmados’, para utilizar a expressão de PM, do que os conservadores Oakeshotianos.

Oakeshot preferiria pescar junto do seu cottage no countryside inglês, frequentar os seu clube e conversar com os amigos. E preferiria também viver num regime político como aquele que JPC descreve – um regime que defenda um determinado conjunto de regras gerais que permitam aos cidadãos viver a sua vida como bem a entendam e em paz. Fair Enough.

Os herdeiros de Hayek dedicariam o seu tempo a tentar reverter o welfare state e as políticas colectivistas que ameaçam esse regime político. Ou estariam embrenhados nas suas actividades empresariais. (Ou as duas coisas ou mesmo tempo).

Os liberais hayekianos subscreveriam a visão da Shining City on the Hill (ver citação de Reagan em post anterior). Os conservadores oakeshotianos sentir-se-iam incomodados e pouco à vontade com este atrevimento dos ‘colonials’.

São de facto duas disposições completamente opostas.

Mas, desde que a disposição conservadora não se traduza em oposição POLÍTICA à evolução espontânea que ocorre nas sociedades que beneficiam do tipo de regime político defendido por Liberais Hayekianos e Conservadores Oakeshotianos, - mesmo quando a referida evolução coloque em causa o ‘familiar’, o ‘corrente’ e o ‘próximo’ –, então, não me parece exista motivo para guerras. Deveremos apontar as armas [deriva militarista] àqueles que advogam políticas que colocam em causa aquilo que Oakeshot denomina associação civil.

4. Em conclusão, desde que a disposição conservadora não se reflicta na defesa da proteccão estatal dos modos de vida tradicionais - uma perspectiva claramente não Oakeshotiana, e mais próxima do pensamento ‘communitarian’ -, então creio que no plano da acção política conservadores oakeshotianos e liberais clássicos são aliados.
Isto, se a ‘disposição conservadora’ se coadunar com a participação activa na vida política, o que não me parece claro. ;)

De qualquer forma, será que quem têm uma ‘disposição conservadora’, como aquela que JPC descreve, pode ter inimigos (mesmo que sejam liberais) ? Quando muito terá adversários com quem irá tomar uma pint no pub mais próximo, e a quem não dará muita atenção, pensando nos catálogos de sementes e no seu jardim enquanto o adversário o procura motivar para participar numa qualquer revolução ou cruzada para salvar o Mundo... ;)



 
AMERICA: A SHINING CITY ON THE HILL

"I've spoken of the shining city all my political life, but I don't know if I ever quite communicated what I saw when I said it. But in my mind it was a tall proud city built on rocks stronger than oceans, wind-swept, God-blessed, and teeming with people of all kinds living in harmony and peace, a city with free ports that hummed with commerce and creativity, and if there had to be city walls, the walls had doors and the doors were open to anyone with the will and the heart to get here. That's how I saw it and see it still.

And how stands the city on this winter night? More prosperous, more secure, and happier than it was eight years ago. But more than that; after 200 years, two centuries, she still stands strong and true on the granite ridge, and her glow has held steady no matter what storm. And she's still a beacon, still a magnet for all who must have freedom, for all the pilgrims from all the lost places who are hurtling through the darkness, toward home.
"

Ronald Reagan's Farewell Address
January 11, 1989



 
THE ECONOMIST: LIBERDADE Vs SEGURANÇA

"If you accept, as most do, that the war on terrorism justifies wider powers of surveillance and detention, then two principles still need to be applied. First, the government's new powers should, where possible, be enacted in clearly-worded terrorism laws, passed by Congress. Second, wider powers should be balanced by wider review. Spies, now less constrained, should be more answerable for their actions; suspects, deprived of their lawyers for longer periods, should eventually have more opportunity to present their case to a judge and, where possible, a jury; and the whole process should be subject to political and judicial review. Precisely the opposite has happened. Far from establishing new checks and balances, the government has moved repeatedly to quash those that exist."

Americanos ligados aos círculos conservadores (p.ex. a Heritage Foundation) e Libertários, e mesmo o anterior House Majority Leader, o Republicano Dick Armey, têm manifestado preocupações sobre os efeitos da chamada deriva securitária, resultante do 9/11, sobre as liberdades civis. O Economist faz agora eco dessas preocupações.

Mas não é só isto, cada vez mais se fala do uso de tortura para obter informações dos terroristas. Leiam por exemplo este aterrorizador artigo do Washington Times.

O Economist já tratou esta questão em edições anteriores e concluiu que:

"There is room for discussion about what the limits should be. Given the gravity of the terrorist threat, vigorous questioning short of torture—prolonged interrogations, mild sleep deprivation, perhaps the use of truth serum—might be justified in some cases. Such tactics have ambiguous standing in international law. Some are occasionally employed against ordinary criminals. But there is a line which democracies cross at their peril: threatening or inflicting actual bodily harm. On one side of that line stand societies sure of their civilised values. That is the side America and its allies must choose."

Espero, sinceramente, que a legislação anti-terrorista seja alterada nos termos sugeridos pelo Economist, e que as 'sugestões' do cronista do WashTimes sejam censuradas pelos seus pares e ignioradas pela Administração Americana.

Espero que os EUA continuem a ser a Land of the Free.



 
THE ECONOMIST SOBRE O UNILATERALISMO AMERICANO

"...America now has little choice but to take up the fight. After the felling of the twin towers, it had to strike the country that harboured the destroyers and refused to give them up. And for all the talk that Afghanistan is now worse off than it was under the Taliban, millions of returning refugees think otherwise. In the broader war against terrorism, Mr Bush would be irresponsible if he did not pursue the sort of operations that with Pakistan's help resulted this week in the arrest of al-Qaeda's number three. Nobody apart from America seems able to carry the burden in North Korea: there, the cry from the neighbours is for the Americans—and the Americans alone—to negotiate a new deal with the mendacious Kim Jong Il. In Palestine, the Americans take a lot of criticism, some of it undeserved, for their bias towards Israel. But even the critics acknowledge that in the end it is America that must broker and guarantee a deal. Denouncing American “unilateralism” may be easy on soft issues such as global warming, the International Criminal Court and so forth. On the hard issues, America remains the indispensable superpower, denounced almost as often for withholding its power as for plunging in."



 
ALTERAÇÕES NO DRAFT DA RESOLUÇÃO

"Jack Straw says Iraqi leader Saddam Hussein has one last chance to avoid war and that Britain is willing to amend a U.N. draft resolution authorising force to meet this end...Straw acknowledged the government was considering changes to the resolution it proposed with the United States and Spain, which would set the stage for a U.S.-led invasion to rid Iraq of banned weapons. Such changes might help attract some of the uncommitted countries on the 15-member U.N. Security Council...under the British proposal the resolution could be amended to give Iraq a short deadline, less than a week, to prove it has no nuclear, biological or chemical weapons after the draft resolution was adopted."

Se a resolução for apresentada já amanhã, depois do relatório de Blix, esta alteração da resolução não implicaria alterações à provável data do início dos bombardeamentos (13/3).

Entretanto, o Instapudit anuncia que um inspector alemão afirmou num programa da TV alemã que o Iraque não está a cooperar. O inpector compara o seu trabalho com o de alguém que pede delicadamente a um criminoso empernido para se entregar à polícia.




Quinta-feira, Março 06, 2003
 
WHY THE WORST GET ON TOP

O meu correspondente mais activo, ficou intrigado com a referência à 'Road to Serfdom' no final do post sobre o aniversários da morte de Estáline. Nesse post eu afirmo: "ou como Hayek explica em "The Road to Serfdom", neste tipo de regimes 'The Worst Get On Top'."

A sua interpretação desta minha frase nada tem a ver com o sentido que eu lhe quis atribuir e que Hayek lhe atribui. Aliás, trata-se de uma afirmação perfeitamente inocente que pretende apenas fazer referência ao Capítulo X do livro "The Road to Serfdom" (leia o resumo em português produzido pelo Instituto Liberal do Rio de Janeiro (zipado) ou a edição condensada publicada pelo Reader's Digest em 1945(em pdf) - inclui versão em cartoons).

Como poderá ler na versão condensada do Reader's Digest (editada recentemente pelo Institute od Economic Affairs):

"...Just as the democratic statesman who sets out to plan economic life will soon be confronted with the alternative of either assuming dictatorial powers or abandoning his plans, so the totalitarian leader would soon have to choose between disregard of ordinary morals and failure. It is for this reason that the unscrupulous are likely to be more successful in a society tending toward totalitarianism. Who does not see this has not yet grasped the full width of the gulf which separates totalitarianism from the essentially individualist Western civilization...

Advancement within a totalitarian group or party depends largely on a willingness to do immoral things. The principle that the end justifies the means, which in individualist ethics is regarded as the denial of all morals, in collectivist ethics becomes necessarily the supreme rule. There is literally nothing which the consistent collectivist must not be prepared to do if it serves ‘the good of the whole’, because that is to him the only criterion of what ought to be done. Once you admit that the individual is merely a means to serve the ends of the higher entity called society or the nation, most of those features of totalitarianism which horrify us follow of necessity. From the collectivist standpoint intolerance and brutal suppression of dissent, deception and spying, the complete disregard of the life and happiness of the individual are essential and unavoidable. Acts which revolt all our feelings, such as the shooting of hostages or the killing of the old or sick, are treated as mere matters of expediency; the compulsory uprooting and transportation of hundreds of thousands becomes an instrument of policy approved by almost everybody except the victims.

To be a useful assistant in the running of a totalitarian state, therefore, a man must be prepared to break every moral rule he has ever known if this seems necessary to achieve the end set for him. In the totalitarian machine there will be special opportunities for the ruthless and unscrupulous. Neither the Gestapo nor the administration of a concentration camp, neither the Ministry of Propaganda nor the SA or SS (or their Russian counterparts) are suitable places for the exercise of humanitarian feelings. Yet it is through such positions that the road to the highest positions in the totalitarian state leads.
"



 
ANA GOMES A NOVA SUPERSTAR DO PS

Tanto José Manuel Fernandes como Pacheco Pereira referem a actuação recente de Ana Gomes nos seus artigos de hoje.

Ambos criticam a sua argumentação, própria de um partido de extrema-esquerda, e José Manuel Fernandes pergunta mesmo: "O PS Escreve Pelas Linhas de Ana Gomes? É este o tom estridente que o PS, partido de Governo, julga o mais adequado?" Pelos vistos, sim.

Ana Gomes é de facto uma 'rising star' no PS. Aproveitou bem as posições dúbias dos restantes dirigentes para assumir a liderança do combate à política do governo em relação ao Iraque. A comunicação social adora-a - basta reparar na alteração facial da habitualmente carrancuda e agoniada Alberta Marques Fernandes durante a entrevista que Gomes concedeu ao Jornal 2. Envolve-a a aura de santidade a que todos os políticos da esquerda têm direito. Ainda por cima, Gomes é associada ao timor libertado.

Não creio que tenha grandes apoios no aparelho e o tipo de exposição mediática a que tem estado sujeita não deixará de provocar reacções negativas entre as dezenas de socialistas que ambicionam liderar o partido. Mas a esquerda do PS e os eleitores à esquerda do PS encontraram uma porta-estandarte. Quem a ouve sabe quer ser ministra; talvez mesmo primeiro-ministra.

Se de facto o PS lhe entregar a liderança ou ceder à sua influência, teremos o PSD mais alguns anos no poder. Boas notícias para Durão Barroso e más notícias para o bloco que se arrisca a ver o seu escasso eleitorado fugir para o PS.




 
JOSÉ PACEHCO PEREIRA: As ideias e os interesses

Comecei a tentar seleccionar os principais argumentos do artigo de Pacheco Pereira no Público de hoje, mas acabei por copiar quase todo o artigo. Será melhor lerem o artigo na totalidade.

Copio o seguinte extracto porque este exprime de maneira mais clara e persuasiva um conjunto de ideias que procurei transmitir numa carta ao Director do DN (parcialmente publicada):

"...a incapacidade total [da esquerda] de pensar o mundo fora da vulgata da interpretação marxista das acções políticas como manifestação de condicionantes económicas. Para eles, tudo se explica em função dos "interesses económicos", e a chave da compreensão do actual conflito no Médio Oriente é a luta pelo controlo do "petróleo". É assim, e é assim mesmo que quem sabe mais destas coisas chame a atenção para que a posse física dos poços de petróleo tem pouco a ver com o "controlo" do petróleo, ou quem mostre que a Rússia e os países europeus são mais dependentes do petróleo iraquiano, ou quem lembre que é o controlo pela OPEP dos volumes da produção que define em primeiro lugar o preço, ou quem refira que os EUA tem hoje os mais importantes programas de investigação - apoiados pelo Estado e pelo Governo do texano dono de uma companhia petrolífera - destinados a encontrar tecnologias alternativas aos combustíveis fósseis. Muito significativamente, o argumento dos "interesses" é apenas válido para os EUA, e nunca se aplica à França e à Alemanha, os dois países campeões dos negócios com o Iraque, incluindo o de fornecimento de armas legítimas e proibidas, ou à Rússia, ou aos países produtores de petróleo vizinhos, que a última coisa que desejam é ver o petróleo iraquiano entrar no circuito da produção e por isso têm "interesse" em que Saddam continue como está, ou ao Irão, ou aos outros ditadores que medem a segurança da sua pele pela de Saddam, e que são, como é óbvio, firmes partidários das Nações Unidas, para que não aconteça nada e poderem presidir às suas comissões de direitos humanos como se fossem aquilo que não são."



 
A RESPOSTA DA COLUNA INFAME

Hoje de madrugada enviei à Coluna Infame um e-mail que reproduz o meu post sobre os artigos do Prof. João César das Neves (Vd. abaixo). (A minha tentativa de entrar em polémica com a Coluna Infame é equivalente à tentativa Chiraquiana de tentar discutir de igual para igual com os EUA.)

Hoje de manhã fui Colunado: A Coluna Infame respondeu ao meu e-mail.

A Coluna começa por dirigir ao Valete Fratres o maior elogio que um blog pode receber: a Coluna refere que lê diariamente este miserável blog [manifestação de complexo de inferioridade].

O Intermitente - blog lacaio da coluna, seguidista e provavelmente recipiente de biliões de dollars de infames ajudas ;), manifestou já a sua adesão às teses defendidas pela Coluna.

Sobre a resposta da Coluna, gostaria, em primeiro lugar de agradecer o elogio.

Em segundo lugar, devo dizer que também defendo que a vantagem comparativa do Prof. César das Neves é na área da ciência e política económica. Quanto às incursões nas áreas da religião e da moral, parece-me que estas se devem sobretudo ao facto de não existirem outros cronistas que defendam os pontos de vista da Igreja. Tratra-se portanto de uma diversificação de actividade que continua a ser economicamente viável por falta de concorrência. Talvez por esta razão, nem sempre o Prof. é muito feliz quando se aventura nessas áreas (lembro-me, por exemplo, da condenação das histórias do Harry Potter).

Quanto aos restantes argumentos, como não tenho muitas ideias próprias sobre esta matéria, tenho lido e apropriado as opiniões dos outros. Escrevi mesmo, em tempos, um texto sobre a liberdade e a virtude a propósito do movimento 'fusionista' americano (alguns autores pretenderam fundir as correntes conservadoras e libertárias americanas, sendo o tema que mais polémica gerou exactamente a questão da relação entre a liberdade e a virtude). Vou tentar criar uma versão Reader's Digest do texto que colocarei aqui no Valete Fratres ! ASAP.



 
NOTÍCIAS DA FRENTE

"BRITISH troops had been told an invasion of Iraq would begin on March 17, with a huge bombing campaign being launched four days earlier".

Bombardeamentos começam no dia 13.
Invasão começa no dia 17.
Os inspectores planeiam já a sua saída do Iraque.
A Rússia e outros países estão já a repatriar civis.
A UN já tem planos para o auxílio às populações no pós-guerra.

Enquanto isso o conselho de segurança decide o seu futuro...

A propósito, James Taranto do Wall Street Journal resume, novamente, os argumentos a favor da invasão do Iraque.



 
BUSH MAKES THE CALL

"President Bush on Wednesday night was to make the ultimate call whether to strike and invade Iraq with military force, the DRUDGE REPORT has learned."



 
JOÃO CÉSAR DAS NEVES: UMA DEFESA QUALIFICADA

A Coluna Infame (5/3/2003) faz coro com o Blog de Esquerda (!) e critica de forma bastante dura as crónicas de César das Neves no DN.

Apesar de eu próprio ter criticado a crónica que originou o referido post (Vd. post sobre o American Conservatism - 3/3/2003), parece-me que as crónicas de César das Neves não prestam um serviço assim tão mau aos conservadores e aos liberais.

De facto, não existem muitos comentadores na imprensa portuguesa que critiquem consistentemente a irresponsabilidades orçamental, financeira e monetária do Estado, a burocracia estatal, os excessos regulamentadores e o proteccionismo endémico no nosso país. Por outro lado, César das Neves confronta directamente os críticos da globalização e os carnavais que se realizam anualmente no Rio Grande do Sul.

Quanto às questões da 'moralidade alheia', é verdade que César das Neves, utilizando o seu direito à livre expressão, critica determinados comportamentos ou opções de vida.

Ora, parece-me que é importante distinguir dois aspectos diferentes destas críticas:

- Caso César das Neves pretenda apenas condenar moralmente os referidos comportamentos e opções à luz da sua concepção de bem e, desta forma, tentar influenciar a opinião pública, parece-me que não viola nenhum princípio conservador e liberal. Pelo contrário, ao fazê-lo combate o relativismo e o 'non-judgementalism', tão característico da esquerda, e que na prática é uma forma de discriminação e falta de tolerância para com as concepções tradicionais de bem;

- Outra questão será a defesa da intervenção dos poderes públicos na defesa destas concepções de bem. Neste caso, estaríamos perante a defesa de um estado quasi-totalitário.

Mas mesmo neste segundo caso, existe uma qualificação a fazer. É impossível ignorar a evidência empírica disponível sobre os efeitos perversos de determinadas política públicas que, animadas pelo referido relativismo, promoveram activamente comportamentos ou realidades desviantes - como por exemplo 'famílias alterantivas'. Sobre este tema sugiro a consulta do site da CIVITAS. Como se poderá verificar, os resultados são aterradores. Se estes resultados não justificam a promoção activa da família tradicional, pelo menos obrigam à eliminação imediata dos programas 'sociais' que lhes deram origem.





 
COLUNA INFAME: CONSERVADORES OU LIBERAIS

É indispensável a leitura do post 'CONSERVADORES OU LIBERAIS' na Coluna Infame.

Pessoalmente, declaro-me Liberal Hayekiano - por coincidência, há umas horas atrás publiquei o link para o texto de Hayek 'Liberalism' -, e tenho um fraquinho pelo que a
Coluna Infame designa por 'tradição preponderantemente económica'.

Por outro lado, parece-me que o pensamento Hayekiano apresenta grandes semelhanças com o pensamento de Michael J. Oakeshot: Hayek e Oakeshot foram colegas na LSE, citavam-se mutuamente e em questões fundamentais não é possível distinguir onde começa Hayek e acaba Oakeshot (p.ex. Oakeshot criou os conceitos de teleocracia e nomocracia e Hayek transformou-os em conceitos essenciais da sua filosofia política).

Talvez Hayek seja mais 'entusiasmado'...



 
O 50º ANIVERSÁRIO ;) DA MORTE DE ESTÁLINE

O aniversário da morte de Estáline foi mencionado n'O Intermitente e no Blogue dos Marretas.

Deixo aqui mais algumas referências que recolhi na blogosfera sobre este tema: o obituário do New York Times de 1953, e uma série de artigos de opinião do Telegraph. Parece que a esquerda não [nunca] aprendeu a lição.

Sugere-se, igualmente, uma re-leitura do "Livro Negro do Comunismo", nomeadamente os capítulos 7 a 15 (estão a protestar? Bolas, não é todos os dias que se celebra o 50º aniversário da morte de Estáline !).

E para terminar, a resposta a uma questão pertinente:

"At this point it is appropriate to inquire whether the 25 year dictatorship od Stalin was a natural, that is inevitable, consequence of the regime established by Lenin or an accident that allowed a psychopat to hijack the revolution . There is no doubt that Stalin displayed symptoms of clinical paranoia, megalomania, and sadism; this was later confirmed by some of its closest associates. Yet it must be borne in mind that had succeeded Lenin not by a coup d'état but step by step, promoted by the party itself. He was its choice...The despotic powers that Stalin exercised were put in place by Lenin. It was Lenin who introduced mass terror with hostage taking and concentration camps, who viewed law and courts as "substantianting and legitimizing" terror who authorized...ominous [legal]clauses that Stalin used to execute and imprison millions of innocent citizens. And it was Lenin who had the party pass a resolution outlawing "factions", which enabled Stalin to dispose of anyone who disagreed with him as"deviationist". Personal dictatorship was inherent in the system that Lenin created..." (Cf. Richard Pipes in "Communism - A History", pp. 73-74).

Ou como Hayek explica em "The Road to Serfdom", neste tipo de regimes "The Worst Get On Top".



Quarta-feira, Março 05, 2003
 
LIBERALISM, F. A. HAYEK

"The explicit formulation by the former British colonists, in a written constitution, of what they understood to be the essentials of the British tradition of liberty, intended to limit the powers of government, and especially the statement of the fundamental liberties in a Bill of Rights, provided a model of political institutions which profoundly affected the development of liberalism in Europe. Though the United States, just because their people felt [125] that they had already embodied the safeguards of liberty in their political institutions, never developed it distinct liberal movement, for the Europeans they became the dreamland of liberty and the example which inspired political aspirations as much as English institutions had done during the eighteenth century."



 
MARGARET THATCHER: The Principles of Conservatism

"...the task for conservatives today is to revive a sense of Western identity, unity and resolve. The West is after all not just some ephemeral Cold-War construct: it is the core of a civilization which has carried all before it, transforming the outlook and pattern of life of every continent. It is time to proclaim our beliefs in the wonderful creativity of the[fo 77] human spirit, in the rights of property and the rule of law, in the extraordinary fruitfulness of enterprise and trade, and in the Western cultural heritage without which our liberty would long ago have degenerated into license or collapsed into tyranny."

e ainda:

"the tragic farce of European Union meddling [in the former Yugoslavia] only prolonged the aggression and the United Nations proved incapable of agreeing effective action. We are still trying to make the flawed Dayton Settlement—which neither the EU nor the UN could have brought about—the basis of a lasting peace in that troubled region. The future there is unpredictable, but one thing I do venture to predict: the less America leads, and the more authority slips back to unwieldy international committees and their officials, the more difficulties will arise".

Margaret Thatcher
10 December 1997



 
RONALD REAGAN SOBRE A PAZ

"...peace is the highest aspiration of the American People. We will negotiate for it, sacrifice for it, we will never surrender for it, now or ever."

Ronald Reagan
January 20, 1981
Visite a Reagan Foundation



 
HANS BLIX SON

If I die, I’d like to come back as Hans Blix’s son. You’d never be in any trouble. Any effort would be good enough. Grades would never be bad enough to get you in any trouble. It would be great.

Brit Hume on Fox.



 
ADENDA

Esqueci-me de referir o Blog do meu amigo Carlos Fernandes - O Liberal-Libertário. Apesar das referências a obscuros e desorientados sites e autores, vale a pena passar por lá de vez em quando.

O anterior post originou um e-mail. O leitor refere que existem diferenças entre os denominados 'blogs conservadores e liberais', por vezes diferenças significativas. O leitor questiona até que ponto a aparente unidade entre o hemisfério ocidental da blogosfera portuguesa é real. Será que devíamos demonstrar tanta 'solidariedade' ?

Bom, existem de facto diferenças entre os vários blogs (e ainda bem).

Por exemplo, tenho dúvidas que os meus posts 'católicos' mereçam a concordância do Picuínhices, ou que as minhas posições filo-americanas não possam ser criticadas pela Coluna Infame como 'angelismos', ou que os meus posts 'hayekianos' sejam do agrado de todos os conservadores. Tenho já entrado em polémica (mas pouca) com o Intermitente devido a questões de política partidária nacional e o blog libertário é claramente contra a actual política externa norte-americana. E se discutíssemos questões de política económica ou de política europeia é natural que surgissem também diferentes posições. Já para não falar nos gostos musicais...

De qualquer forma, creio que todos defendemos determinados princípios fundamentais que se encontram na base das sociedades abertas. Por exemplo, a liberdade individual, o estado de direito, a limitação da intervenção do Estado na economia e na sociedade, o mercado livre, a propriedade privada, a democracia liberal. Por outro lado, todos nos revemos (mais ou menos) num conjunto de autores (Oakeshot, Aron, Hayek, Friedman , Nozick são alguns dos autores já citados), e admiramos de alguns politicos (Thatcher ?, Reagan ?, ...). E julgo que todos serão atlantistas (mas não atlantes).

E todos sabemos quem são os adversários.

Nada como um adversário comum para promover a unidade...unidade, unidade, unidade, camaradas lutemos unidos, será nossa a vitória final (mas de onde é que isto veio?).





 
PUBLICIDADE (COMO) PAGA

Desde que iniciei esta aventura na Blogosfera descobri, entre outras coisas, que não estava sozinho. Existem outros, no nosso país, que também se encontram a soldo do Pentágono, da CIA e do complexo militar-industrial americano. Para além de serem instrumentos nas mãos da conspiração judaico-sionista mundial. Como os media tradicionais demonstram uma notável independência face àquelas influências, habituei-me a ler diariamente os blogs destes lacaios do capitalismo.

Entre os blogs portugueses, tornei-me leitor assíduo da Coluna Infame (indispensável a qualquer hora do dia ou da noite, mas especialmente depois de ler ou ouvir a santa trindade do bloco de extrema esquerda), do Picuinhices (menos frequente, mas igualmente interessante), do Intermitente (que me permitiu descobrir que o meu mano, não só não era bloquista, como até não escreve nada mal - apesar das referências musicais extra-terrestres) e do Blogue dos Marretas, onde a boa disposição conservadora (mas não só) é motivo suficiente para aconselhar uma visita prolongada.

Entretanto, tomei conhecimento que o Blog de Esquerda tinha feito referência ao meu humilde Blog. Agradeço do fundo do coração a atenção dispensada. (Agora percebo o súbito aumento de 'hate mail').

Obrigado a todos e Valete Fratres !



 
PODERÁ UM CATÓLICO APOIAR A POLITICA EXTERNA DO PRESIDENTE BUSH?

O Papa tem manifestado por várias vezes a sua oposição à guerra no Iraque.

Por sua vez, altos dignitários do Vaticano têm afirmado que o conceito de guerra preventiva, em geral, e uma intervenção militar no Iraque liderada pelos EUA, em particular, não são enquadráveis na doutrina da guerra justa descrita nos parágrafos 2307-2309 do Catecismo da Igreja Católica.

Tendo em conta, as posições expressas pelo Papa e restantes representantes da Santa Sé sobre esta questão, poderá um católico apoiar a política externa da administração americana ?

Para responder a esta questão, convirá reler a recentemente publicada Nota Doutrinal sobre algumas questões relativas à participação e comportamento dos católicos na vida política

No número 6 da referida Nota, pode ler-se:

o Magistério da Igreja não pretende exercer um poder político nem eliminar a liberdade de opinião dos católicos em questões contingentes. [A Igreja] entende, invés – como é sua função própria – instruir e iluminar a consciência dos fiéis, sobretudo dos que se dedicam a uma participação na vida política, para que o seu operar esteja sempre ao serviço da promoção integral da pessoa e do bem comum. O ensinamento social da Igreja não é uma intromissão no governo de cada País. Não há dúvida, porém, que põe um dever moral de coerência aos fiéis leigos, no interior da sua consciência, que é única e unitária”.

Desta forma, existem determinadas situações associadas ao exercício do poder político em que a Igreja define princípios morais, deixando ao juízo prudencial de cada Católico a decisão em cada caso concreto (ao contrário, por exemplo, da questão do aborto).

A questão da guerra é uma destas situações em que a avaliação moral é deixada a cada Católico. No caso da guerra, a Igreja ensina que esta deve ser moralmente avaliada de acordo com a doutrina da guerra justa. No entanto, “a avaliação das condições legitimidade moral [da guerra] pertencem ao julgamento prudencial daqueles que detém a responsabilidade pelo bem comum” (Cf. parágrafo 2309 do Catecismo). Desta forma, independentemente das opiniões do Papa, dos funcionários da Santa Sé, de teólogos ou de filósofos, caberá aos responsáveis políticos do país ameaçado avaliar a legitimidade moral de uma acção militar.

Em conclusão, considera-se que um Católico poderá apoiar a política externa da Administração Americana em relação ao Iraque desde que considere que a mesma é compatível com a doutrina da guerra justa. Os argumentos acima apresentados justificarão as posições de alguns Bispos Americanos e Europeus (p.ex. o primaz da Escócia), e de alguns teólogos Católicos, como Michael Novak e George Weigel. Estes têm manifestado publicamente posições contrárias àquelas expressas pelos funcionários do Vaticano.

(post baseado parcialmente nos documentos disponível no site Catholic Just War).



 
TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

1. As manifestações anti-guerra começaram a ser organizadas logo após o 9/11:

The organizers say the February rallies were first agreed upon at a small strategy session in Florence in November [na mesma data e local do Fórum Social Europeu]. But their roots go back to the days just after Sept. 11, 2001, when activists say they began meeting to map out opposition to what they anticipated would be the U.S. military response to the terrorist attacks on New York and the Pentagon.
In Britain, according to organizer John Rees, several hundred activists first got together the weekend after Sept. 11…Within weeks, they had combined with representatives from two more important elements -- Britain's growing Muslim community and its militant trade unions. By October they had a name: the Stop the War Coalition.
”(Ler artigo do Washington Post).

2. O movimento é liderado por partidos e movimentos da extrema-esquerda:

The marches in Washington and San Francisco were chiefly sponsored, as was last October's antiwar march in Washington, by a group the Times chose to call in its only passing reference "the activist group International Answer."

International ANSWER (Act Now to Stop War and End Racism) is a front group for the communist Workers World Party. The Workers World Party is, literally, a Stalinist organization. It rose out of a split within the old Socialist Workers Party over the Soviet Union's 1956 invasion of Hungary -- the breakaway Workers World Party was all for the invasion. International ANSWER today unquestioningly supports any despotic regime that lays any claim to socialism, or simply to anti-Americanism. It supported the butchers of Beijing after the slaughter of Tiananmen Square. It supports Saddam Hussein and his Baathist torture-state. It supports the last official Stalinist state, North Korea, in the mass starvation of its citizens. It supported Slobodan Milosevic after the massacre at Srebrenica. It supports the mullahs of Iran, and the narco-gangsters of Colombia and the bus-bombers of Hamas.
” (Cf. este outro artigo do Washington Post).

3. O objectivo confessado deste grupo é:

[to] unite the workers of all countries, colors and religions against the common enemy and reject all attempts to divide the working class. The movement must be politically independent. It must not subordinate itself to parties standing with one or both legs in the camp of the bourgeois order…A new workers party must be built on the basis of an international socialist program…The International Committee of the Fourth International has created the World Socialist Web Site as an instrument for the development of such a party.” (Cf.
Manifesto do partido distribuído nas recentes manifestações
).

4. Conclusão: encontra-se em curso uma manobra para recuperar a legitimidade do comunismo. Todo este episódio é mais uma fase do processo de reabilitação que Jean-François Revel descreve no seu livro “A Grande Parada – Porque sobrevive a utopia socialista”.

A oposição à guerra no Iraque é apenas um meio para atingir esse fim (um pretexto que surgiu após a estratégia estar definida).

A táctiva foi dada por Lénine em 1917:’Transformemos a [grande] guerra numa guerra civil’ (por enquanto, os meios são pacíficos).

Nesta farsa, os ‘idiotas úteis’ - pintasilgos do amaral e outros que tais, continuam a desempenhar o seu papel na perfeição. Quando se vê no mesmo palco: Mário Soares, Freitas do Amaral, Francisco Louçã e o Boaventura Sousa Santos, percebe-se quem perde legitimidade e quem a ganha.

João “Strangelove” Noronha

P.S. Redigido logo após o final do jogo de ontem à noite...



Segunda-feira, Março 03, 2003
 
VACLAV KLAUS ELEITO PRESIDENTE DA REPÚBLICA CHECA

"Klaus has been guided by ...principles of limited governance and free-market economics, which he learned from his intellectual heroes, Friedman and Hayek...Klaus is credited with creating a solid basis for a high level of foreign investment and respectable economic growth in the Czech Republic. The Czechs continue to enjoy one of the lowest unemployment rates and one of the freest economies in the post-Communist world.

Another of Klaus's heroes is former British Prime Minister Margaret Thatcher. Klaus introduced some of her reforms in the Czech Republic and the two have become friends and political allies. The two are united by their similar philosophies and their concern for the threat posed to European economic and political freedom by the un-elected bureaucracy in Brussels...an influential Dutch member of the European Parliament, already expressed his disappointment. According to Oostlander, "The worst thing that the Czechs could have done was to elect to the presidency a follower of Margaret Thatcher."...Klaus sees the European Union primarily as a free trade area and not as a federal super-state. Although he is in favor of open trade, he does not believe that Brussels should control or regulate it...Klaus is known as someone who does not accept the extent and excesses of the European welfare states. Unlike many of his counterparts on the continent, Klaus wants to reinvigorate European economic growth through free trade and competition. He abhors the European agricultural protectionism and criticizes the rigidity of the European labor market...Klaus opposes anti-Americanism as the basis of the future European foreign policy..."

Excelente notícia.
É pena que o Presidente da República Checa, eleito pelo Parlamento, não tenha grandes poderes executivos.
De qualquer forma, é uma mensagem clara aquela que os Checos enviam ao sr. Chiraq.



 
AMERICAN CONSERVATISM

Michael Barone no Opinionjournal:

"Conservatives who rely on presidents to achieve their goals will mostly be disappointed. The success of the conservative enterprise depends on individuals in the marketplace and the efforts of Burke's "little platoons" in promoting virtuous behavior. George W. Bush's policies of enlarging the space for individual choices in education, health care and Social Security, and his policy of defending the nation in the war on terrorism, serve conservative purposes. But by themselves they do not achieve conservative goals. That is up to all of us."

A referência ao papel moralizador dos 'little platoons' parece-me uma qualificação importante a fazer ao artigo do Prof. João César das Neves no DN de hoje. O Professor insurge-se contra a planeado casino no parque Meyer e contra a importância que lhe atribui SAntana Lopes. Não é claro que o Prof. César das Neves não defenda a criminalização e proibição deste tipo de actividades. Contra este tipo de proibicionismos convirá lembrar os efeitos perversos e contra-produtivos deste tipo de medidas. A única forma eficaz e compatível com a liberdade de construir o necessário alicerce moral das sociedades abertas é a actividade dos 'little platoons'.

É conveniente, a este propósito, recordar as seguintes palavras de F. A. Hayek:

"The typical conservative is indeed usually a man of very strong moral convictions [but] he has no political principles which enable him to work with people whose moral values differ from his own for a political order in which both can obey their convictions. It is the recognition of such principles that permits the coexistence of different sets of values that makes it possible to build a peaceful society with a minimum of force. The acceptance of such principles means that we agree to tolerate much that we dislike...for a liberal the importance he personally attaches to specific goals is no sufficient justification for forcing others to serve them...To live and work successfully with others requires more than faithfulness to one's concrete aims. It requires an intellectual commitment to a type of order in which, even on issues which to one are fundamental, others are allowed to pursue different ends...It is for this reason that to the liberal neither moral nor religious ideals are proper objects of coercion, while both conservatives and socialists recognize no such limits."

P.S. Escusado será dizer que o Liberalismo Hayekiano é o Conservadorismo Americano explicitado por Michael Barone. Hayek utiliza a expressão Liberal no sentido europeu do termo, Michael Barone utiliza o termo Conservador no sentido americano do termo. Como explica Hayek: "In a country like the United States, which on the whole has free institutions and where, therefore, the defense of the existing is often a defense of freedom, it might not make so much difference if the defenders of freedom call themselves conservatives".




 
IRAQUE DESCOBRE QUE TEM ARMAS QUÍMICAS (via Intermitente)

O assessor de Saddam para o 'desarmamento' declarou que o Iraque possui armas químicas.

Comentários:

- Este sr. deve estar completamente enganado visto que o sr. Chiraq e meia-dúzia de 'senadores' portugueses afirmaram que não existiam quaisquer provas da existência desta armas;
- De qualquer forma, não faltará muito tempo para que algum dos senhores acima citados venham afirmar convictamente que esta é uma prova de que as inspecções resultam;
- Será que isto constitui uma violação material das decisões do conselho de segurança ? Não, claro que não...
- Ser assessor de Saddam para o desarmamento é como ser assessor do bloco de extrema esquerda para a literacia económica.

Curiosamente esta notícia surgiu na mesma altura em que alguns jornais anunciam o início das operações militares no Iraque na próxima 5ª feira (não se percebe se é no dia 6 ou no dia 13). Eu aposto que será no dia 13 (O assessor do President desmarcou os seus appointments para esse dia).



 
PAUL JOHNSON: Five Vital Lessons From Iraq

Para estudar e decorar.



 
FREE-MARKET THINK-TANKS MAY FINALLY DRAG OLD EUROPE INTO THE 1980's

1. O Wall Street Journal publicita as actividades da Stockholm Network, rede constítuida por um conjunto de Think-Tanks de países da Europa. A Stockholm Network procura replicar o sucesso dos Think-Tanks Americanos e Britânicos que influenciaram de forma determinante os governos de Margareth Thatcher e de Ronald Reagan nos anos 80.

É curiosa a diferença de perspecticva entre este artigo e o artigo sobre o neo-Thatcherismo a que aqui fiz referência recentemente.

Pessolmente, estou mais de acordo com este artigo.

Existem de facto políticas comunitárias que têm um cunho liberal - o projecto do mercado único, o conservadorismo orçamental e monetário. E ao abrigo destas políticas, os governos europeus têm liberalizado mercados, privatizado empresas, reduzido déficits e baixado a inflação. No entanto, existem outro países e grupos que procuram utilizar o projecto europeu como instrumento para a construção de uma fortaleza europa anti-americana dentro da qual o 'modelo social europeu' possa sobreviver. E sempre que o neo-Thatcherismo da UE se confronta com estes objectivos, são estes que prevalecem (p.ex. o 'pacto de estabilidade é estúpido'; contra os choques fiscais já se fala de 'harmonização fiscal' - a Irlanda, em vez de exemplo, torna-se em alvo de ataques; a política aduaneira comum serve de arma política nos cofrontos com os EUA; a 'europa social' sobrepõe-se ao princípio da subsidiariedade; etc...)

É contra esta segunda corrente que será necessário combater. É contra esta segunda corrente que estes Think-Tanks serão mais úteis.

2. Tive a oportunidade de participar num seminário da Stocholm Network e acalentei em tempos a esperança de criar em Portugal um Think-Tank.

Fui fundador e membro da direcção da Causa Liberal e pensei que esta associação podia ser um embrião de Think-Tank. E, mesmo sem individualidades nem financiamentos externos, conseguimos obter autorização para publicar em Português algumas dos trabalhos desenvolvidos por estes Think-Tanks europeus. Esta actividade seria um óptimo ponto de partida para começar a desenvolver produção própria e tentar influenciar, por este meio, o debate político em Portugal.

Entretanto, abandonei a Causa Liberal por divergências de fundo com algumas das sensibilidades representadas no seu seio.

Espero que um dia seja possível surgir em Portugal um Think-Tank Liberal.



 
FREE-MARKET THINK-TANKS MAY FINALLY DRAG OLD EUROPE INTO THE 1980's

1. O Wall Street Journal publicita as actividades da



 
UMA BLOQUICE N'O INTERMITENTE ?

O Intermitente cita sem comentar um relatório sobre a crise energética na califórnia. De acordo com o referido relatório, durante esta crise, algumas empresas de electricidade manipularam o mercado e conseguiram desta forma lucros avultados.

O caso do mercado de electricidade da Califórnia é por vezes utilizado como exemplo do falhanço da liberalização do mercado de energia.

Acontece que os 'blackouts' ocorridos na Califórnia ocorreram devido à forma deficiente como regulação estatal foi implementada.

O CATO Institute dedicou consideráveis recursos ao estudo deste caso concreto e identificou os erros dos reguladores estaduais. De referir que o CATO tinha previu com grande antecedência todas as dificuldades que o modelo de regulação implementado iria provocar. Este Instituto apresenta, igualmente, uma solução para este problema.

Vernon Smith, prémio Nobel da Economia de 2002, fez o mesmo diagnóstico da situação e propõe soluções semelhantes.

Em síntese, o CATO e o Prof. Vernon Smith explicam que na Califórnia os operadores se encontravam legalmente impedidos de aumentar os preços de retalho (existia um price-cap). Simultaneamente, eram obrigados a servir todos os clientes em todas as situações a preços constantes. Entretanto, ocorrerram choques de oferta e de procura que provocaram um aumento dos preços no mercado por grosso. Os operadores encontravam-se proibidos de transferir estes aumentos de preço para os consumidores e, em consequência, passaram a vender abaixo do preço de custo. Esta situação era insustentável e provocou falências e os famigerados 'black-outs'.

Para além disto, existiam restrições ao estabelecimento de contratos de longo-prazo o que tornou o mercado mais volátil e manipulável. De referir, ainda, que as proibições de amortização dos chamados 'stranded assets' desincentivou o investimento o que reduziu a capacidade disponível, tornando assim a probabilidade de congestão mais provável e aumentando o poder de mercado das empresas instaladas.

As únicas empresas que conseguiram ganhar dinheiro nesta situação foram as empresas que operam no mercado por grosso - vendiam energia às 'EDP's' da Califórnia, e aquelas empresas que compravam energia ao preço regulado (e inferior ao custo) e que a revendiam no mercado livre. Talvez seja esta a 'manipulação' de que fala o relatório citado pel'O Intermitente. Todos estes lucros são legais e legítimos - o objectivo das empresas é ganhar dinheiro legalmente satisfazendo os seus clientes. O problema foram as deficientes regras impostas pelo Estado.

A solução, explica o Prof. Smith, será eliminar a regulação dos preços por retalho e implementar 'real-time pricing'.



 
A RECICLAGEM É MÁ PARA O AMBIENTE: Swedes trash myth of refuse recycling

"Throw away the green and blue bags and forget those trips to the bottle bank: recycling household waste is a load of, well, rubbish, according to leading environmentalists and waste campaigners.

In a reversal of decades-old wisdom, they argue that burning cardboard, plastics and food leftovers is better for the environment and the economy than recycling."


Nota: Utilizar argumentos com prudência em discussões com esposas eco-fundamentalistas.






Domingo, Março 02, 2003
 
NOTÍCIAS DA FRENTE

Em Portugal, fazem-se comícios contra a guerra nos quais alguns 'paizinhos da pátria' confundem o presidente Bush com Saddam.

Saddam continua a brincar com os inspectores: depois de ter jurado que nunca destruiria os mísseis Al-Samud, concorda 'em princípio' com a sua destruição. Quatro mísseis foran alegadamente destruídos (as primeiras notícias falavam de dezenas). É claro que, há 15 dias atrás estes estes mísseis não existiam ! Talvez seja esta a razão pela qual não tinham sido declarados pelo Iraque, nos termos da resolução 1441.

O Parlamento Turco aprova a utilização das bases do país pelas tropas americanas, mas o presidente da assembleia anula a decisão porque esta não foi o resultado de uma maioria absoluta. O mesmo sr. encerra o parlamento turco até à 3ª feira de Carnaval (parece-me apropriado). Nota: uma potência imperial deixaria que os seus interesses ficassem dependentes das decisões do parlamento de um 'estado-vassalo' ?

Enquanto isso, a Liga Árabe reúne-se e Kadafhi troca ameaças de morte com o MNE saudita, os corajosos escudos humanos decidiram fugir do Iraque porque 'têm medo' e 'suspeitam que os iraquianos os colocassem junto de alvos militares' (really?). Nos EUA organiza-se um movimento 'anti-anti-guerra'. A Coreia do Norte oferece asilo a Saddam.



 
THATCHERISM TRIUMPHANT? The New Business Climate in Europe

"What were the economic policies pursued by Thatcher? In the broadest sense, she restored the spirit of enterprise to Britons by lowering marginal tax rates, deregulating the economy, and disposing of state-owned assets through a process that came to be known as "privatization." This pretty well describes the policies being implemented across Europe."

A retórica é social-democrata mas as políticas são liberais [e muitas não o são ou são apenas fruto da necessidade], dizem os autores deste estudo.
Mas se a 'cultura' é social-democrata então as políticas, mais tarde ou mais cedo, também o serão.



 
IDEAS ON LIBERTY- February 2003

A edição de Fevereiro da revista da Foundation For Economic Education encontra-se disponível online.

Li com agrado o artigo



 
MANIFESTAÇÕES PRO-AMERICANAS NA COREIA DO SUL

" On Saturday, 100,000 pro-U.S. demonstrators jammed a downtown Seoul plaza to support the presence of 37,000 U.S. troops in South Korea and condemn the North. The demonstrators, many of them veterans in military uniforms who waved South Korean and U.S. flags, want the troops to remain to defend the South from a possible Northern attack."

When the going get's tough, as manifestações tornam-se pro-americanas. Esta manifestação faz-me lembrar umas manifestaçõezitas que ocorreram em Lisboa aquando dos massacres em Timor. Conhecem alguém que se tenha manifestado nessa altura a favor de uma intervenção dos EUA e agora proteste contra o 'imperialismo' americano ? (Para além do Freitas do Amaral, é claro).



 
Suspected Sept. 11 Mastermind Arrested

Um a um todos os responsáveis serão capturados (Vd. scoreboard ).